Saiba como manter um solo produtivo

Solo Produtivo
Embrapa

De acordo com o Banco Mundial, os solos agrícolas vêm se degradando a uma taxa de 0,1% ao ano. Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura apontam a perda de cinco milhões de hectares de terras aráveis por ano decorrente às práticas agrícolas incorretas, períodos de secas, crescimento populacional, entre outros fatores que prejudicam a terra.

Cultivar em um solo produtivo é o melhor recurso para o sucesso de qualquer atividade rural. Toda plantação precisa de um terreno saudável para se desenvolver. Desde os ingredientes que vão para a nossa mesa até mesmo as folhagens que servem de alimento aos animais. Por isso, a falta ou a pouca quantidade de nutrientes importantes para toda essa cadeia agrícola se sustentar representa uma grave preocupação para quem trabalha no campo.

Se você está preocupado ou possui dúvidas sobre este assunto, vamos explicar como manter um solo produtivo para sempre e aumentar os seus ganhos.

O que entender sobre a eficiência do solo

Há diversas maneiras de diminuir a eficiência do solo, como o manejo incorreto – que causa com o passar do tempo a degradação do mesmo -, além da perda de nutrientes, acidificação e salinização.

Existe ainda a degradação por ocorrências físicas, como por exemplo a perda de estrutura e diminuição de permeabilidade, decorrentes de erosões e da compactação do solo. E também pode ocorrer o processo de degradação de ordem biológica, pelo uso indiscriminado de agroquímicos e poluentes.

Para evitar que esses processos de degradação se instalem em sua propriedade é preciso oferecer um suporte permanente para que o solo se mantenha saudável após as sucessivas plantações, como veremos melhor a seguir.

Como manter um solo produtivo

Existem boas técnicas a serem colocadas em prática para esses casos, como o uso de matéria orgânica, adubação verde, microrganismos, rotação e diversificação de culturas.

Como os solos brasileiros são naturalmente pobres, eles precisam ser enriquecidos com a aplicação de adubo orgânico ou de origem mineral para aumentar a fertilidade do terreno e impedir o seu esgotamento.

Para manter o solo produtivo é interessante usar técnicas de irrigação que preservem o uso da água e evitem a salinização do solo em regiões com alto índice de evaporação.

É necessário também qualificar e reciclar todos os profissionais rurais que atuam em sua propriedade para que eles saibam aplicar corretamente as práticas acima exemplificadas. A realização de projetos que visam o desenvolvimento saudável e a sustentabilidade do solo é igualmente aconselhável.

Outra boa opção para transformar esses lugares degradados em ambientes mais ricos é fazer a calagem do solo. Se você trabalha principalmente com superfícies de plantio restritivos, confira nosso post sobre a importância da calagem.

Essas medidas com certeza irão contribuir para o aumento da sua produção – tanto em quantidade como qualidade -, assim como conservar os recursos naturais do solo e aumentar a lucratividade do seu negócio. Comente conosco o que achou do conteúdo e lembre-se de saber mais do universo agrícola na Revista A Granja.

Como ter mais segurança do trabalho no meio rural?

Equipamento de Segurança
Embrapa

Uma questão importante no ambiente rural é a segurança do trabalho dos funcionários que executam diversas atividades dentro deste setor. Elas podem estar relacionadas ao cultivo, pecuária, serviços de reflorestamento ou cortes. Não importa a área, uma vez que os riscos que essas atividades oferecem podem ser muito prejudiciais para a saúde dos trabalhadores.

Por isso, é fundamental que os funcionários sejam treinados para a lida diária das funções, assim como os proprietários dessas zonas. Em função disso, criamos um conteúdo comentando sobre como ter mais segurança no meio rural e como devemos proceder as partidas das normas de segurança e saúde dentro de uma empresa rural.

As normas de segurança

Principalmente depois do avanço tecnológico e da necessidade de se produzir em alta escala, o aumento do número de acidentes com máquinas e equipamentos, incêndios, contaminações e ambientes em condições higiênico-sanitárias reduzidas tem se tornado um problema enorme devido à falta de instrução e de preparo de quem está envolvido nisso diariamente.

