Raça Brangus: saiba mais sobre a espécie

Conhecida no mercado pelos altos índices de produtividade, pela sua habilidade materna e pela resistência às altas temperaturas e parasitas, a raça Brangus tem ganhado cada vez mais o seu espaço na pecuária brasileira. Pensando nisso, a equipe da Revista AG separou algumas dicas que podem ser relevantes para você, produtor, que está pensando em diversificar a sua criação.

Essa raça sintética é o resultado de um experimento realizado por técnicos norte-americanos por volta de 1912, no Estado de Louisiana. No Brasil, os cruzamentos começaram a ser feitos na década de 1940 por técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Bagé/RS.

O Brangus nasceu do cruzamento entre Angus e Zebu (preferencialmente das raças Nelore ou Brahman), reunindo as vantagens em qualidade de carne da primeira e o aspecto rústico da segunda. Os exemplares da raça Brangus são de porte médio e apresentam um pelo fino e brilhante. A coloração pode ser negra ou castanha e a pele é bem pigmentada. A proporção exata para chegar à pureza da raça é de ⅝ de sangue Angus e ⅜ de Zebu (normalmente Nelore ou Brahman).

Entenda melhor como funciona a criação de gado nelore.

Quanto à qualidade da carne, o Brangus segue a mesma linha do Angus: o produto é marmorizado e com boa distribuição de gordura, o que torna a produção desse tipo de gado vantajosa para produtores e frigoríficos.

Número de exemplares cresceu 80% nos últimos dez anos

A Associação Brasileira de Brangus (ABB), fundada em Bagé/RS e que atualmente encontra-se em Campo Grande/MS, tem o registro de 425 mil animais em toda a sua história. Nos últimos dez anos, o número cresceu 80% no Brasil, chegando a 10.785 animais. Entretanto, de acordo com pesquisadores, esse número não reflete a realidade do país, visto que muitos pecuaristas não registram seus animais e somente as cabanhas especializadas fazem este acompanhamento.

RS é referência na produção de Brangus

A ABB tem há seis anos um projeto de certificação da carne Brangus chamado “Selo de Qualidade”. No Rio Grande do Sul, a Estância Santa Regina, de Rosário do Sul, é considerada uma das referências neste quesito. Já a produção na região Norte, mais especificamente no Estado do Pará, a produção de Brangus é praticamente voltada para atender o mercado de exportação, seja de carne seja de animais vivos. No último ano, mais de 12,5 mil bezerros foram enviados para a Turquia, que paga valores acima do teto de preço.

O selo “Carne de Qualidade” começou a ser trabalhado em um frigorífico do RS com o abate de aproximadamente 1.500 cabeças Brangus por mês. A raça Brangus movimenta em vendas cerca de R$ 30 milhões todos os anos, de acordo com a Revista Forbes. O valor médio do mercado é de R$ 8 mil por um exemplar macho e R$ 3 mil por uma fêmea da raça.

A equipe da Revista AG espera que você tenha gostado do conteúdo! Até o próximo post!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *