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Genômica

Poligênico ou monogênico: Eis a questão...

Genômica

JOSÉ FERNANDO GARCIA Médico-veterinário, professor, pesquisador e consultor (UNESP e AgroPartners) [email protected]

Sempre ouvimos dizer que características genéticas quantitativas (ganho de peso, produção de leite, quantidade de gordura, altura, entre outras) são poligênicas, e que, por serem fruto da ação combinada de muitos genes, não seria possível apontar apenas um ou os poucos genes responsáveis por sua manifestação. Convivemos com essa resposta pronta vinda de nossos professores ou técnicos que nos auxiliam.

O oposto dessa situação é quando uma característica genética é monogênica. Nesse caso, com pouca ou nenhuma sombra de dúvida, podemos concluir que a característica é condicionada pela ação de um único gene, tal como nos casos da ausência de chifres (mocho), coloração da pelagem, presença do pelo slick (termotolerância de algumas raças taurinas adaptadas ao clima tropical, como a raça Senepol) ou da dupla musculatura, todas características qualitativas, do tipo: ou tem ou não tem.

Essa divisão da genética em dois times, o das características monogênicas e o das poligênicas, fazia muito sentido antes do advento da era genômica. A menos que a característica fosse simples (monogênica), portanto, de fácil compreensão, utilizando os conceitos de genética clássica, a explicação sobre seu funcionamento era logo abreviada: característica poligênica, ou seja, de difícil explicação!

Logo, a única alternativa para acessar esse tipo de característica com vistas ao melhoramento genético foi, até hoje, a criação de modelos matemáticos que empregassem a combinação de fenótipos individuais (medidas tomadas dos animais) com a relação de parentesco (pedigree) entre eles, para classificá-los c...

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