Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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Nutrição

Mercado atropelado por crises

Nutrição

A greve dos caminhoneiros e a guerra comercial dos EUA interromperam o crescimento do setor de nutrição animal em 2018

Erick Henrique
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Ainda no final do ano passado, a expectativa era de que a indústria de alimentação animal avançaria, no mínimo, 3%, considerando as perspectivas formuladas na ocasião pelos produtores e exportadores de proteínas de origem animal. No entanto, o revés passou a se manifestar ainda nos primeiros meses, por conta do incremento no custo da alimentação pressionado pelos preços em alta dos grãos e por outros insumos importados e indexados ao câmbio, influenciado, externamente, pelo crescente conflito comercial global e pelo aumento da taxa de juros nos Estados Unidos, e, internamente, pelo grave buraco das contas públicas e da volatilidade, fruto das incertezas políticas provocadas pelas eleições.

“Quase que ao mesmo tempo, a cadeia produtiva foi surpreendida pela interrupção dos embarques de frango ao continente europeu, que se somou ao embargo russo, deflagrado ainda no final do ano passado, contra a carne suína brasileira. Em seguida, no final de maio de 2018, o Brasil, provavelmente, presenciou o maior protesto da breve história do século XXI: a greve dos caminhoneiros”, destaca Ariovaldo Zani, vice-presidente do Sindirações.

Segundo o dirigente, entre as estapafúrdias negociações do Governo Federal (subsídio ao preço do diesel, obrigatoriedade da Conab na contratação de autônomos, liberação do eixo suspenso em rodovias estaduais e municipais concessionadas) para restabelecimento do consagrado direito de ir e vir, a imposição do tabelamento do frete revelou a arbitrária intervenção estatal no capitalismo de mercado.

Para Zani, além ...

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