5 vantagens da inseminação artificial em bovinos de corte

Inseminação de gado

A inseminação artificial em bovinos ainda não faz parte da rotina da maioria dos pecuaristas no Brasil. Existem diversos fatores que devem ser levados em conta para que a inseminação artificial em bovinos seja realizada com sucesso e que o investimento, de fato, valha a pena.

Culturalmente, os produtores brasileiros têm a tendência de dar bastante importância para as qualidades genéticas adquiridas por meio da monta natural, o que geralmente começa em outubro e termina no mês de março.

Mas, para desmistificar essa ideia, a equipe da Revista AG elencou cinco principais vantagens de adotar o método, de acordo com o médico veterinário e sócio-proprietário da Assessoria Agropecuária FF Velloso & Dimas Rocha.

Vantagens da inseminação artificial

  1. O método permite o uso de touros geneticamente superiores à média das raças, o que propicia o melhoramento genético do rebanho, como um todo;
  2. A fazenda pode definir qual o cruzamento desejado, sem necessariamente possuir touros de diferentes raças;
  3. Ao utilizar a inseminação artificial, elimina o custo de manutenção do touro;
  4. Redução do custo final de prenhez, se comparado a sistemas somente com monta natural;
  5. A inseminação em bovinos possibilita diminuir o intervalo entre um parto e outro, aumentando a produtividade da fazenda.

Para que essas vantagens sejam efetivas, é interessante que você, pecuarista, se utilize da tecnologia de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), utilizado na maior parte dos programas de inseminação no país (cerca de 80%).

A técnica promove a sincronização da ovulação das fêmeas após a administração de medicamentos em dias predeterminados, sem a necessidade de se observar o cio.

Pontos aos quais o produtor deve estar atento

Levantamos também alguns erros que você deve evitar para garantir a qualidade da sua produção:

  • Não organizar os botijões de sêmen e não verificar a qualidade do mesmo;
  • Não verificar o funcionamento dos troncos de contenção e dos descongeladores de sêmen, dos equipamentos, como o ultrassom;
  • Não programar as vacinações e o controle de endo e ectoparasitas para que esses manejos não se sobreponham aos do processo de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF);
  • Não investir na capacitação de recursos humanos.

Para adotar a inseminação artificial com sucesso na sua fazenda é preciso que os quesitos de nutrição, manejo, instalações, mão de obra e nível de envolvimento da equipe estejam todos impecáveis. Controle sanitário também é imprescindível.

Entenda a importância do planejamento sanitário

Nosso objetivo foi esclarecer alguns mitos e estimular a inseminação artificial na produção de bovinos para corte. Qualquer dúvida deixe uma mensagem para a nossa equipe na caixa de comentário abaixo.

Esperamos que as nossas dicas tenham sido úteis para você! Até o próximo post.

Raça Brangus: saiba mais sobre a espécie

Raça Brangus

Conhecida no mercado pelos altos índices de produtividade, pela sua habilidade materna e pela resistência às altas temperaturas e parasitas, a raça Brangus tem ganhado cada vez mais o seu espaço na pecuária brasileira. Pensando nisso, a equipe da Revista AG separou algumas dicas que podem ser relevantes para você, produtor, que está pensando em diversificar a sua criação.

Essa raça sintética é o resultado de um experimento realizado por técnicos norte-americanos por volta de 1912, no Estado de Louisiana. No Brasil, os cruzamentos começaram a ser feitos na década de 1940 por técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Bagé/RS.

O Brangus nasceu do cruzamento entre Angus e Zebu (preferencialmente das raças Nelore ou Brahman), reunindo as vantagens em qualidade de carne da primeira e o aspecto rústico da segunda. Os exemplares da raça Brangus são de porte médio e apresentam um pelo fino e brilhante. A coloração pode ser negra ou castanha e a pele é bem pigmentada. A proporção exata para chegar à pureza da raça é de ⅝ de sangue Angus e ⅜ de Zebu (normalmente Nelore ou Brahman).

Entenda melhor como funciona a criação de gado nelore.