Hoje, a Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura, também conhecida como NR-31, foi editada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em março de 2005, e está aí para tentar equilibrar e trazer menos preocupação com os envolvidos no meio.

Essa regulamentação deve ser levada com respeitabilidade, já que a magnitude do não cumprimento das leis podem causar consequências negativas para agronegócio. Quem estiver trabalhando em condições que não sejam as descritas pelas normas, por exemplo, pode ter créditos cortados em bancos.

Confira a norma completa aqui!

Riscos da ausência de segurança no trabalho

  • riscos físicos: cãibras, síncopes, câncer de pele e até mesmo amputações acidentais podem acontecer, se o trabalhador não tiver o preparo correto para a atividade;
  • riscos químicos: o uso de fertilizantes e outros produtos químicos nas lavouras, por exemplo, podem causar danos na pele, na boca, em olhos e nariz de quem entrar em contato com os produtos sem os equipamentos necessários. Válido lembrar que esses danos são irreparáveis e podem causar até mesmo a morte;
  • riscos biológicos: causados principalmente pela exposição do trabalhador com animais infectados e/ou peçonhentos, partículas de grãos armazenados, pólen e detritos de origem animal;
  • riscos mecânicos: falta de conhecimento adequado do manuseio de máquinas e ferramentas podem gerar acidentes fatais com quem trabalha sem as instruções necessárias.

A utilização de Equipamentos de Proteção Individual

Uma questão que é muito falada no âmbito da segurança do trabalho no meio rural é o uso dos equipamentos de proteção individual. Prevista por lei devendo e obrigatoriamente fornecida por empregador rural ou equiparado, os chamados EPIs são todos os aparatos e vestimentas que providenciem proteção para o servidor no campo.

Luvas para cobrir as mãos, máscaras protetoras ou respiradores, capacetes, óculos de proteção ou viseira, jaleco com contrafortes adequados e calçados de segurança devem ser feitos a partir de um material resistente e impermeável para que o trabalhador não fique exposto à contaminação, variando de acordo com o ramo rural que a atividade está sendo exercida.

Entendendo um pouco mais sobre como ter mais segurança do trabalho no meio rural, fica mais fácil de saber quais são os riscos e quais as providências devem ser tomadas para melhorar a qualidade do ofício dentro do seu agronegócio. Comente conosco o que achou do conteúdo e lembre-se de saber mais do universo agrícola na Revista A Granja.

Adubo foliar é vantajoso para o agricultura?

Adubo Foliar
Revista A Granja

Um fator é essencial para o crescimento ideal das culturas: nutrição equilibrada e adequada às necessidades de cada tipo de planta. A grande questão é como podemos fazer isso, de uma maneira simples e que favoreça a rentabilidade do negócio?

Será a partir do adubo foliar, também conhecido como fertilizante especial, que poderá dar toda a estrutura necessária para que não aconteçam grandes problemas durante as épocas do plantio e para que as plantas cresçam saudáveis e fortes para a colheita.

Essa técnica moderna está ganhando espaço nas lavouras do mundo afora, mas mesmo assim gera dúvidas sobre o seu uso. Por causa disso, nós, da Revista A Granja, viemos explicar: afinal, o adubo foliar é vantajoso para a agricultura? Está pensando em aderir a este método altamente desenvolvido e buscando por informações? Então, continue lendo este conteúdo que vamos explicar diversas dúvidas sobre o assunto.

O que é o adubo foliar?

Indo além da adubação convencional, o adubo foliar também é conhecido como adubo de eficiência aumentada. Este nome vem em função dos produtos que aparecem em sua composição. Ou seja, o adubo foliar funciona como uma tecnologia que garante o melhoramento da produtividade de uma lavoura.

Além disso, o produto, que é despejado justamente nas folhas dos plantios, visa garantir a redução dos processos de perdas e a segregação de nutrientes. Para aumentar a eficiência da produção e melhoramento do proveito dos substanciais nas folhas, esse fertilizante especial contribui para o aprimoramento nutritivo das plantas deixa-as mais bonitas e vistosas.

