Como ter mais segurança do trabalho no meio rural?

Equipamento de Segurança
Embrapa

Uma questão importante no ambiente rural é a segurança do trabalho dos funcionários que executam diversas atividades dentro deste setor. Elas podem estar relacionadas ao cultivo, pecuária, serviços de reflorestamento ou cortes. Não importa a área, uma vez que os riscos que essas atividades oferecem podem ser muito prejudiciais para a saúde dos trabalhadores.

Por isso, é fundamental que os funcionários sejam treinados para a lida diária das funções, assim como os proprietários dessas zonas. Em função disso, criamos um conteúdo comentando sobre como ter mais segurança no meio rural e como devemos proceder as partidas das normas de segurança e saúde dentro de uma empresa rural.

As normas de segurança

Principalmente depois do avanço tecnológico e da necessidade de se produzir em alta escala, o aumento do número de acidentes com máquinas e equipamentos, incêndios, contaminações e ambientes em condições higiênico-sanitárias reduzidas tem se tornado um problema enorme devido à falta de instrução e de preparo de quem está envolvido nisso diariamente.

Hoje, a Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura, também conhecida como NR-31, foi editada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em março de 2005, e está aí para tentar equilibrar e trazer menos preocupação com os envolvidos no meio.

Essa regulamentação deve ser levada com respeitabilidade, já que a magnitude do não cumprimento das leis podem causar consequências negativas para agronegócio. Quem estiver trabalhando em condições que não sejam as descritas pelas normas, por exemplo, pode ter créditos cortados em bancos.

Confira a norma completa aqui!

Riscos da ausência de segurança no trabalho

  • riscos físicos: cãibras, síncopes, câncer de pele e até mesmo amputações acidentais podem acontecer, se o trabalhador não tiver o preparo correto para a atividade;
  • riscos químicos: o uso de fertilizantes e outros produtos químicos nas lavouras, por exemplo, podem causar danos na pele, na boca, em olhos e nariz de quem entrar em contato com os produtos sem os equipamentos necessários. Válido lembrar que esses danos são irreparáveis e podem causar até mesmo a morte;
  • riscos biológicos: causados principalmente pela exposição do trabalhador com animais infectados e/ou peçonhentos, partículas de grãos armazenados, pólen e detritos de origem animal;
  • riscos mecânicos: falta de conhecimento adequado do manuseio de máquinas e ferramentas podem gerar acidentes fatais com quem trabalha sem as instruções necessárias.

A utilização de Equipamentos de Proteção Individual

Uma questão que é muito falada no âmbito da segurança do trabalho no meio rural é o uso dos equipamentos de proteção individual. Prevista por lei devendo e obrigatoriamente fornecida por empregador rural ou equiparado, os chamados EPIs são todos os aparatos e vestimentas que providenciem proteção para o servidor no campo.

Luvas para cobrir as mãos, máscaras protetoras ou respiradores, capacetes, óculos de proteção ou viseira, jaleco com contrafortes adequados e calçados de segurança devem ser feitos a partir de um material resistente e impermeável para que o trabalhador não fique exposto à contaminação, variando de acordo com o ramo rural que a atividade está sendo exercida.

Entendendo um pouco mais sobre como ter mais segurança do trabalho no meio rural, fica mais fácil de saber quais são os riscos e quais as providências devem ser tomadas para melhorar a qualidade do ofício dentro do seu agronegócio. Comente conosco o que achou do conteúdo e lembre-se de saber mais do universo agrícola na Revista A Granja.

Capim-amargoso: saiba mais sobre essa planta daninha

Capim-amargoso
Mais Soja

Uma planta de difícil controle, o famoso capim-amargoso é um vegetal de alta capacidade de dispersão, que consegue se adaptar em diversos climas e regiões do Brasil e que resiste ao glifosato, um herbicida despejado em plantações de grãos.

Não é de hoje que os agricultores acabam “passando trabalho” por causa desta planta daninha, inclusive, perdendo safras de suas plantações por causa dela. E é por isso que trouxemos este conteúdo para dar algumas informações sobre o capim-amargoso. Está na hora de saber mais sobre essa planta daninha. Vamos conferir?

O que é e quais são as características do capim-amargoso

Como já informamos acima, o capim-amargoso é uma planta daninha muito difícil de controlar por causa da sua velocidade de crescimento e fácil adaptação em solos e climas diversos. Ela causa múltiplos prejuízos para as plantações, desde o cultivo até mesmo a produtividade. Isso porque a espécie é capaz de germinar em qualquer temperatura ou luminosidade, podendo ser vista em qualquer época do ano nas produções agrícolas. As principais características do capim-amargoso são:

  • a invasora possui condições duradouras com capacidade de formar perfilhos;
  • sua germinação é facilmente dispersa pelo vento, podendo alcançar longas distâncias para brotar;
  • seu sistema radicular acumula grandes quantidades de amido, além de ser curto e numerosos.

