Como evitar desperdícios de leite com indução de lactação?

Indução de lactação
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O Brasil é um dos mais importantes produtores de leite do mundo. Além de gerar mais empregos para a população, a produção é considerada um dos pilares da economia nacional. Não é à toa que cada vez mais os produtores estão investindo em técnicas como a indução da lactação, principalmente os que trabalham com alta performance. Por isso, a dica é evitar grandes desperdícios durante o procedimento.

Que tal saber mais sobre a indução de lactação e como evitar desperdícios de leite ao aplicar esta ferramenta em seu negócio? Abaixo, separamos diversas informações sobre o assunto. Então, continue lendo!

Indução de lactação: o que é?

A fim de tornar a cadeia leiteira mais rentável e produtiva no Brasil, a indução de lactação é uma maneira de evitar grandes perdas de eficiência reprodutiva nas vacas com a ajuda de fármacos. A solução visa otimizar a produção, sem que seja necessário gastar mais com insumos ou gado nas fazendas.

A busca incessante pela alta produção pode carregar consigo uma alta e inesperada perda de vacas supostamente improdutivas. Isso pode ocorrer em virtude de falhas de ambiência, manejo incorreto, nutrição desbalanceada ou por causa de um inseminador com pouca experiência.

É devido a esses problemas que surge o descarte involuntário dos animais, já que muitos animais são perfeitamentes saudáveis e melhorados geneticamente. Outra escolha muito comum é a reintrodução dos mesmos em programas de reprodução. Contudo, isso aumentaria os custos devido às sucessivas coberturas. Em função disso, a indução de lactação vem como uma forma para amenizar a situação, trazendo diversos benefícios para o produtor.

Benefícios da indução de lactação

  • Fêmeas que antes seriam descartadas voltam a ser produtivas e com mais chances de emprenhar;
  • Aumento de vida produtiva dos animais, o que proporciona maior eficiência e lucratividade da produção;
  • Mesmo sendo necessário remédios para o aumento da glândula mamária, o custo-benefício do procedimento é vantajoso;
  • Mesmo vacas no pós-parto que apresentem produção de colostro podem receber o protocolo de indução de lactação.

Vale salientar que a assistência de um médico-veterinário é fundamental para que o procedimento da indução de lactação seja bem-sucedida no rebanho. Os animais precisam estar sadios e sem qualquer quadro infeccioso para receber o protocolo de indução.

Outro fator muito importante é a alimentação, seja em sistema intensivo ou extensivo. Aqui no nosso blog há conteúdo falando sobre a importância e os benefícios da produção de leite a pasto. Entre lá e confira mais sobre o assunto.

Esperamos que você tenha aprendido como evitar desperdícios de leite com a indução de lactação em seu agronegócio. Não esqueça de compartilhar o assunto com os seus amigos. Até mais!

Controle de plantas daninhas em pastagens: aprenda alguns truques!

Controle de plantas daninhas em pastagens
Embrapa

As plantas daninhas no pasto é muito ruim, mas o prejuízo é bem pior do que alguns criadores de gado pensam. As plantas “intrusas” brigam com a própria pastagem por vários recursos: luz solar, nutrientes, água, espaço no solo e outros. Ou seja, essa competição faz com que a produção e a qualidade do pasto sofram uma queda muito grande, o que tem consequências diretas no gado, incluindo mortes no rebanho por intoxicação.

Por isso que é indispensável o controle de plantas daninhas em pastagens para evitar grandes problemas. Hoje, nós, da Revista AG, vamos mostrar a você alguns truques valiosos para conter essas pragas no pasto. Acompanhe com a gente!

Classificar os tipos de plantas daninhas no pasto

Antes de tomar qualquer atitude para combater as plantas daninhas é preciso identificar quais são os tipos que afligem a sua plantação e em qual área elas estão. Para classificar as daninhas observe o estágio do seu desenvolvimento, as características das folhas e alguns hábitos de crescimento da planta.

Confira algumas das plantas daninhas mais encontradas no Brasil:

  • Alecrim do campo;
  • Arranha gato;
  • Arnica;
  • Algodão de seda;
  • Assa-peixe;
  • Babaçu;
  • Bacuri;
  • Cafezinho;
  • Cajussara;
  • Cambará;
  • Carqueja;
  • Canela de perdiz;
  • Camboatá;
  • Ciganinha;
  • Cipó de São João;
  • Espinho-de-agulha;
  • Fedegoso;
  • Fedegoso-branco;
  • Guanxuma;
  • Lobeira;
  • Lacre;
  • Leiteiro;
  • Limãozinho;
  • Mata-pasto;
  • Malícia ou Dormideira;
  • Pata-de-vaca;
  • Tarumã;
  • Taboca;
  • Tucum.

Outros cuidados devem ser levados em conta antes de qualquer decisão, como as condições do solo, por exemplo.

Usar herbicidas conforme as condições do pasto

Após fazer todo o levantamento que falamos no tópico anterior é possível pensar nos ingredientes ativos que o herbicida precisa ter para que ele seja eficiente na sua plantação, assim como a quantidade correta para a aplicação.

Não esqueça que para aplicar o herbicida é preciso estar atento a outros fatores do ambiente, como a temperatura e umidade relativa do ar, a velocidade dos ventos e a regulagem ideal do pulverizador.

Evitar a roçagem

Algumas pessoas tratam a roçagem como solução para as plantas daninhas, mas não é assim que funciona na prática. Como esse método é considerado de baixa eficácia, os pecuaristas acabam por ter um custo desnecessário com a roçagem, além de fortalecerem as plantas daninhas contra futuros cortes e influenciarem no brotamento de novas plantas daninhas.

Comprar somente sementes de qualidade

A compra de sementes de qualidade influencia diretamente na probabilidade de uma plantação sofrer com plantas daninhas. A própria legislação brasileira que regula as sementes se encarrega de manter o controle de qualidade para que o comprador não tenha problemas de plantas daninhas. Mas, após o plantio, é de responsabilidade do pecuarista manter os cuidados necessários para evitar a introdução de espécies daninhas.

Outros cuidados essenciais

Além desses truques para o controle de plantas daninhas em pastagens existem outros cuidados essenciais para manter a qualidade da sua pastagem para o gado. Sugerimos a leitura do conteúdo sobre os benefícios da produção de leite a pasto e silagem de milho como a melhor opção para seu negócio.

Além disso, conte com a Revista AG para mantê-lo informado sobre diversos assuntos e novidades referentes a pecuária. Até a próxima e bom plantio!