Contudo, é importante entender quais são as limitações do seu sistema e das condições do solo da sua lavoura. Uma vez que a exigência nutricional, a disponibilidade hídrica e o momento adequado para o inserção do produto são fundamentais para a correção adequada que deve ser implementada.

Como funciona a aplicação do produto?

Como os fertilizantes especiais são produtos químicos incisivos, é muito importante saber aplicar corretamente a liberação dos nutrientes. Entre as práticas, o ideal é deixar um intervalo de tempo para que a tecnologia faça efeito gradualmente e melhore a tomada de decisão com relação aos seus produtos.

Para aplicar um adubo foliar em seus cultivos, basta utilizar um equipamento que borrife o produto sobre as plantas. Dessa maneira, os resultados serão mais assertivos e o risco de desperdício será baixo. Também é possível utilizar irrigação por gotejamento para facilitar a aplicação. Mas lembre-se de que esse processo irá aplicar fertilizantes na raiz dos cultivos e não sobre as folhas.

Quer entender mais sobre o método? Saiba tudo sobre Irrigação por gotejamento

Então, o que achou de saber sobre o adubo foliar? Ele é realmente vantajoso para a agricultura, não é mesmo? Se você irá certamente adotar esse manejo, não esqueça de utilizar os insumos aprovados cientificamente e fique atento ao momento ideal da aplicação.

Nós, da Revista A Granja, esperamos que tenha gostado do nosso conteúdo. Confira o nosso blog para saber mais informações sobre agricultura. Esperamos você por lá. Até o próximo post.

Capim-amargoso: saiba mais sobre essa planta daninha

Capim-amargoso
Mais Soja

Uma planta de difícil controle, o famoso capim-amargoso é um vegetal de alta capacidade de dispersão, que consegue se adaptar em diversos climas e regiões do Brasil e que resiste ao glifosato, um herbicida despejado em plantações de grãos.

Não é de hoje que os agricultores acabam “passando trabalho” por causa desta planta daninha, inclusive, perdendo safras de suas plantações por causa dela. E é por isso que trouxemos este conteúdo para dar algumas informações sobre o capim-amargoso. Está na hora de saber mais sobre essa planta daninha. Vamos conferir?

O que é e quais são as características do capim-amargoso

Como já informamos acima, o capim-amargoso é uma planta daninha muito difícil de controlar por causa da sua velocidade de crescimento e fácil adaptação em solos e climas diversos. Ela causa múltiplos prejuízos para as plantações, desde o cultivo até mesmo a produtividade. Isso porque a espécie é capaz de germinar em qualquer temperatura ou luminosidade, podendo ser vista em qualquer época do ano nas produções agrícolas. As principais características do capim-amargoso são:

  • a invasora possui condições duradouras com capacidade de formar perfilhos;
  • sua germinação é facilmente dispersa pelo vento, podendo alcançar longas distâncias para brotar;
  • seu sistema radicular acumula grandes quantidades de amido, além de ser curto e numerosos.

O que é preciso para controlar esta planta daninha?

Como o capim-amargoso se tornou um grande problema para a maioria dos produtores de milho, soja e algodão, diversos estudos avançaram para tentar encontrar uma alternativa de controlar esta planta daninha, investindo, principalmente, em novas fórmulas de fitossanitários.

Por outro lado, um caminho que vários agricultores já estão utilizando nos últimos tempos é a adoção de rotatividade de princípios ativos de herbicidas. Dessa maneira, nenhum agroquímico é favorecido pela seleção natural, como já é possível de visualizar a partir do uso de glifosato na quantidade de capim-amargoso que cresce no Brasil afora.

Em função disso, a dica é variar entre diversos princípios ativos com diferentes mecanismos de ação. Para aplicar isso em seus cultivos, o ideal é ter um acompanhamento de um especialista, ele saberá auxiliar devidamente sobre quais produtos podem ser usados sem afetar as plantações.

