Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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Exportação

Sinal de alerta

Preço do boi gordo e recuperação do plantel suíno chinês podem impactar a competitividade da carne bovina brasileira no mercado internacional

Lygia Pimentel1 e Yago Travagini Ferreira2

Nos últimos anos, a exportação vem ganhando cada vez mais protagonismo para o equilíbrio do quadro de oferta e demanda de proteína bovina brasileira e, portanto, na formação dos preços do boi gordo. Se no ano 2000 menos de 10% da produção de carne bovina do Brasil era destinada ao mercado internacional, em 2020, estima-se que o número ultrapasse os 27%, praticamente triplicando a importância do mercado externo na formação do preço do boi gordo no Brasil. Dessa forma, entender o comportamento tanto do dólar como dos clientes externos se tornou fundamental para avaliar o desempenho da pecuária brasileira e traçar panoramas para o futuro. Primeiramente, ao se avaliar o quadro de países compradores da carne bovina brasileira, nota-se um ambiente volátil e diversificado. Nos últimos dez anos, seis países diferentes já lidera- ram as exportações de proteína bovina do Brasil: Rússia, Irã, Egito, Venezuela, Hong Kong e China. No entanto, o principal tópico de discussão para as exportações de carne brasileira em 2020, e que perdura como nosso maior comprador desde abril/18 (31 meses consecutivos na liderança), é a China. Menos de seis anos atrás, o gigante asiático praticamente não comprava do Brasil. Em 2014, a participação do país nas exportações brasileiras era de 0,01%, que aconteciam via o conhecido “canal cinza”, que passa por Hong Kong. A partir da liberação das vendas diretamente para a China, os embarques foram crescentes, e, nos dez primeiros meses de 2020, a representatividade chinesa já ultrapassou os 48% sobre o total exportado pelo Brasil. O aumento dos embarques para o gigante asiático era algo natural. O Brasil possui bom volume de proteína disponível para export...

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