Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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Exportação de Carne

Dinâmica, balanço e expectativas

Marina Zaia*

Embora mais de 80% da produção de carne seja destinada ao consumo interno, o mercado externo é uma importante via de escoamento da produção nacional e ajuda a sustentar os preços dos produtos.

E pode-se considerar que 2018 foi um ano de bons resultados para as exportações de carne bovina brasileira.

Figura 1 - Volume de carne bovina in natura exportada, em mil toneladas de equivalente de carcaça

Exportação

Os principais componentes que afetam o mercado externo (oferta de matéria-prima, câmbio e conjunturas interna/externa) colaboraram com as vendas nos últimos meses.

Analisando a oferta de boiadas disponíveis para os frigoríficos, neste ano, segundo os últimos dados preliminares do IBGE, os abates, até setembro, aumentaram 4% em relação ao mesmo período do ano anterior, com a demanda interna patinando, o mercado externo foi uma saída para destinar esse incremento da produção.

Sem deixar de mencionar que, como as exportações sofrem influências da flutuação da taxa de câmbio, este é um fator que modula a competitividade da carne bovina e determina a atratividade para exportar ou não exportar.

E, em agosto e setembro, a cotação do dólar esteve em torno dos R$ 4,00, inclusive, em setembro, a moeda norte-americana chegou a ser negociada a R$ 4,20, recorde histórico em relação ao real. Ou seja, ficou bem interessante vender carne para o restante mundo.

Além do mais, o confronto comercial entre a China e os Estados Unidos beneficiou o Brasil. O país asiático taxou a carne bovina e suína norte- -americana, o que acabou impulsionando as vendas da carne do Brasil com destino à China.

Diante desse cenário, é possível compreender porque, mesmo sem um gran...

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