Conheça 3 doenças da soja que atingem as plantações

Você já sabe mais sobre esta planta daninha, o capim-amargoso? Com as informações que demos fica mais fácil de resolver o seu problema, não é mesmo? Nossa última dica: não esqueça de pensar em uma melhor estratégia para o manejo desta invasora, pois é muito importante ter uma tomada de decisão firme e que auxilie na melhora do seu cultivo. Vemos você no próximo post. Até breve!

Processos fundamentais para armazenamento de grãos

Local para armazenamento de grãos.
Fonte: Kepler Weber

O mercado de agricultura exige qualidade, logo, nós, agricultores, devemos garantir isso nos nossos produtos. Ao tratar dos grãos, isso não poderia ser diferente. Com a produção aumentando constantemente no Brasil, o ideal é poder se planejar da melhor maneira possível para não haver perdas quantitativas, muito menos qualitativas, das mercadorias. Para ter tal qualidade, é preciso cuidar desde a escolha das melhores sementes até a forma correta de estocagem.

Mas quais são os processos fundamentais para armazenamento de grãos? Se você possui esta dúvida, fique tranquilo. Abaixo, vamos dar algumas dicas de procedimentos que farão seu agronegócio estar sempre dentro das conformidades e evitar perdas.

Procedimento para armazenagem de grãos

Após a colheita na época adequada, com equipamentos precisamente limpos, os grãos devem ser deixados para a secagem. Desse jeito, eles precisam ser armazenados em locais apropriados e de acordo com as condições para cada tipo de grão.

A escolha destes espaços deve ser a partir das condições econômicas de cada agricultor e da escala de comercialização do produto. Use, de preferência, um ambiente fechado e com boas condições de impermeabilização.

Tipos de armazenamento de grãos

Armazenamento a granel

Muito utilizado por grandes produtores, o armazenamento a granel precisa de boas condições de ventilação e ter um sistema de termometria (medição da temperatura) com o propósito de facilitar a manutenção do ambiente. Geralmente, os grãos são armazenados em tulhas ou silos.

Armazenamento em sacos

Este é o modo mais tradicional de estocagem de grãos. Com ele, é possível manusear melhor as mercadorias, além de conseguir trabalhar especificamente com lotes, já que há menos gastos com instalação. No entanto, não é indicado para grandes quantidades.

Boas práticas de armazenamento

  • Antes de utilizar o maquinário de coleta, o ideal é limpá-lo e secá-lo bem para evitar contaminação e absorção de água nos grãos;
  • Nunca armazenar diversos tipos de grãos juntos;
  • Proteger a mercadoria de umidade, locais com acúmulo de água e manter longe de paredes;
  • Higienizar, sempre que possível, os depósitos, as tulhas e o armazém;
  • Lavador hidráulico de alta pressão, aspirador de pó e compressor de ar são instrumentos altamente recomendados para fazer as limpezas dos armazéns e aparelhos de colheita;
  • Estocar os grãos em uma local livre de roedores, morcegos e pássaros.
  • Também deve-se evitar que animais domésticos circulem pelo local;
  • Possua um programa para controlar efetivamente as pragas;
  • Áreas externas do depósito devem ser bem iluminadas para manter insetos e outros animais longe. A dica é manter as lâmpadas afastadas do armazém para que essa iluminação também não cause efeitos no produto;
  • Ao notar que há grãos infectados, o ideal é separá-los dos outros e eliminar todo o conteúdo contaminado.

Agora que você conhece alguns processos fundamentais para armazenamento de grãos, fica mais fácil de conseguir estocar seu produto sem grandes problemas, certo? Saiba que o uso da tecnologia no tratamento de sementes também garante qualidade para as suas produções! Esperamos que você tenha gostado do nosso conteúdo. Até o próximo post!

Doenças do milho: conheça 5 e saiba como controlá-las!

Doença do Milho
Agrolink

Como já falamos aqui no blog sobre algumas doenças que podem atacar as plantações de soja, chegou a hora de trazer um pouco mais sobre as pragas que também agridem os cultivares de milho.

Atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores de safras de milho, entre os cultivares transgênicos e os convencionais. Mesmo possuindo grandes tecnologias para atender às safras, as doenças ainda têm sido uma grande preocupação para os produtores desse nicho.

