Controle de plantas daninhas em pastagens: aprenda alguns truques!

Controle de plantas daninhas em pastagens
Embrapa

As plantas daninhas no pasto é muito ruim, mas o prejuízo é bem pior do que alguns criadores de gado pensam. As plantas “intrusas” brigam com a própria pastagem por vários recursos: luz solar, nutrientes, água, espaço no solo e outros. Ou seja, essa competição faz com que a produção e a qualidade do pasto sofram uma queda muito grande, o que tem consequências diretas no gado, incluindo mortes no rebanho por intoxicação.

Por isso que é indispensável o controle de plantas daninhas em pastagens para evitar grandes problemas. Hoje, nós, da Revista AG, vamos mostrar a você alguns truques valiosos para conter essas pragas no pasto. Acompanhe com a gente!

Classificar os tipos de plantas daninhas no pasto

Antes de tomar qualquer atitude para combater as plantas daninhas é preciso identificar quais são os tipos que afligem a sua plantação e em qual área elas estão. Para classificar as daninhas observe o estágio do seu desenvolvimento, as características das folhas e alguns hábitos de crescimento da planta.

Confira algumas das plantas daninhas mais encontradas no Brasil:

  • Alecrim do campo;
  • Arranha gato;
  • Arnica;
  • Algodão de seda;
  • Assa-peixe;
  • Babaçu;
  • Bacuri;
  • Cafezinho;
  • Cajussara;
  • Cambará;
  • Carqueja;
  • Canela de perdiz;
  • Camboatá;
  • Ciganinha;
  • Cipó de São João;
  • Espinho-de-agulha;
  • Fedegoso;
  • Fedegoso-branco;
  • Guanxuma;
  • Lobeira;
  • Lacre;
  • Leiteiro;
  • Limãozinho;
  • Mata-pasto;
  • Malícia ou Dormideira;
  • Pata-de-vaca;
  • Tarumã;
  • Taboca;
  • Tucum.

Outros cuidados devem ser levados em conta antes de qualquer decisão, como as condições do solo, por exemplo.

Usar herbicidas conforme as condições do pasto

Após fazer todo o levantamento que falamos no tópico anterior é possível pensar nos ingredientes ativos que o herbicida precisa ter para que ele seja eficiente na sua plantação, assim como a quantidade correta para a aplicação.

Não esqueça que para aplicar o herbicida é preciso estar atento a outros fatores do ambiente, como a temperatura e umidade relativa do ar, a velocidade dos ventos e a regulagem ideal do pulverizador.

Evitar a roçagem

Algumas pessoas tratam a roçagem como solução para as plantas daninhas, mas não é assim que funciona na prática. Como esse método é considerado de baixa eficácia, os pecuaristas acabam por ter um custo desnecessário com a roçagem, além de fortalecerem as plantas daninhas contra futuros cortes e influenciarem no brotamento de novas plantas daninhas.

Comprar somente sementes de qualidade

A compra de sementes de qualidade influencia diretamente na probabilidade de uma plantação sofrer com plantas daninhas. A própria legislação brasileira que regula as sementes se encarrega de manter o controle de qualidade para que o comprador não tenha problemas de plantas daninhas. Mas, após o plantio, é de responsabilidade do pecuarista manter os cuidados necessários para evitar a introdução de espécies daninhas.

Outros cuidados essenciais

Além desses truques para o controle de plantas daninhas em pastagens existem outros cuidados essenciais para manter a qualidade da sua pastagem para o gado. Sugerimos a leitura do conteúdo sobre os benefícios da produção de leite a pasto e silagem de milho como a melhor opção para seu negócio.

Além disso, conte com a Revista AG para mantê-lo informado sobre diversos assuntos e novidades referentes a pecuária. Até a próxima e bom plantio!

O que faz um zootecnista e qual a sua importância?

O que faz um Zootecnista?
Fonte: Pixabay

Sendo um profissional muito requisitado na produção agropecuária, o Bacharel em Zootecnia ou zootecnista, como é conhecido, é muito importante para todas as atividades que circundam o manejo e o bem-estar dos animais. Mas você sabe o que faz e qual a importância de um profissional dessa área?

Se você tem interesse em saber qual a função do zootecnista e como ele pode auxiliar a sua rotina agropecuária, fique tranquilo! Abaixo, vamos entender um pouco mais sobre a missão desse profissional! Vamos conferir?

O que faz um zootecnista

Como já dissemos, o Bacharel em Zootecnia é responsável por trabalhar em diversos segmentos relativos à produção agropecuária, desde fazendas e granjas, estabelecimentos agroindustriais, como insumos para animais, produtos biológicos e farmacêuticos, e até mesmo com trabalhos de produtos bioquímicos voltados ao consumo animal.

Dessa maneira, o agronegócio, que funciona como um dos pilares da economia nacional, consegue atingir o seu potencial máximo graças à ajuda desse profissional. Ou seja, o profissional zootecnista é aquele que pode dar melhores condições para a produção dos animais e tudo que está relacionado a ele, lidando principalmente com questões de melhorias constantes na produção para que o produto final seja de qualidade para o consumidor.