Quanto à qualidade da carne, o Brangus segue a mesma linha do Angus: o produto é marmorizado e com boa distribuição de gordura, o que torna a produção desse tipo de gado vantajosa para produtores e frigoríficos.

Número de exemplares cresceu 80% nos últimos dez anos

A Associação Brasileira de Brangus (ABB), fundada em Bagé/RS e que atualmente encontra-se em Campo Grande/MS, tem o registro de 425 mil animais em toda a sua história. Nos últimos dez anos, o número cresceu 80% no Brasil, chegando a 10.785 animais. Entretanto, de acordo com pesquisadores, esse número não reflete a realidade do país, visto que muitos pecuaristas não registram seus animais e somente as cabanhas especializadas fazem este acompanhamento.

RS é referência na produção de Brangus

A ABB tem há seis anos um projeto de certificação da carne Brangus chamado “Selo de Qualidade”. No Rio Grande do Sul, a Estância Santa Regina, de Rosário do Sul, é considerada uma das referências neste quesito. Já a produção na região Norte, mais especificamente no Estado do Pará, a produção de Brangus é praticamente voltada para atender o mercado de exportação, seja de carne seja de animais vivos. No último ano, mais de 12,5 mil bezerros foram enviados para a Turquia, que paga valores acima do teto de preço.

O selo “Carne de Qualidade” começou a ser trabalhado em um frigorífico do RS com o abate de aproximadamente 1.500 cabeças Brangus por mês. A raça Brangus movimenta em vendas cerca de R$ 30 milhões todos os anos, de acordo com a Revista Forbes. O valor médio do mercado é de R$ 8 mil por um exemplar macho e R$ 3 mil por uma fêmea da raça.

A equipe da Revista AG espera que você tenha gostado do conteúdo! Até o próximo post!

Como evitar desperdícios de leite com indução de lactação?

Indução de lactação
Site de Curiosidades

O Brasil é um dos mais importantes produtores de leite do mundo. Além de gerar mais empregos para a população, a produção é considerada um dos pilares da economia nacional. Não é à toa que cada vez mais os produtores estão investindo em técnicas como a indução da lactação, principalmente os que trabalham com alta performance. Por isso, a dica é evitar grandes desperdícios durante o procedimento.

Que tal saber mais sobre a indução de lactação e como evitar desperdícios de leite ao aplicar esta ferramenta em seu negócio? Abaixo, separamos diversas informações sobre o assunto. Então, continue lendo!

Indução de lactação: o que é?

A fim de tornar a cadeia leiteira mais rentável e produtiva no Brasil, a indução de lactação é uma maneira de evitar grandes perdas de eficiência reprodutiva nas vacas com a ajuda de fármacos. A solução visa otimizar a produção, sem que seja necessário gastar mais com insumos ou gado nas fazendas.

A busca incessante pela alta produção pode carregar consigo uma alta e inesperada perda de vacas supostamente improdutivas. Isso pode ocorrer em virtude de falhas de ambiência, manejo incorreto, nutrição desbalanceada ou por causa de um inseminador com pouca experiência.

É devido a esses problemas que surge o descarte involuntário dos animais, já que muitos animais são perfeitamentes saudáveis e melhorados geneticamente. Outra escolha muito comum é a reintrodução dos mesmos em programas de reprodução. Contudo, isso aumentaria os custos devido às sucessivas coberturas. Em função disso, a indução de lactação vem como uma forma para amenizar a situação, trazendo diversos benefícios para o produtor.

Benefícios da indução de lactação

  • Fêmeas que antes seriam descartadas voltam a ser produtivas e com mais chances de emprenhar;
  • Aumento de vida produtiva dos animais, o que proporciona maior eficiência e lucratividade da produção;
  • Mesmo sendo necessário remédios para o aumento da glândula mamária, o custo-benefício do procedimento é vantajoso;
  • Mesmo vacas no pós-parto que apresentem produção de colostro podem receber o protocolo de indução de lactação.

Vale salientar que a assistência de um médico-veterinário é fundamental para que o procedimento da indução de lactação seja bem-sucedida no rebanho. Os animais precisam estar sadios e sem qualquer quadro infeccioso para receber o protocolo de indução.

