Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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Brasil de A a Z

Nelore X ou Nelore Y?

O que acontece, atualmente, com a raça que mais representa a pecuária de corte no Brasil?

William Koury Filho
Zootecnista, mestre e doutor em Produção Animal, jurado de pista de Angus a Zebu e proprietário da Brasil com Z – Zootecnia Tropical

Caros leitores, chegamos à última coluna de 2020, ano inesquecível por tantos motivos, principalmente em função de uma pandemia jamais vivenciada por minha geração e das situações inusitadas deste cenário imprevisível. A grande surpresa foi o extraordinário desempenho do agronegócio brasileiro neste ano de valorização das commodities pelo mundo. Para não perder a dramaticidade do começo do ano com o novo coronavírus, 2020 termina com uma das secas mais severas dos últimos tempos.

Um ano como esse nos conduz à reflexão em relação a valores da vida. Depois de escrever as últimas colunas sobre interpretação de pontos de vista divergentes em dois temas distintos, nesta, o assunto é a reflexão sobre as divergências de opiniões que presencio com relação ao Nelore, a raça mais representativa na pecuária brasileira. O tema não é novidade, mas segue atual. O que acontece é que o momento é outro em decorrência da dinâmica que a pecuária segue, pois os estudos, as evoluções tecnológicas e até os modismos contribuem para suscitar embates, muitas vezes, calorosos, ainda mais em tempos de liberdade total de expressão pelas redes sociais. No mundo contemporâneos os extremistas, que sempre existiram, ganham visibilidade e atraem seus pares na internet. Posições polarizadas são vistas com muita frequência na política, e, muitas vezes, o ódio e a intolerância têm dominado as redes, transformando o debate em brigas terríveis. E, com o Nelore, não tem sido muito diferente. A raça que, hoje, representa aproximadamente 75% do rebanho de corte brasileiro, que já passou por diferentes fases de seleção desde as primeiras importações na met...

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