A importância da geoestatística na agricultura de precisão

semente brotando da terra
Fonte: Pexels

Como já falamos outras vezes aqui no blog, o Brasil é um dos maiores produtores de agricultura e pecuária do mundo e, por causa disso, existe uma grande preocupação dos produtores em manter a qualidade de seus produtos, partindo principalmente dos cuidados com os seus solos.

Uma técnica voltada para avaliar o ambiente através de seus atributos químicos e físicos é a geoestatística. Com ela, é possível criar um mapeamento de produtividade dos solos do negócio, focado em garantir um aumento na produção alimentar de forma sustentável para todos.

Este é um assunto que interessa a você? Então, continue lendo, porque abaixo vamos trazer diversas informações sobre a importância da geoestatística na agricultura de precisão. Vamos conferir?

Como surgiu a geoestatística?

A geoestatística é uma tecnologia considerada bem nova, uma vez que foi na África do Sul, em 1951, que Danie G. Krige, um estatístico e engenheiro de minas, descobriu uma maneira de analisar as amostras de ouro que possuía através das variações. Ele percebeu que era preciso levar em conta a distância entre as amostras, considerando a localização geográfica e a dependência espacial. Mas foi 1965 que o estudioso Matheronem colocou essa ideia em termos matemáticos e desenvolveu a geoestatística como conhecemos hoje.

Para entendermos melhor, podemos dizer que a geoestatística é uma ferramenta que se apropria de diversas regionalidades para criar previsões e estimativas de locais que ainda não foram amostrados. Com isso, é possível estimar valores ideais dos solos através da extração de dados disponíveis no ambiente, não limitando-se a um único modelo de dependência espacial.

Como usar a geoestatística na agricultura de precisão?

Considerada uma técnica de compreensão e melhoramento das condições dos atributos do solo, a agricultura de precisão é uma maneira de mapear as variações de áreas cultivadas nas zonas agrícolas. Desse modo, juntamente com a geoestatística, a agricultura de precisão tenta diminuir os custos do agricultor e aumentar a produtividade das culturas.

Com isso, também conseguimos mapear as variações de fertilidade e entender mais sobre o grau de compactação dentro das áreas cultivadas. Como já dissemos, a maneira de analisar essa questão é através de amostragens do solo.

Aprenda sobre agricultura de precisão: história, boas práticas e muito mais!

Quais objetivos da geoestatística na agricultura de precisão?

A grande ideia da geoestatística em conjunto com a agricultura de precisão é aumentar a produtividade das culturas sem ter que empregar mudanças físicas nas áreas cultivadas pelos produtores. No caso de produção de grãos, essas tecnologias entram para melhorar:

  • os sistemas de plantio direto, o cultivo mínimo e a interação lavoura-pecuária-
  • floresta em rotação de culturas;
  • a genética das plantas;
  • o estímulo biológico das culturas;
  • e aumentar os microrganismos benéficos dos endofíticos.

Sabendo um pouco mais sobre a geoestatística na cultura de precisão, fica mais fácil melhorar o seu cultivo e cortar os custos de suas produções! A dica é não ter medo de incorporar essa tecnologia na rotina agrícola, já que muitos programas de análise estão mais fáceis de usar! Ainda sobre o assunto, confira o nosso conteúdo sobre o uso de tecnologia em sementes para ter um um plantio ainda melhor! Vemos você por lá.

Agricultura de precisão: história, boas práticas e muito mais!

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Fonte: Massey Ferguson

A agricultura de precisão está ligada ao uso de tecnologia avançada para analisar e acompanhar as condições do clima e solo para as atividades agronômicas. Em resumo, trata-se de um formato de automação agrícola, onde é possível controlar os processos e a produção como um todo visando ao melhor rendimento dos cultivos. Quer entender melhor? Leia o artigo abaixo que nós, do blog A Granja prepararmos sobre o assunto!

A história da agricultura de precisão

Os primeiros relatos das atividades de agricultura de precisão surgem em 1929, nos Estados Unidos, no entanto, essa prática ficou mais conhecida na década de 80, devido aos avanços e à difusão dos sistemas de posicionamento geográfico. Foi difundida em diversos países com grande produção agrícola, como Alemanha, Argentina, Austrália, Inglaterra e Brasil.

