Irrigação por gotejamento: entenda mais!

irrigação por gotejamento
Fonte: Construindo Decor

Com o avanço da tecnologia e a utilização cada vez mais de água pelas atividades humanas, se intensificou a procura por métodos mais eficientes, que consumam o menor possível e forneçam resultados melhores em produtividade. Desta maneira, a irrigação por gotejamento tem ganhado muito espaço no agronegócio. Quer saber mais como funciona esse sistema? Nós, da A Granja, vamos falar algumas especificações desta técnica. Confira!

O que é?

Atualmente, existem diversas formas de irrigação para plantações, pomares e jardins, dentre as quais se destaca, especialmente pela economia de água, a irrigação por gotejamento. Sendo um processo bastante econômico para aguar plantas posicionadas a serem regadas constantemente, é possível deixar o sistema com o registro permanente aberto e até mesmo por um timer para irrigação em horários programados, de acordo com a sua demanda necessária.

Métodos tradicionais de irrigação

O processo de irrigação por gotejamento fragmenta a água lentamente e diretamente na zona determinada, através de canos e mangueiras flexíveis, com emissores ou gotejadores apensos, que se estendem ao longo de toda a vegetação. Em um sistema bem planejado, esses emissores administram a água com uniformidade em todo o campo.

O principal objetivo do agricultor é manter a umidade do solo ao ideal estipulado e levar às plantas os elementos nutritivos de maneira contínua, para reduzir o trabalho e promover o desenvolvimento permanente. Isso se dá por meio de ciclos de irrigação leves, mas constantes fornecendo os nutrientes via por esse sistema, na freqüência necessária.

Vantagens e desvantagens da irrigação

Existem muitas vantagens e desvantagens no sistema de irrigação por gotejamento, abaixo vamos listar algumas delas. Confira!

Vantagens

  • Aumenta de maneira positiva a produtividade da plantação;
  • Consumo de água bem inferior a irrigação por aspersão;
  • Diminui a mão de obra;
  • Diminui a erosão do próprio solo;
  • Diminui o gasto com água em mais de 50 %;
  • Não é preciso uma topografia plana do ambiente;
  • Permite a fertilização reduzindo a utilização de fertilizantes;
  • Pode ser instalado em diversos lugares.

Desvantagens

  • As mangueiras podem se deteriorar por causa do sol e pela circulação de animais no local;
  • Baixa eficaz na situação de gramados e jardins;
  • Custo inicial um pouco elevado;
  • Maior gasto com tubos e mangueiras para conservação do sistema.

Agora que você já sabe tudo sobre irrigação por gotejamento que tal deixar um comentário nos contando o que achou do sistema? Tens vontade de aplicar? Para economizar ainda mais, que tal entender um pouco mais sobre energia solar fotovoltaica? Até a próxima!

Conheça 3 doenças da soja que atingem as plantações

Fonte: Pixabay

A soja é um dos produtos mais significativos para o agronegócio brasileiro e também no mundo inteiro. Por causa disso, é muito importante cuidar adequadamente das plantações, utilizando o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e as boas práticas agronômicas para que não haja problemas na safra.

Se por algum motivo os cuidados não forem tomados devidamente — ou até mesmo se você optar por usar sementes piratas — as plantações correm grandes riscos de acabar adoecendo, o que traz grande prejuízo ao agricultor e ao solo da plantação também.

Para que não ocorra nenhum problema na sua plantação, nós, da Revista A Granja, separamos três doenças da soja que atingem as plantações. Abaixo, falaremos sobre os sintomas e um pouco mais sobre como controlar essas doenças!

1 – Ferrugem

Uma das doenças que mais atinge o plantio de soja é a ferrugem. Sua origem histórica reside na Ásia, mas logo se espalhou pelo mundo inteiro. Ela recebeu este nome por causa do aspecto amarronzado e corroído que as folhas apresentam após entrarem em contato com a doença.

