Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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Ciclo Pecuário

Alta do ciclo pode enganar

Ciclo

A recuperação de preços poderá representar, em boa medida, mais um processo de “destruição de valor” do que de geração de riqueza à cadeia produtiva

Ivan Wedekin*

A expectativa de alta nos preços reais do boi gordo a partir de 2019 está gerando uma certa “euforia” entre os produtores rurais. É o que ecoa nas mídias sociais, nos eventos e nos comentários de analistas. Além disso, o ambiente está mais carregado de esperança com os novos ventos na política e na economia.

A reversão do ciclo de baixa que ocorreu entre 2015 e 2018 justificaria novamente o ditado popular que diz: “depois da tempestade, vem a bonança”. Uma visão mais estrutural poderia apresentar a leitura de que, ao invés da bonança, poderíamos ter uma “tragédia” com a destruição de valor e a perda de competitividade da pecuária de corte. Vamos às evidências.

Panorama recente

No horizonte de médio e longo prazos, é costume analisar os preços da pecuária em termos reais, ou seja, os preços nominais (ou correntes) são trazidos para valores atuais por um índice índice de preços ou deflator. A série de preços do boi gordo mais longa remonta a 1954, criada pelo Instituto de Economia Agrícola de São Paulo. O deflator usual é o Índice Geral de Preços (IGPDI), divulgado desde 1944 pela Fundação Getulio Vargas.

Figura 1 - Preços reais do boi gordo no estado de São Paulo (em R$ por arroba*) e participação de fêmeas na produção nacional de carne bovina (em %)

Ciclo

A análise usa valores reais, mas os negócios (e a rentabilidade) são determinados ...

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