Outro fator muito importante é a alimentação, seja em sistema intensivo ou extensivo. Aqui no nosso blog há conteúdo falando sobre a importância e os benefícios da produção de leite a pasto. Entre lá e confira mais sobre o assunto.

Esperamos que você tenha aprendido como evitar desperdícios de leite com a indução de lactação em seu agronegócio. Não esqueça de compartilhar o assunto com os seus amigos. Até mais!

Controle de plantas daninhas em pastagens: aprenda alguns truques!

Controle de plantas daninhas em pastagens
Embrapa

As plantas daninhas no pasto é muito ruim, mas o prejuízo é bem pior do que alguns criadores de gado pensam. As plantas “intrusas” brigam com a própria pastagem por vários recursos: luz solar, nutrientes, água, espaço no solo e outros. Ou seja, essa competição faz com que a produção e a qualidade do pasto sofram uma queda muito grande, o que tem consequências diretas no gado, incluindo mortes no rebanho por intoxicação.

Por isso que é indispensável o controle de plantas daninhas em pastagens para evitar grandes problemas. Hoje, nós, da Revista AG, vamos mostrar a você alguns truques valiosos para conter essas pragas no pasto. Acompanhe com a gente!

Classificar os tipos de plantas daninhas no pasto

Antes de tomar qualquer atitude para combater as plantas daninhas é preciso identificar quais são os tipos que afligem a sua plantação e em qual área elas estão. Para classificar as daninhas observe o estágio do seu desenvolvimento, as características das folhas e alguns hábitos de crescimento da planta.

Confira algumas das plantas daninhas mais encontradas no Brasil:

  • Alecrim do campo;
  • Arranha gato;
  • Arnica;
  • Algodão de seda;
  • Assa-peixe;
  • Babaçu;
  • Bacuri;
  • Cafezinho;
  • Cajussara;
  • Cambará;
  • Carqueja;
  • Canela de perdiz;
  • Camboatá;
  • Ciganinha;
  • Cipó de São João;
  • Espinho-de-agulha;
  • Fedegoso;
  • Fedegoso-branco;
  • Guanxuma;
  • Lobeira;
  • Lacre;
  • Leiteiro;
  • Limãozinho;
  • Mata-pasto;
  • Malícia ou Dormideira;
  • Pata-de-vaca;
  • Tarumã;
  • Taboca;
  • Tucum.

Outros cuidados devem ser levados em conta antes de qualquer decisão, como as condições do solo, por exemplo.

Usar herbicidas conforme as condições do pasto

Após fazer todo o levantamento que falamos no tópico anterior é possível pensar nos ingredientes ativos que o herbicida precisa ter para que ele seja eficiente na sua plantação, assim como a quantidade correta para a aplicação.

Não esqueça que para aplicar o herbicida é preciso estar atento a outros fatores do ambiente, como a temperatura e umidade relativa do ar, a velocidade dos ventos e a regulagem ideal do pulverizador.

Evitar a roçagem

Algumas pessoas tratam a roçagem como solução para as plantas daninhas, mas não é assim que funciona na prática. Como esse método é considerado de baixa eficácia, os pecuaristas acabam por ter um custo desnecessário com a roçagem, além de fortalecerem as plantas daninhas contra futuros cortes e influenciarem no brotamento de novas plantas daninhas.

Comprar somente sementes de qualidade

A compra de sementes de qualidade influencia diretamente na probabilidade de uma plantação sofrer com plantas daninhas. A própria legislação brasileira que regula as sementes se encarrega de manter o controle de qualidade para que o comprador não tenha problemas de plantas daninhas. Mas, após o plantio, é de responsabilidade do pecuarista manter os cuidados necessários para evitar a introdução de espécies daninhas.

Outros cuidados essenciais

Além desses truques para o controle de plantas daninhas em pastagens existem outros cuidados essenciais para manter a qualidade da sua pastagem para o gado. Sugerimos a leitura do conteúdo sobre os benefícios da produção de leite a pasto e silagem de milho como a melhor opção para seu negócio.

Além disso, conte com a Revista AG para mantê-lo informado sobre diversos assuntos e novidades referentes a pecuária. Até a próxima e bom plantio!