Mas quais são as doenças do milho mais comuns? A ideia deste conteúdo é trazer para você as cinco enfermidades mais comuns e explicar como controlá-las! Está curioso para saber quais são? Então, continue com a gente!

Mancha branca

Uma doença que pode aniquilar cerca de 60% de toda a safra, a mancha branca possui o aspecto de lesões esbranquiçadas nas folhas a partir do desenvolvimento da bactéria Pantoea ananas. Esta praga avança diante de situações propícias, como o alto nível de umidade e as baixas temperaturas noturnas.

Doença do Milho, Mancha Branca
Folha Agrícola

Cercosporiose

Esta é uma doença foliar que pode gerar perdas de 80% dos cultivares que estiverem suscetíveis. Nas folhas acontece o desenvolvimento de coloração acinzentada paralela às nervuras. Isso ocorre por causa de esporos e dos restos de culturas que são levados pelo vento, servindo de fonte local para outras áreas se contaminarem.

Doença do Milho, Cercosporiose
Sistemas de Produção Embrapa

Ferrugem polissora

Distribuída por toda a região centro-oeste, nordeste de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, a ferrugem polissora é formada por manchas amarronzadas encontradas nas folhas do milharal. As condições favoráveis para o desenvolvimento dessa praga é a temperatura baixa e a alta umidade.

Doença do Milho, Ferrugem Polissora
DuPont Pioneer

Enfezamento

Esta pústula é considerada uma das doenças mais importantes para quem cultiva milho no Brasil. O enfezamento afeta diretamente a produtividade do cereal, podendo se generalizar em quase toda a região que possui lavoura de milho. Há dois tipos de enfezamentos:

  • Vermelho (Phytoplasma): essa doença deixa as folhas avermelhadas, proliferando para as espigas e se irradiando para a base da planta e os entrenós;
  • Pálido (Spiroplasma): já o enfezamento pálido esbranquiça as nervuras, deixando as plantas raquíticas e se espalhando para os entrenós e as espigas.

Podridões de colmo

Também chamada de antracnose do colmo, a podridão que acontece em diversas partes do milho, como folhas, espigas e raízes, é causada pelo fungo Colletotrichum graminicola. Esta praga é uma das piores doenças que o milho pode ter, já que só sabemos que ela se propagou no cultivo após o florescimento do milho.

Doença do Milho, Podridões de Colmo
Compre Rural

6 medidas recomendadas para controlar as doenças do milho

  • utilizar cultivares selecionados e de boa qualidade;
  • iniciar o cultivo em épocas adequadas e favoráveis para o desenvolvimento do milho, evitando os períodos que podem fomentar essas doenças;
  • praticar a colheita na época correta;
  • estar sempre investindo em tratamentos com fungicidas e controle de pragas;
  • aplicar adequadamente a rotatividade dos cultivares;
  • manejar adequadamente os solos das plantações.

Você pode gostar: importância da calagem do solo

Então, gostou de saber mais sobre as cinco doenças do milho? É importante entender que o desenvolvimento dessas e de outras doenças do milho é umbilicalmente relacionado aos processos de produção do milho aqui no Brasil, e a sua frequência é variada de acordo com o ano e a região.

Uma dica para ficar de olho nas produções de milho ou de qualquer outro cultivar é fazer uso de tecnologia ao seu favor. Aqui no blog, há o texto sobre 9 aplicativos para agricultura para auxiliar você a não ter perdas nas plantações.

Gostou do texto? Comente o que achou do assunto e até o próximo post!

Confira 9 aplicativos para agricultura!

Aplicativos para agricultores.
Fonte: Pixabay

Cada vez mais os agricultores no Brasil estão adotando diversas tecnologias para melhorar as suas produções e facilitar a rotina diária em suas lavouras. É nesse cenário que se destacam diversos aplicativos sobre previsão do tempo, gerenciamento e monitoramento de plantação, controle de pragas e muitos mais!

Por isso, nós, da Revista a Granja, criamos essa lista com os principais aplicativos para agricultura. Confira os que serão mais úteis para você e a sua plantação!

1 – Agritempo

Se manter informado sobre a previsão do tempo é importante para os agricultores, por isso o app da Embrapa, o Agritempo, permite uma previsão meteorológica mais precisa de várias cidades no Brasil. Há outros recursos disponíveis no aplicativo, como alertas climáticos e recomendações.

2 – Adama Alvo

Pragas na plantação nunca mais! O Adama Alvo é como uma enciclopédia, pois reúne diversas informações sobre as principais pragas, com fotos e até suporte da equipe. O aplicativo ajuda o agricultor a identificar os tipos de ameaça em sua lavoura para conseguir tomar uma iniciativa preventiva.

3 – Gotas

É um aplicativo desenvolvido pela Embrapa que ajuda o agricultor a calibrar o modo de pulverização de agrotóxicos (produtos fitossanitários). Assim, você consegue evitar o desperdício de produtos e ainda garante maior eficiência com eles.

4 – Consórcio Antiferrugem

Para os produtores de soja, esse aplicativo funciona como um monitoramento, com mapas de dispersão mostrados ao vivo e ainda revela informações sobre a difusão da ferrugem asiática da soja, no Brasil.

Conheça 3 doenças da soja que atingem as plantações e previna a sua!

5 – FieldNET

Aplicativo para gerenciamento e monitoramento de equipamentos de irrigação. O FieldNET tem recursos bem interessantes, um deles é o chamado map view, que possibilita a visualização dos pivôs distribuídos na área da sua plantação.

6 – General do Campo

Esse aplicativo facilita muito a lida com equipamentos agrícolas, pois funciona como uma calculadora, com equações para o preparo do solo, o plantio e os tratos, a colheita, a produção de feno, os tratores, a pulverização, os semeadores, entre outros!

7 – WebGIS

O aplicativo possibilita a criação de mapas personalizados da sua propriedade, assim eles podem ser usados para fazer a gestão agrícola da sua lavoura e organizar as suas plantações e áreas cultiváveis.

8 – Doutor Milho

Como o próprio nome sugere, é um aplicativo que, através das informações que você coloca, mostra várias sugestões de manejo específicas para a sua plantação de milho. Além disso, o app ainda disponibiliza informações sobre as cultivares de milho no mercado, em cada safra.

9 – Diagnose Virtual

Também desenvolvido pela Embrapa, o aplicativo faz o diagnóstico de doenças na plantação de milho, feijão e soja. Você informa os sintomas que observou em sua lavoura através de um sistema de perguntas e respostas, e o Diagnose Virtual consegue analisar e detectar o tipo de praga e como resolver o problema.

Use a tecnologia a seu favor!

Como você viu, os aplicativos para agricultura já fazem parte da rotina dos produtores, assim como outros recursos tecnológicos que estão ajudando a levar praticidade para a lavoura. O uso da tecnologia no tratamento de sementes e a agricultura de precisão são dois exemplos que se favorecem do avanço tecnológico para conseguir bons resultados!

Esperamos ter ajudado você com essas dicas de aplicativos úteis para o campo. Qualquer dúvida ou sugestão, mande para a gente, da Revista A Granja, é só deixar nos comentários!

A importância da geoestatística na agricultura de precisão

semente brotando da terra
Fonte: Pexels

Como já falamos outras vezes aqui no blog, o Brasil é um dos maiores produtores de agricultura e pecuária do mundo e, por causa disso, existe uma grande preocupação dos produtores em manter a qualidade de seus produtos, partindo principalmente dos cuidados com os seus solos.

Uma técnica voltada para avaliar o ambiente através de seus atributos químicos e físicos é a geoestatística. Com ela, é possível criar um mapeamento de produtividade dos solos do negócio, focado em garantir um aumento na produção alimentar de forma sustentável para todos.

Este é um assunto que interessa a você? Então, continue lendo, porque abaixo vamos trazer diversas informações sobre a importância da geoestatística na agricultura de precisão. Vamos conferir?

Como surgiu a geoestatística?

