Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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Sanidade

De olho nas micotoxinas

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Substâncias produzidas por fungos podem estar presentes na ração animal e trazer prejuízos

Micotoxina é uma palavra pouco conhecida da população, porém não há quem esteja livre do contato dela. Produzidas por fungos, não apenas um, mas vários tipos diferentes de micotoxinas são encontradas em diversos alimentos consumidos pela população. Algumas desde o campo, outras a partir das etapas de armazenamento.

Como o nome sugere, são compostos químicos tóxicos que podem causar danos aos seres humanos e animais. Um dos tipos mais estudados, as aflatoxinas estão entre as substâncias naturais mais cancerígenas conhecidas. Tendo isso em conta, cada vez mais, a cadeia produtiva de alimentos busca implementar medidas que minimizem a presença dessas substâncias na alimentação.

O impacto das micotoxinas sobre o gado de corte, no entanto, tem sido pouco estudado. “Acreditou- se, por muito tempo, que, pelo fato de algumas micotoxinas serem metabolizadas no rúmen, o animal não seria afetado”, explica Letícia Custódio, pesquisadora de pós-graduação da Unesp-Jaboticabal que desenvolve projeto na Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, e uma das pioneiras no estudo do impacto da presença de micotoxinas na ração, saúde e desempenho do gado de corte. “Essa metabolização realmente ocorre, mas isso vai depender da quantidade que o animal consome e qual tipo está presente, porque existem algumas que não são metabolizadas no rúmen”, complementa.

Mofo presente no material ensilado ou na matéria-prima que será utilizada é a fonte das micotoxinas

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