Processos fundamentais para armazenamento de grãos

Local para armazenamento de grãos.
Fonte: Kepler Weber

O mercado de agricultura exige qualidade, logo, nós, agricultores, devemos garantir isso nos nossos produtos. Ao tratar dos grãos, isso não poderia ser diferente. Com a produção aumentando constantemente no Brasil, o ideal é poder se planejar da melhor maneira possível para não haver perdas quantitativas, muito menos qualitativas, das mercadorias. Para ter tal qualidade, é preciso cuidar desde a escolha das melhores sementes até a forma correta de estocagem.

Mas quais são os processos fundamentais para armazenamento de grãos? Se você possui esta dúvida, fique tranquilo. Abaixo, vamos dar algumas dicas de procedimentos que farão seu agronegócio estar sempre dentro das conformidades e evitar perdas.

Procedimento para armazenagem de grãos

Após a colheita na época adequada, com equipamentos precisamente limpos, os grãos devem ser deixados para a secagem. Desse jeito, eles precisam ser armazenados em locais apropriados e de acordo com as condições para cada tipo de grão.

A escolha destes espaços deve ser a partir das condições econômicas de cada agricultor e da escala de comercialização do produto. Use, de preferência, um ambiente fechado e com boas condições de impermeabilização.

Tipos de armazenamento de grãos

Armazenamento a granel

Muito utilizado por grandes produtores, o armazenamento a granel precisa de boas condições de ventilação e ter um sistema de termometria (medição da temperatura) com o propósito de facilitar a manutenção do ambiente. Geralmente, os grãos são armazenados em tulhas ou silos.

Armazenamento em sacos

Este é o modo mais tradicional de estocagem de grãos. Com ele, é possível manusear melhor as mercadorias, além de conseguir trabalhar especificamente com lotes, já que há menos gastos com instalação. No entanto, não é indicado para grandes quantidades.

Boas práticas de armazenamento

  • Antes de utilizar o maquinário de coleta, o ideal é limpá-lo e secá-lo bem para evitar contaminação e absorção de água nos grãos;
  • Nunca armazenar diversos tipos de grãos juntos;
  • Proteger a mercadoria de umidade, locais com acúmulo de água e manter longe de paredes;
  • Higienizar, sempre que possível, os depósitos, as tulhas e o armazém;
  • Lavador hidráulico de alta pressão, aspirador de pó e compressor de ar são instrumentos altamente recomendados para fazer as limpezas dos armazéns e aparelhos de colheita;
  • Estocar os grãos em uma local livre de roedores, morcegos e pássaros.
  • Também deve-se evitar que animais domésticos circulem pelo local;
  • Possua um programa para controlar efetivamente as pragas;
  • Áreas externas do depósito devem ser bem iluminadas para manter insetos e outros animais longe. A dica é manter as lâmpadas afastadas do armazém para que essa iluminação também não cause efeitos no produto;
  • Ao notar que há grãos infectados, o ideal é separá-los dos outros e eliminar todo o conteúdo contaminado.

Agora que você conhece alguns processos fundamentais para armazenamento de grãos, fica mais fácil de conseguir estocar seu produto sem grandes problemas, certo? Saiba que o uso da tecnologia no tratamento de sementes também garante qualidade para as suas produções! Esperamos que você tenha gostado do nosso conteúdo. Até o próximo post!

Doenças do milho: conheça 5 e saiba como controlá-las!

Doença do Milho
Agrolink

Como já falamos aqui no blog sobre algumas doenças que podem atacar as plantações de soja, chegou a hora de trazer um pouco mais sobre as pragas que também agridem os cultivares de milho.

Atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores de safras de milho, entre os cultivares transgênicos e os convencionais. Mesmo possuindo grandes tecnologias para atender às safras, as doenças ainda têm sido uma grande preocupação para os produtores desse nicho.

Mas quais são as doenças do milho mais comuns? A ideia deste conteúdo é trazer para você as cinco enfermidades mais comuns e explicar como controlá-las! Está curioso para saber quais são? Então, continue com a gente!

Mancha branca

Uma doença que pode aniquilar cerca de 60% de toda a safra, a mancha branca possui o aspecto de lesões esbranquiçadas nas folhas a partir do desenvolvimento da bactéria Pantoea ananas. Esta praga avança diante de situações propícias, como o alto nível de umidade e as baixas temperaturas noturnas.

Doença do Milho, Mancha Branca
Folha Agrícola

Cercosporiose

Esta é uma doença foliar que pode gerar perdas de 80% dos cultivares que estiverem suscetíveis. Nas folhas acontece o desenvolvimento de coloração acinzentada paralela às nervuras. Isso ocorre por causa de esporos e dos restos de culturas que são levados pelo vento, servindo de fonte local para outras áreas se contaminarem.

Doença do Milho, Cercosporiose
Sistemas de Produção Embrapa

Ferrugem polissora

Distribuída por toda a região centro-oeste, nordeste de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, a ferrugem polissora é formada por manchas amarronzadas encontradas nas folhas do milharal. As condições favoráveis para o desenvolvimento dessa praga é a temperatura baixa e a alta umidade.