No Brasil, as primeiras aplicações iniciaram na década de 90. O foco inicial era aprimorar as máquinas agrícolas, permitindo uma aplicação otimizada de insumos, o que ajuda a diminuir custos e impactos ambientais negativos e, sucessivamente, ampliar o retorno econômico, social e ambiental.

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Objetivos da agricultura de precisão

A Agricultura de Precisão (AP) tem como principal objetivo detectar a diversidade espacial e temporal no campo, e busca melhorar esses processos de manejo das culturas, pensando em todo o sistema. Confira a lista dos propósitos da agricultura de precisão:

  • Diminuir ao máximo a contaminação dos solos de todas as áreas produtivas;
  • Aprimorar o uso de insumos agropecuários;
  • Reduzir dos custos de produção;
  • Aumentar a produtividade;
  • Sempre buscar a proteção do ambiente e recursos naturais.

Pilares da Agricultura de Precisão

A Agricultura de Precisão é marcada por estes três pontos que convergem em busca de melhores resultados:

  • Revolução gerencial;
  • Tecnologia de Informação;
  • Agregação de valor à produção.

No entanto, a AP não está relacionada apenas ao uso de ferramentas de alta tecnologia, uma vez que seus princípios podem ser aplicados no dia a dia das propriedades, ajudando a obter uma melhor organização e gestão das atividades, dos gastos e, principalmente, da produtividade em cada área.

Existe uma aplicação para diferenciar as divisões e localização das lavouras dentro das propriedades, nas divisas dos talhões ou piquetes, ou apenas, no reconhecimento de “manchas” que diferenciam do padrão geral. A partir disso, o tratamento diferenciado em cada área de atuação é a aplicação do conceito de AP.

Viu como a agricultura de precisão é muito importante para um bom desenvolvimento agrícola e seu manejo? Não esqueça de deixar um comentário nos contando o que achou do texto! Aproveite também e leia mais este artigo: Conheça a importância da calagem do solo!

Conheça os benefícios da energia solar fotovoltaica

Fonte: Pixabay

Com simples manutenção e redução de custos para o produtor, a energia fotosolar voltaica – ou energia fotovoltaica – é uma alternativas que vêm garantindo muitos benefícios nas propriedades rurais de todo o Brasil.

De maneira resumida, essa energia consegue converter a radiação do sol em energia elétrica de forma sustentável para que os produtores consigam utilizá-las no seu dia a dia. Através de painéis, essa coleta de energia está integrando a paisagem das propriedades rurais nos últimos tempos.

Mas quais são as outras vantagens da energia fotosolar? Se você está na dúvida se essa é a aposta certa para sua propriedade rural, abaixo, separamos diversos benefícios da energia fotosolar voltaica para você saber tudo sobre ela.

Vantagens da energia fotovoltaica

Mesmo sendo uma ótima opção para diminuir os custos agrícolas, a energia fotovoltaica exige um investimento inicial alto para adquirir os aparatos necessários, como os painéis e instalação dos equipamentos pela propriedade.

Contudo, mesmo que essa questão possa significar um valor inicial maior no bolso dos agricultores, esse investimento costuma ter um prazo de retorno breve, já que as contas de energia costumam vir praticamente zeradas. Também é válido comentar que a instalação das placas pode significar o aproveitamento de áreas improdutivas ou degradadas na propriedade.

Outro fator que surpreende muitos os agricultores que a utilizam é o sistema de funcionamento feito por um aplicativo de celular. Na palma da mão, os fabricantes dos inversores fotovoltaicos mandam informações referentes ao benefício ambiental representado pela economia de energia. Além das citadas, as vantagens que sempre são lembradas por quem tem essa tecnologia em casa são:

  • possibilidade de crédito: nesse caso, se o usuário não utilizar toda a potência gerada, há a possibilidade de enviar o excesso de energia para uma rede distribuidora. Gerando assim, créditos que possam ser utilizados pela propriedade em até cinco anos, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel);
  • baixos custos de operação e manutenção: depois de uma vez instalado, os equipamento de captação da energia fotosolar são fáceis de serem operacionais e só devem ser limpados quando houver sujeira sobre eles. Mas cuidado, a higienização só deve ser feita com água e sabão neutro. Com a limpeza correta, isso fará com que sua vida útil seja de até quarenta anos;
  • economia de energia: muitos agricultores buscam a energia fotovoltaica como uma alternativa mais em conta para seu bolso. Contudo, a economia de energia é uma das maiores vantagens que pode ter já que esse processo não degrada o ambiente como outras produções de energia.