É esse profissional também que está envolvido com a nutrição e a sanidade do ambiente onde o gado se encontra. Sua função principal é controlar diariamente os aspectos de confinamento, sendo o responsável integral por toda a administração do empreendimento pecuário. Confira outras áreas de atuação do zootecnista:

  • orientação nutricional de animais;
  • desenvolvimento de rações;
  • aperfeiçoamento de métodos de abate;
  • otimização de desenvolvimento de produtos de origem animal;
  • manejo e planejamento de pastagem;
  • pesquisa, preservação e cuidados de espécies da flora e dos animais;
  • gerenciamento de fazendas.

Diferença entre médico-veterinário e zootecnista

De maneira geral, é um pouco difícil delimitar quais as aplicações de um zootecnista e um médico-veterinário na íntegra, já que ambos podem se especializar em produção animal. Contudo, as perspectivas de cada um são distintas quando falamos em responsabilidade. Entenda um pouco melhor:

  • zootecnista: focado em produção animal, esse profissional estuda, analisa e aplica melhores condições ambientais para que o gado consiga atingir o seu potencial genético ao máximo, de forma rentável e sustentável, lidando, geralmente, com o bem-estar, alimentação, manejo do animal e índices zootécnicos.
  • médico-veterinário: já o veterinário está mais relacionado com questões patológicas e sanitárias dos rebanhos. É ele também o único que pode fazer cirurgias, tratar e prevenir futuras doenças nos animais, já que este profissional está relacionado diretamente à saúde do rebanho.

Agora que já conhece um pouco mais sobre a importância e o que faz um zootecnista, você pode conferir nosso conteúdo falando sobre como realizar uma boa formulação de ração para bovinos de corte clicando aqui. Dessa maneira, seu entendimento sobre o rebanho e seus cuidados estará mais avançado! Vemos você lá!

Como realizar uma boa formulação de ração para bovinos de corte

Fonte: Revista AG

Uma ração balanceada é capaz de trazer diversos benefícios para um animal quando dispõe nutrientes em uma proporção recomendada e alinhada com o nível de produção diária. Em suma, a formulação de uma ração requer inúmeras exigências diretamente ligadas ao animal, assim como as características nutricionais presentes nos alimentos, tão quanto o custo benefício esperado.

O processo matemático envolvendo o balanceamento de uma ração é relativamente simples. Mesmo assim, vale destacar que os requisitos e as exigências nutricionais devem ser implementados de acordo com as necessidades de cada gado, juntamente com a supervisão de uma veterinário. Entenda um pouco mais abaixo.

Exigências nutricionais

Primeiramente, para iniciar o processo de balanceamento de uma ração, é necessário saber qual o tipo de animar a ser alimentado e qual o nível de produção almejada. Por exemplo, os bovinos de corte a serem alimentados em sistema de confinamento retratam apenas duas funções, de acordo com as exigências nutricionais:

  • mantença do peso vivo,
  • ganho de peso.

Contudo, quando falamos sobre a manutenção, os requisitos são iguais para todos os tipos de animais, mudando apenas em questões de peso vivo e tamanho, já as determinações para ganho irá depender da taxa, que é o ganho de peso diário desejado pelo produtor.

Para orientar melhor o produtor nas questões nutricionais, existem tabelas de requisitos produzida pela National Research Council(NRC) apresentada pelos Estados Unidos da América. São tabelas nas quais:

1 – o título estabelece as categorias animais relevantes, por exemplo: “Exigências nutricionais para o crescimento e engorda de bezerros e novilhos”.

2 – os subtítulos enumeram os critérios que definem o animal: peso vivo, ganho diário e consumo: assim como os nutrientes e características dos alimentos: % de volumoso, proteína total, etc).

Fonte: Revista AG

Balanceamento de rações

Basicamente, existem quatro métodos para formular uma boa ração. Podemos citar: usar qualquer procedimento matemático; quadrado de Pearson; soluções de álgebras e programação linear. As adaptações feitas à dieta são importantíssimas e só devem ser feitas por um profissional com experiência. A dica é consultar o seu veterinário e ele saberá informar qual a melhor medida para aplicar em seu rebanho.

Por exemplo, os manuais devem citar um teor mínimo de proteína num valor de 11,5% para um ganho de peso de 1 kg ao dia. No entanto, o profissional responsável pelas questões nutricionais do animal pode ou não seguir o valor dos manuais rigidamente, porque pode ocorrer variações conforme o especialista for acompanhando o processo.

Viu como é fácil e muito importante uma ração balanceada para os seus animais, assim como a qualidade na produção? Acompanhe nosso conteúdo sobre O que é silagem? para entender melhor sobre a alimentação dos bovinos. Deixe um comentário nos contando o que você achou do texto e caso tiver alguma dúvida. Porque, nós, da Revista AG vamos responder com maior prazer. Até breve.