Uma edição que vale por 12. A publicação destaca análises anuais dos principais setores da pecuária brasileira.

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A Edição

Vinte anos em um

Que ano, senhoras e senhores! Chegamos ao final deste histórico 2020 com a sensação de ter vivido duas décadas em um ano. O mundo, o Brasil, nossas casas e nossas vidas terminam o ano em um cenário completamente diferente - e inimaginável – daquele que, literalmente, deixamos para trás em março. Desde então, e sem trégua, convivemos com um vírus para o qual ainda não há vacina, e, ao mesmo tempo, com uma avalanche de novidades tecnológicas, profissionais, pessoais, financeiras etc. Viver em constante transformação é um aprendizado diário desse chamado “novo normal”, que se estabeleceu sem que faltassem grãos, carne ou leite nos supermercados ou às indústrias enquanto matérias-primas. É na força do homem do campo que povo brasileiro encontra uma produção de alimentos seguros à sua saúde. É com a pujança do agro, que não parou - e não para - que a economia suporta os desafios de uma pandemia de consequências ainda não totalmente conhecidas.

Esse mesmo “novo normal” também chegou ao campo, especialmente a pecuária. E, se foi durante a pandemia que a arroba bateu os nunca antes vistos R$ 300, também foi, no mesmo período, que os menos incrédulos na profissionalização como condição de sobrevivência no mercado levaram um verdadeiro “soco no estômago”. Hoje, com o custo dos insumos apertando as margens de lucro e com um consumidor ávido por carne em qualidade e quantidade, eles se veem obrigados a tomar decisões que tomariam daqui a alguns anos não fosse o tsunami digital.

A nova realidade pecuária, acelerada pela pandemia, aponta para um horizonte no qual não basta mais somente intensificar a produção. É preciso produzir mais sobre o mesmo espaço de terra, de forma sustentável, primando pela saúde e pelo bem-estar de animais capazes de imprimir qualidade à carne, garantir a saúde do consumidor e mostrar tudo isso a ele. É a turbopecuária, como brilhantemente denomina nosso querido Francisco Vila, que, mais uma vez, brinda-nos com sua visão estratégica de futuro nesta edição.

E , num cenário onde mais da metade dos criadores brasileiros não tem nem balança na propriedade, não há surpresa quando o Centro de Inteligência da Carne (CiCarne) da Embrapa Gado de Corte projeta que 50% deles deva abandonar a atividade nas próximas duas décadas. O dado provém de um estudo, também discorrido nessa edição, no qual constam as principais tendências para a cadeia produtiva da carne até 2040. Concluído antes de o vírus chegar ao Brasil, o trabalhou previu, justamente, que, nos próximos 20 anos, a revolução digital seria uma grande divisora de águas na atividade. Não é que vivemos duas décadas em um ano mesmo?

Boa leitura!


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