Como os danos são irreparáveis, o agricultor pode perder quase totalmente sua safra, ainda mais no território brasileiro, onde as condições climáticas ajudam a desenvolver e a disseminar com facilidade a doença.

A melhor maneira de deixar que a ferrugem não se espalhe pela plantação é através de aplicação de fungicidas (triazóis e estrobilurinas). É bom ter o manejo cultural em dia, além de selecionar os cultivares com resistência para que a praga não chegue com frequência ao seu plantio.

2 – Mofo Branco

Causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, o mofo branco pode causar perdas da safra entre 30% até 100% quando as medidas de manejo não são tomadas devidamente. Podendo ser encontrada entre outras espécies de plantas e hortaliças, esse mofo é uma espécie de “podridão” branca que, ao entrar em contato com a planta, reduz sua produtividade ao ser afetada pelo fungo.

As melhores maneiras de não ter o mofo branco presente em sua plantação são:

  • através de tratamento de sementes, além de selecionar sementes certificadas para a produção;
  • adubação adequada e a pulverização de fungicidas também são ótimas opções para que o mofo branco não afete seu plantio.

3 – Podridão Radicular de Fitóftora

De coloração amarelada e aspecto seco das folhas, a podridão radicular é um fungo que ataca e mata a soja, entre outras plantas. Ele se inicia pela raíz e vai tomando a planta até as suas extremidades, deixando o tecido externo e interno escurecido.

A única maneira de não deixar esse fungo se espalhar pelas plantações é fazer um bom preparo do solo, usando variedades resistentes, além de proporcionar uma boa drenagem para que nenhum outro fungo se desenvolva.

Agora que você já conhece três doenças da soja que atingem as plantações, é melhor tomar cuidado para que isso não aconteça com a sua! Vale reforçar que o uso da tecnologia no tratamento de sementes é uma ótima opção para evitar pragas e fungos no seu plantio!

Expointer: o grande evento do setor de agricultura e agronegócio

Foto aérea da expointer 2018.

Congregando o que há de melhor do agronegócio e pecuária da nossa região, a Expointer é um evento que sempre acontece entre os meses de agosto e setembro para reunir em uma única feira as melhores oportunidades que o mercado possui nesse setor.

Desde exposições de animais a novidades no meio tecnológico, a Expointer é muito conhecida mundo afora, além de ser considerada a maior feira de agronegócio e pecuária do território brasileiro.

Que tal descobrir um pouco mais sobre esse evento gigantesco? Abaixo separamos um pouco sobre a história da Expointer e como essa feira pode mudar a sua visão sobre seu negócio. Confira!

História da Expointer

Ocorreu em 24 de fevereiro de 1901 a Primeira Exposição de Produtos do Estado. Contando com 2.200 expositores e um público de 67 mil pessoas, a feira exibia bovinos, equinos, suínos, produtos agrícolas, industriais e artesanais de todo Rio Grande do Sul.

Essa feira acontecia em pavilhões, nos Campos da Redenção, e podemos considerar que o evento funcionava como uma prévia do que é a Expointer que conhecemos nos dias atuais. Conforme o evento foi acontecendo, muitas coisas foram se adaptando e finalmente, em 1970, a 33ª Exposição de Estadual de Animais aconteceu no Parque de Esteio.

Dois anos após a mudança para a região metropolitana de Porto Alegre, a feira abriu as portas para o resto do mundo, chamando-se assim 1ª Exposição Internacional de Animais – Expointer, contando com mais de 64 hectares de área para exposição, que passaram a 141 hectares em 1998.

Depois disso, a feira bateu recordes de vendas em maquinários, exposições de animais e recebeu um aumento de 62% na comercialização total dos seus produtos. Em 2011, a Expointer contou com um público de quase 700 mil pessoas durante todo o evento!

Qual a importância desse evento para o setor?