A geoestatística é uma tecnologia considerada bem nova, uma vez que foi na África do Sul, em 1951, que Danie G. Krige, um estatístico e engenheiro de minas, descobriu uma maneira de analisar as amostras de ouro que possuía através das variações. Ele percebeu que era preciso levar em conta a distância entre as amostras, considerando a localização geográfica e a dependência espacial. Mas foi 1965 que o estudioso Matheronem colocou essa ideia em termos matemáticos e desenvolveu a geoestatística como conhecemos hoje.

Para entendermos melhor, podemos dizer que a geoestatística é uma ferramenta que se apropria de diversas regionalidades para criar previsões e estimativas de locais que ainda não foram amostrados. Com isso, é possível estimar valores ideais dos solos através da extração de dados disponíveis no ambiente, não limitando-se a um único modelo de dependência espacial.

Como usar a geoestatística na agricultura de precisão?

Considerada uma técnica de compreensão e melhoramento das condições dos atributos do solo, a agricultura de precisão é uma maneira de mapear as variações de áreas cultivadas nas zonas agrícolas. Desse modo, juntamente com a geoestatística, a agricultura de precisão tenta diminuir os custos do agricultor e aumentar a produtividade das culturas.

Com isso, também conseguimos mapear as variações de fertilidade e entender mais sobre o grau de compactação dentro das áreas cultivadas. Como já dissemos, a maneira de analisar essa questão é através de amostragens do solo.

Aprenda sobre agricultura de precisão: história, boas práticas e muito mais!

Quais objetivos da geoestatística na agricultura de precisão?

A grande ideia da geoestatística em conjunto com a agricultura de precisão é aumentar a produtividade das culturas sem ter que empregar mudanças físicas nas áreas cultivadas pelos produtores. No caso de produção de grãos, essas tecnologias entram para melhorar:

  • os sistemas de plantio direto, o cultivo mínimo e a interação lavoura-pecuária-
  • floresta em rotação de culturas;
  • a genética das plantas;
  • o estímulo biológico das culturas;
  • e aumentar os microrganismos benéficos dos endofíticos.

Sabendo um pouco mais sobre a geoestatística na cultura de precisão, fica mais fácil melhorar o seu cultivo e cortar os custos de suas produções! A dica é não ter medo de incorporar essa tecnologia na rotina agrícola, já que muitos programas de análise estão mais fáceis de usar! Ainda sobre o assunto, confira o nosso conteúdo sobre o uso de tecnologia em sementes para ter um um plantio ainda melhor! Vemos você por lá.

Agricultura de precisão: história, boas práticas e muito mais!

instrumento-agricultura-de-precisao
Fonte: Massey Ferguson

A agricultura de precisão está ligada ao uso de tecnologia avançada para analisar e acompanhar as condições do clima e solo para as atividades agronômicas. Em resumo, trata-se de um formato de automação agrícola, onde é possível controlar os processos e a produção como um todo visando ao melhor rendimento dos cultivos. Quer entender melhor? Leia o artigo abaixo que nós, do blog A Granja prepararmos sobre o assunto!

A história da agricultura de precisão

Os primeiros relatos das atividades de agricultura de precisão surgem em 1929, nos Estados Unidos, no entanto, essa prática ficou mais conhecida na década de 80, devido aos avanços e à difusão dos sistemas de posicionamento geográfico. Foi difundida em diversos países com grande produção agrícola, como Alemanha, Argentina, Austrália, Inglaterra e Brasil.

No Brasil, as primeiras aplicações iniciaram na década de 90. O foco inicial era aprimorar as máquinas agrícolas, permitindo uma aplicação otimizada de insumos, o que ajuda a diminuir custos e impactos ambientais negativos e, sucessivamente, ampliar o retorno econômico, social e ambiental.

agricultura-de-precisao-solo

Objetivos da agricultura de precisão

A Agricultura de Precisão (AP) tem como principal objetivo detectar a diversidade espacial e temporal no campo, e busca melhorar esses processos de manejo das culturas, pensando em todo o sistema. Confira a lista dos propósitos da agricultura de precisão:

  • Diminuir ao máximo a contaminação dos solos de todas as áreas produtivas;
  • Aprimorar o uso de insumos agropecuários;
  • Reduzir dos custos de produção;
  • Aumentar a produtividade;
  • Sempre buscar a proteção do ambiente e recursos naturais.