O que é preciso para controlar esta planta daninha?

Como o capim-amargoso se tornou um grande problema para a maioria dos produtores de milho, soja e algodão, diversos estudos avançaram para tentar encontrar uma alternativa de controlar esta planta daninha, investindo, principalmente, em novas fórmulas de fitossanitários.

Por outro lado, um caminho que vários agricultores já estão utilizando nos últimos tempos é a adoção de rotatividade de princípios ativos de herbicidas. Dessa maneira, nenhum agroquímico é favorecido pela seleção natural, como já é possível de visualizar a partir do uso de glifosato na quantidade de capim-amargoso que cresce no Brasil afora.

Em função disso, a dica é variar entre diversos princípios ativos com diferentes mecanismos de ação. Para aplicar isso em seus cultivos, o ideal é ter um acompanhamento de um especialista, ele saberá auxiliar devidamente sobre quais produtos podem ser usados sem afetar as plantações.

Conheça 3 doenças da soja que atingem as plantações

Você já sabe mais sobre esta planta daninha, o capim-amargoso? Com as informações que demos fica mais fácil de resolver o seu problema, não é mesmo? Nossa última dica: não esqueça de pensar em uma melhor estratégia para o manejo desta invasora, pois é muito importante ter uma tomada de decisão firme e que auxilie na melhora do seu cultivo. Vemos você no próximo post. Até breve!

Expointer: o grande evento do setor de agricultura e agronegócio

Foto aérea da expointer 2018.

Congregando o que há de melhor do agronegócio e pecuária da nossa região, a Expointer é um evento que sempre acontece entre os meses de agosto e setembro para reunir em uma única feira as melhores oportunidades que o mercado possui nesse setor.

Desde exposições de animais a novidades no meio tecnológico, a Expointer é muito conhecida mundo afora, além de ser considerada a maior feira de agronegócio e pecuária do território brasileiro.

Que tal descobrir um pouco mais sobre esse evento gigantesco? Abaixo separamos um pouco sobre a história da Expointer e como essa feira pode mudar a sua visão sobre seu negócio. Confira!

História da Expointer

Ocorreu em 24 de fevereiro de 1901 a Primeira Exposição de Produtos do Estado. Contando com 2.200 expositores e um público de 67 mil pessoas, a feira exibia bovinos, equinos, suínos, produtos agrícolas, industriais e artesanais de todo Rio Grande do Sul.

Essa feira acontecia em pavilhões, nos Campos da Redenção, e podemos considerar que o evento funcionava como uma prévia do que é a Expointer que conhecemos nos dias atuais. Conforme o evento foi acontecendo, muitas coisas foram se adaptando e finalmente, em 1970, a 33ª Exposição de Estadual de Animais aconteceu no Parque de Esteio.

Dois anos após a mudança para a região metropolitana de Porto Alegre, a feira abriu as portas para o resto do mundo, chamando-se assim 1ª Exposição Internacional de Animais – Expointer, contando com mais de 64 hectares de área para exposição, que passaram a 141 hectares em 1998.

Depois disso, a feira bateu recordes de vendas em maquinários, exposições de animais e recebeu um aumento de 62% na comercialização total dos seus produtos. Em 2011, a Expointer contou com um público de quase 700 mil pessoas durante todo o evento!

Qual a importância desse evento para o setor?

Conhecendo um pouco mais sobre a história da Expointer, fica evidente que o evento compõe uma fatia significativa da economia gaúcha atual. Esse fator é muito importante para quem trabalha nesse setor, já que essa feira é considerada um meio repleto de oportunidades para quem trabalha no ramo.

Outro fator muito importante é a exposição da cultura gaúcha através da Expointer. Por ser um evento internacional, o mundo inteiro abre as portas para ver as novidades do agronegócio e, como o evento acontece em terras gaudérias, a feira faz uma preservação do patrimônio cultural do Estado!

Ainda por esse lado, é muito importante também que você, como produtor do ramo, se envolva em expor seus produtos nesse evento gigantesco! A maior vantagem que a Expointer pode apresentar é a visibilidade para seu negócio! Desde troca de conhecimento com pessoas do ramo até parcerias e oportunidades que o evento pode oferecer.

Então, agora que você conheceu o grande evento do setor de agricultura e agronegócio, a Expointer, seus benefícios e sua história, não deixe de conferir nosso conteúdo sobre os benefícios da energia fotosolar voltaica para você aplicar essa tecnologia ao seu negócio. Até mais!