Doença do Milho, Ferrugem Polissora
DuPont Pioneer

Enfezamento

Esta pústula é considerada uma das doenças mais importantes para quem cultiva milho no Brasil. O enfezamento afeta diretamente a produtividade do cereal, podendo se generalizar em quase toda a região que possui lavoura de milho. Há dois tipos de enfezamentos:

  • Vermelho (Phytoplasma): essa doença deixa as folhas avermelhadas, proliferando para as espigas e se irradiando para a base da planta e os entrenós;
  • Pálido (Spiroplasma): já o enfezamento pálido esbranquiça as nervuras, deixando as plantas raquíticas e se espalhando para os entrenós e as espigas.

Podridões de colmo

Também chamada de antracnose do colmo, a podridão que acontece em diversas partes do milho, como folhas, espigas e raízes, é causada pelo fungo Colletotrichum graminicola. Esta praga é uma das piores doenças que o milho pode ter, já que só sabemos que ela se propagou no cultivo após o florescimento do milho.

Doença do Milho, Podridões de Colmo
Compre Rural

6 medidas recomendadas para controlar as doenças do milho

  • utilizar cultivares selecionados e de boa qualidade;
  • iniciar o cultivo em épocas adequadas e favoráveis para o desenvolvimento do milho, evitando os períodos que podem fomentar essas doenças;
  • praticar a colheita na época correta;
  • estar sempre investindo em tratamentos com fungicidas e controle de pragas;
  • aplicar adequadamente a rotatividade dos cultivares;
  • manejar adequadamente os solos das plantações.

Você pode gostar: importância da calagem do solo

Então, gostou de saber mais sobre as cinco doenças do milho? É importante entender que o desenvolvimento dessas e de outras doenças do milho é umbilicalmente relacionado aos processos de produção do milho aqui no Brasil, e a sua frequência é variada de acordo com o ano e a região.

Uma dica para ficar de olho nas produções de milho ou de qualquer outro cultivar é fazer uso de tecnologia ao seu favor. Aqui no blog, há o texto sobre 9 aplicativos para agricultura para auxiliar você a não ter perdas nas plantações.

Gostou do texto? Comente o que achou do assunto e até o próximo post!

Conheça 3 doenças da soja que atingem as plantações

 

Ferrugem na Soja
Embrapa

A soja é um dos produtos mais significativos para o agronegócio brasileiro e também no mundo inteiro. Por causa disso, é muito importante cuidar adequadamente das plantações, utilizando o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e as boas práticas agronômicas para que não haja problemas na safra.

Se por algum motivo os cuidados não forem tomados devidamente — ou até mesmo se você optar por usar sementes piratas — as plantações correm grandes riscos de acabar adoecendo, o que traz grande prejuízo ao agricultor e ao solo da plantação também.

Para que não ocorra nenhum problema na sua plantação, nós, da Revista A Granja, separamos três doenças da soja que atingem as plantações. Abaixo, falaremos sobre os sintomas e um pouco mais sobre como controlar essas doenças!

1 – Ferrugem

Uma das doenças que mais atinge o plantio de soja é a ferrugem. Sua origem histórica reside na Ásia, mas logo se espalhou pelo mundo inteiro. Ela recebeu este nome por causa do aspecto amarronzado e corroído que as folhas apresentam após entrarem em contato com a doença.

Como os danos são irreparáveis, o agricultor pode perder quase totalmente sua safra, ainda mais no território brasileiro, onde as condições climáticas ajudam a desenvolver e a disseminar com facilidade a doença.

A melhor maneira de deixar que a ferrugem não se espalhe pela plantação é através de aplicação de fungicidas (triazóis e estrobilurinas). É bom ter o manejo cultural em dia, além de selecionar os cultivares com resistência para que a praga não chegue com frequência ao seu plantio.

2 – Mofo Branco

Causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, o mofo branco pode causar perdas da safra entre 30% até 100% quando as medidas de manejo não são tomadas devidamente. Podendo ser encontrada entre outras espécies de plantas e hortaliças, esse mofo é uma espécie de “podridão” branca que, ao entrar em contato com a planta, reduz sua produtividade ao ser afetada pelo fungo.

As melhores maneiras de não ter o mofo branco presente em sua plantação são:

  • através de tratamento de sementes, além de selecionar sementes certificadas para a produção;
  • adubação adequada e a pulverização de fungicidas também são ótimas opções para que o mofo branco não afete seu plantio.

3 – Podridão Radicular de Fitóftora

De coloração amarelada e aspecto seco das folhas, a podridão radicular é um fungo que ataca e mata a soja, entre outras plantas. Ele se inicia pela raíz e vai tomando a planta até as suas extremidades, deixando o tecido externo e interno escurecido.

A única maneira de não deixar esse fungo se espalhar pelas plantações é fazer um bom preparo do solo, usando variedades resistentes, além de proporcionar uma boa drenagem para que nenhum outro fungo se desenvolva.

Agora que você já conhece três doenças da soja que atingem as plantações, é melhor tomar cuidado para que isso não aconteça com a sua! Vale reforçar que o uso da tecnologia no tratamento de sementes é uma ótima opção para evitar pragas e fungos no seu plantio!