Pilares da Agricultura de Precisão

A Agricultura de Precisão é marcada por estes três pontos que convergem em busca de melhores resultados:

  • Revolução gerencial;
  • Tecnologia de Informação;
  • Agregação de valor à produção.

No entanto, a AP não está relacionada apenas ao uso de ferramentas de alta tecnologia, uma vez que seus princípios podem ser aplicados no dia a dia das propriedades, ajudando a obter uma melhor organização e gestão das atividades, dos gastos e, principalmente, da produtividade em cada área.

Existe uma aplicação para diferenciar as divisões e localização das lavouras dentro das propriedades, nas divisas dos talhões ou piquetes, ou apenas, no reconhecimento de “manchas” que diferenciam do padrão geral. A partir disso, o tratamento diferenciado em cada área de atuação é a aplicação do conceito de AP.

Viu como a agricultura de precisão é muito importante para um bom desenvolvimento agrícola e seu manejo? Não esqueça de deixar um comentário nos contando o que achou do texto! Aproveite também e leia mais este artigo: Conheça a importância da calagem do solo!

Irrigação por gotejamento: entenda mais!

irrigação por gotejamento
Fonte: Construindo Decor

Com o avanço da tecnologia e a utilização cada vez mais de água pelas atividades humanas, se intensificou a procura por métodos mais eficientes, que consumam o menor possível e forneçam resultados melhores em produtividade. Desta maneira, a irrigação por gotejamento tem ganhado muito espaço no agronegócio. Quer saber mais como funciona esse sistema? Nós, da A Granja, vamos falar algumas especificações desta técnica. Confira!

O que é?

Atualmente, existem diversas formas de irrigação para plantações, pomares e jardins, dentre as quais se destaca, especialmente pela economia de água, a irrigação por gotejamento. Sendo um processo bastante econômico para aguar plantas posicionadas a serem regadas constantemente, é possível deixar o sistema com o registro permanente aberto e até mesmo por um timer para irrigação em horários programados, de acordo com a sua demanda necessária.

Métodos tradicionais de irrigação

O processo de irrigação por gotejamento fragmenta a água lentamente e diretamente na zona determinada, através de canos e mangueiras flexíveis, com emissores ou gotejadores apensos, que se estendem ao longo de toda a vegetação. Em um sistema bem planejado, esses emissores administram a água com uniformidade em todo o campo.

O principal objetivo do agricultor é manter a umidade do solo ao ideal estipulado e levar às plantas os elementos nutritivos de maneira contínua, para reduzir o trabalho e promover o desenvolvimento permanente. Isso se dá por meio de ciclos de irrigação leves, mas constantes fornecendo os nutrientes via por esse sistema, na freqüência necessária.

Vantagens e desvantagens da irrigação

Existem muitas vantagens e desvantagens no sistema de irrigação por gotejamento, abaixo vamos listar algumas delas. Confira!

Vantagens

  • Aumenta de maneira positiva a produtividade da plantação;
  • Consumo de água bem inferior a irrigação por aspersão;
  • Diminui a mão de obra;
  • Diminui a erosão do próprio solo;
  • Diminui o gasto com água em mais de 50 %;
  • Não é preciso uma topografia plana do ambiente;
  • Permite a fertilização reduzindo a utilização de fertilizantes;
  • Pode ser instalado em diversos lugares.

Desvantagens

  • As mangueiras podem se deteriorar por causa do sol e pela circulação de animais no local;
  • Baixa eficaz na situação de gramados e jardins;
  • Custo inicial um pouco elevado;
  • Maior gasto com tubos e mangueiras para conservação do sistema.

Agora que você já sabe tudo sobre irrigação por gotejamento que tal deixar um comentário nos contando o que achou do sistema? Tens vontade de aplicar? Para economizar ainda mais, que tal entender um pouco mais sobre energia solar fotovoltaica? Até a próxima!