Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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Sobrevoando

Metas

Toninho Carancho
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É chegado o final de ano e algumas reflexões vêm à cabeça. O que eu fiz de certo, o que fiz de errado, o que funcionou bem, o que não funcionou, porque funcionou, porque não funcionou. O que devo fazer para melhorar, quais as metas para o ano que vem e como foram os resultados das minhas metas do ano anterior em relação aos resultados obtidos.

Acho bom ter metas e as escrever no papel. No papel mesmo, impresso e guardado numa pasta ou arquivo físico para poder ticar, marcar, escrever coisas ao lado.

Sempre nessa época do ano, vou pensando nas metas do ano que vem. E elas se misturam em minha cabeça com coisas bem diferentes, assuntos mais práticos da fazenda, como índice de prenhez, índice de desmama, peso da desmama, hectares de pastagem, peso dos tourinhos ao ano e 2 anos, melhoramento de pastagens, misturados com outras metas mais pessoais, pescar mais, visitar mais fazendas de amigos, andar mais a cavalo, jogar mais cartas, convidar mais amigos para ir para a fazenda, levar a vida mais leve, desligar mais a televisão, conversar mais ao vivo e não através do celular, whatsApp e outras metas deste tipo.

Outra coisa, ao traçar as metas, tenho sempre como base os anos anteriores e as traço de forma que sejam um pouco ambiciosas. Mas não muito, para que, de alguma forma, possa atingi-las com algum esforço não tão hercúleo assim. Normalmente, as metas mais objetivas, da fazenda, são mais ou menos alcançáveis. Por exemplo, prenhez geral nos 80% contando todas as fêmeas (incluindo todas as bezerras de ano) – temos batido na trave, ficando ao redor de 77% nos últimos anos, mas continuo com a meta de 80%, e acho que, no ano que vem, vai dar.

m, vai dar. O problema maior está sempre nas metas mais pessoais, como pescar, visitar os amigos, etc. Essas, normalmente, estão em segundo plano. Mas este ano vai mudar. Vou seguir com as mesmas metas, porém vou mudar o plano. As metas pessoais terão que ter a mesma importância das metas da fazenda, nada de segundo plano.

Sabe o que isso quer dizer? Nada, como diria o cara dos gols do Fantástico. Ou apenas que estou ficando velho e dando mais bola para outras coisas que não apenas o vil metal. Pode ser isso mesmo, ou se preferirem, para se enganar, estou ficando mais moderno, mais aberto e interessado em cultivar as amizades, em explorar o meu eu interior (hehehe...é muita bobagem) etc. Mas acho que, na verdade mesmo, vamos ficando velhos.

Mas velhos cheios de metas!

Na fazenda, vai ser o seguinte no ano de 2020:

Prenhez geral (todas as fêmeas, de um ano a caducando) – 80%

Desmame – 75%

Peso ao desmame (machos e fêmeas) – 220 quilos

Peso ao ano fêmeas – 300 quilos

Peso ao ano machos – 350 quilos

Peso aos dois anos tourinhos – 600 quilos

Todas estas metas com o gado no pasto nativo e/ou na pastagem, nada de ração ou silagem, confinamento, etc.

Acredito que 2020 vai ser um bom ano para quem fizer o dever de casa. Pelo que tudo indica, vai faltar bezerro, boi, vaca, garrote e o preço vai ser bom para nós, pecuaristas. Então vou caprichar na prenhez para fazer uma graninha extra no outono, cruzar o inverno com alguma graxa no corpo e entrar na primavera faceiro.

Bom final de ano e que 2020 seja generoso para todos nós. Fui!

*Nos vemos em fevereiro, pois, em janeiro, não tem AG