Conhecendo um pouco mais sobre a história da Expointer, fica evidente que o evento compõe uma fatia significativa da economia gaúcha atual. Esse fator é muito importante para quem trabalha nesse setor, já que essa feira é considerada um meio repleto de oportunidades para quem trabalha no ramo.

Outro fator muito importante é a exposição da cultura gaúcha através da Expointer. Por ser um evento internacional, o mundo inteiro abre as portas para ver as novidades do agronegócio e, como o evento acontece em terras gaudérias, a feira faz uma preservação do patrimônio cultural do Estado!

Ainda por esse lado, é muito importante também que você, como produtor do ramo, se envolva em expor seus produtos nesse evento gigantesco! A maior vantagem que a Expointer pode apresentar é a visibilidade para seu negócio! Desde troca de conhecimento com pessoas do ramo até parcerias e oportunidades que o evento pode oferecer.

Então, agora que você conheceu o grande evento do setor de agricultura e agronegócio, a Expointer, seus benefícios e sua história, não deixe de conferir nosso conteúdo sobre os benefícios da energia fotosolar voltaica para você aplicar essa tecnologia ao seu negócio. Até mais!

Conheça a importância da calagem do solo

Fonte: Carlos Kurihara

De maneira geral, os solos brasileiros, em especial os da região do Cerrado, são ácidos, pobres em nutrientes e com excesso de alumínio tóxico. Para transformar esses solos em um ambiente mais rico e próprio para atender a demanda produtiva da região, uma boa opção que está presente no mercado há tempos é a calagem.

Esse método serve para diminuir a acidez do solo através dos elementos químicos, como cálcio e magnésio, fornecendo mais produtividade e nutrientes às plantas que futuramente serão plantadas no local.

Com funções de corrigir e condicionar o solo, a calagem garante outras vantagens para os agricultores que trabalham principalmente em ambientes que apresentem superfícies de plantio restritivos. Que tal conhecer a importância da calagem para o solo? Saiba um pouco mais abaixo!

Produtos usados para a calagem

Já que essas regiões mencionadas apresentam períodos de seca e verões intensos, o que dificulta muito a produção de qualquer tipo de plantação, a implementação da calagem apresenta diversas vantagens para os agricultores.

Mas a calagem não é um processo simples a ser feito, é necessário levar em consideração diversas características do ambiente para a sua implementação. Entenda alguns produtos que podem ser aplicados no solo:

  • calcário: o sal do calcário pode ser obtido através da moagem de rochas calcárias. Como seu maior componente é o magnésio, esse produto é muito indicado para solos que possuem carência do mesmo;
  • cal virgem: esse produto é recomendado para solos que necessitam ação imediata através da queima completa de rochas calcárias. Geralmente, esse método é feito antes do plantio, já que essa queima pode prejudicar os organismos presentes no ambiente;
  • cal hidratada: também aplicada antes do plantio, a adição da cal virgem com água deve ser feita com bastante cuidado, pois sua adição no solo deve ser realizada através de uma camada bem fina, já que o cal hidratado acelera as reações com componentes químicos do solo;
  • carbonato de cálcio: originário da moagem de corais e sambaquis, seu funcionamento de neutralização da acidez do solo é bem parecido com do calcário. Ao entrar em contato com a água, o carbonato de cálcio produz uma base forte, ideal para a agricultura e renovação do solo desidratado.

Agora que você já conhece alguns produtos que podem reduzir a acidez do solo e entendeu a principal importância da calagem, vale ressaltar que esses métodos estão relacionados à condição do solo antes da implementação da calagem para saber especificamente qual o tipo ideal de produtos que podem ser usados no solo da sua fazenda de agricultura.

Ficou alguma dúvida quanto a calagem? Não esqueça de deixar um comentário que faremos questão de responder a você! Confira também o uso da tecnologia no tratamento de sementes, assim o procedimento de sua agricultura estará completo! Até mais!