O que achou de saber todas essas informações a respeito da energia fotosolar voltaica? Acha que essa é o tipo de energia perfeito para a sua propriedade? Outra dica que podemos dar para você é como usar a tecnologia no tratamento de sementes a seu favor! Se há alguma dúvida a respeito não esqueça de deixar seu comentário! Até mais!

O uso da tecnologia no tratamento de sementes

O uso da tecnologia no tratamento de sementes
Fonte: Pixabay

O tratamento de sementes é considerado uma das estratégias principais para ter produtos de qualidade numa produção. Por causa disso, muitos agricultores têm investido no uso da tecnologia para melhorar e render o insumo agrícola.

Sendo um diferencial importante para os agricultores, é o que garante desde a melhor escolha de sementes até questões genéticas e físicas ideais para o cultivo.

Para isso, é muito importante saber quais são as tecnologias disponíveis no mercado. Está interessado em saber mais? Abaixo, vamos conferir os detalhes dos tipos utilizados no tratamento de sementes. Confira:

Benefícios do tratamento de sementes

A demanda da produção de semente cresceu gradativamente nas últimas décadas e, justamente por isso, o Brasil se tornou um dos maiores mercados de sementes, movimentando em torno de US$4 bilhões ao ano. Dessa forma, o avanço em pesquisa e inovação cresceu junto com o mercado brasileiro.

Com esse tratamento a partir da tecnologia, as sementes recebem medidas eficientes para o seu desenvolvimento. Inclusive, hoje em dia, é possível usar o seu próprio smartphone ou computador para saber informações a respeito das sementes plantadas, desde a semeadura até o beneficiamento das mesmas. Confira agora uma das tecnologias mais usadas:

Inoculantes

Para o crescimento perfeito das sementes, o inoculante é um dos produtos com ações benéficas ao insumo. Essa tecnologia funciona como um material vegetal com culturas bacterianas para aumentar a produtividade da semente, trazendo um melhor custo benefício para o agricultor.

Outro fator bem interessante desse tipo de tecnologia é que esse material recupera os solos de baixa fertilidade. Além de não provocar danos ao meio ambiente, o inoculante é muito indicado para quem deseja preservar a flora e fauna do solo.

Micronutrientes

A aplicação de micronutrientes em sementes é indicado para quem quer uniformidade, qualidade e, principalmente, para quem busca redução de custos no cultivo. Essa tecnologia serve para fortalecer a germinação da semente e é uma das mais usadas no mundo. Aliás, dependendo da cultura, a semente irá precisar de ingredientes específicos na composição dos micronutrientes.

Reguladores de crescimento

Também responsável pelo crescimento das sementes, os reguladores de crescimento funcionam como hormônios. Mas é bom tomar cuidado com o tipo de semente que você está cultivando. Dependendo do caso, há concentrações necessárias para cada tipo de insumo.

Avaliações em laboratório

Outra maneira bem comum de saber se sua semente é um produto de qualidade, é a avaliação em laboratório. Por ser uma forma de evitar ou reduzir problemas relacionados com o cultivo, essas avaliações servem principalmente para verificar se o grão está atendendo os padrões oficiais da Instrução Normativa nº 45, de 17 de setembro de 2013 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (BRASIL, 2013b).

Agora que você já sobre as ferramentas que são auxiliar no controle de qualidade das suas sementes lembre-se que para ter total sucesso no ramo de insumo de grãos não basta apenas ter toda tecnologia de ponta: a escolha das sementes de alta qualidade deve estar no topo da sua lista de prioridades.

E para complementar o nosso texto, separamos o Guia Abrasem de boas práticas de tratamento de sementes para que você saiba ainda mais a respeito do assunto! Até mais!