Raça Brangus: saiba mais sobre a espécie

Raça Brangus

Conhecida no mercado pelos altos índices de produtividade, pela sua habilidade materna e pela resistência às altas temperaturas e parasitas, a raça Brangus tem ganhado cada vez mais o seu espaço na pecuária brasileira. Pensando nisso, a equipe da Revista AG separou algumas dicas que podem ser relevantes para você, produtor, que está pensando em diversificar a sua criação.

Essa raça sintética é o resultado de um experimento realizado por técnicos norte-americanos por volta de 1912, no Estado de Louisiana. No Brasil, os cruzamentos começaram a ser feitos na década de 1940 por técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Bagé/RS.

O Brangus nasceu do cruzamento entre Angus e Zebu (preferencialmente das raças Nelore ou Brahman), reunindo as vantagens em qualidade de carne da primeira e o aspecto rústico da segunda. Os exemplares da raça Brangus são de porte médio e apresentam um pelo fino e brilhante. A coloração pode ser negra ou castanha e a pele é bem pigmentada. A proporção exata para chegar à pureza da raça é de ⅝ de sangue Angus e ⅜ de Zebu (normalmente Nelore ou Brahman).

Entenda melhor como funciona a criação de gado nelore.

Quanto à qualidade da carne, o Brangus segue a mesma linha do Angus: o produto é marmorizado e com boa distribuição de gordura, o que torna a produção desse tipo de gado vantajosa para produtores e frigoríficos.

Número de exemplares cresceu 80% nos últimos dez anos

A Associação Brasileira de Brangus (ABB), fundada em Bagé/RS e que atualmente encontra-se em Campo Grande/MS, tem o registro de 425 mil animais em toda a sua história. Nos últimos dez anos, o número cresceu 80% no Brasil, chegando a 10.785 animais. Entretanto, de acordo com pesquisadores, esse número não reflete a realidade do país, visto que muitos pecuaristas não registram seus animais e somente as cabanhas especializadas fazem este acompanhamento.

RS é referência na produção de Brangus

A ABB tem há seis anos um projeto de certificação da carne Brangus chamado “Selo de Qualidade”. No Rio Grande do Sul, a Estância Santa Regina, de Rosário do Sul, é considerada uma das referências neste quesito. Já a produção na região Norte, mais especificamente no Estado do Pará, a produção de Brangus é praticamente voltada para atender o mercado de exportação, seja de carne seja de animais vivos. No último ano, mais de 12,5 mil bezerros foram enviados para a Turquia, que paga valores acima do teto de preço.

O selo “Carne de Qualidade” começou a ser trabalhado em um frigorífico do RS com o abate de aproximadamente 1.500 cabeças Brangus por mês. A raça Brangus movimenta em vendas cerca de R$ 30 milhões todos os anos, de acordo com a Revista Forbes. O valor médio do mercado é de R$ 8 mil por um exemplar macho e R$ 3 mil por uma fêmea da raça.

A equipe da Revista AG espera que você tenha gostado do conteúdo! Até o próximo post!

Como evitar desperdícios de leite com indução de lactação?

Indução de lactação
Site de Curiosidades

O Brasil é um dos mais importantes produtores de leite do mundo. Além de gerar mais empregos para a população, a produção é considerada um dos pilares da economia nacional. Não é à toa que cada vez mais os produtores estão investindo em técnicas como a indução da lactação, principalmente os que trabalham com alta performance. Por isso, a dica é evitar grandes desperdícios durante o procedimento.

Que tal saber mais sobre a indução de lactação e como evitar desperdícios de leite ao aplicar esta ferramenta em seu negócio? Abaixo, separamos diversas informações sobre o assunto. Então, continue lendo!

Indução de lactação: o que é?

A fim de tornar a cadeia leiteira mais rentável e produtiva no Brasil, a indução de lactação é uma maneira de evitar grandes perdas de eficiência reprodutiva nas vacas com a ajuda de fármacos. A solução visa otimizar a produção, sem que seja necessário gastar mais com insumos ou gado nas fazendas.

A busca incessante pela alta produção pode carregar consigo uma alta e inesperada perda de vacas supostamente improdutivas. Isso pode ocorrer em virtude de falhas de ambiência, manejo incorreto, nutrição desbalanceada ou por causa de um inseminador com pouca experiência.

É devido a esses problemas que surge o descarte involuntário dos animais, já que muitos animais são perfeitamentes saudáveis e melhorados geneticamente. Outra escolha muito comum é a reintrodução dos mesmos em programas de reprodução. Contudo, isso aumentaria os custos devido às sucessivas coberturas. Em função disso, a indução de lactação vem como uma forma para amenizar a situação, trazendo diversos benefícios para o produtor.

Benefícios da indução de lactação

  • Fêmeas que antes seriam descartadas voltam a ser produtivas e com mais chances de emprenhar;
  • Aumento de vida produtiva dos animais, o que proporciona maior eficiência e lucratividade da produção;
  • Mesmo sendo necessário remédios para o aumento da glândula mamária, o custo-benefício do procedimento é vantajoso;
  • Mesmo vacas no pós-parto que apresentem produção de colostro podem receber o protocolo de indução de lactação.

Vale salientar que a assistência de um médico-veterinário é fundamental para que o procedimento da indução de lactação seja bem-sucedida no rebanho. Os animais precisam estar sadios e sem qualquer quadro infeccioso para receber o protocolo de indução.

Outro fator muito importante é a alimentação, seja em sistema intensivo ou extensivo. Aqui no nosso blog há conteúdo falando sobre a importância e os benefícios da produção de leite a pasto. Entre lá e confira mais sobre o assunto.

Esperamos que você tenha aprendido como evitar desperdícios de leite com a indução de lactação em seu agronegócio. Não esqueça de compartilhar o assunto com os seus amigos. Até mais!

Controle de plantas daninhas em pastagens: aprenda alguns truques!

Controle de plantas daninhas em pastagens
Embrapa

As plantas daninhas no pasto é muito ruim, mas o prejuízo é bem pior do que alguns criadores de gado pensam. As plantas “intrusas” brigam com a própria pastagem por vários recursos: luz solar, nutrientes, água, espaço no solo e outros. Ou seja, essa competição faz com que a produção e a qualidade do pasto sofram uma queda muito grande, o que tem consequências diretas no gado, incluindo mortes no rebanho por intoxicação.

Por isso que é indispensável o controle de plantas daninhas em pastagens para evitar grandes problemas. Hoje, nós, da Revista AG, vamos mostrar a você alguns truques valiosos para conter essas pragas no pasto. Acompanhe com a gente!

Classificar os tipos de plantas daninhas no pasto

Antes de tomar qualquer atitude para combater as plantas daninhas é preciso identificar quais são os tipos que afligem a sua plantação e em qual área elas estão. Para classificar as daninhas observe o estágio do seu desenvolvimento, as características das folhas e alguns hábitos de crescimento da planta.

Confira algumas das plantas daninhas mais encontradas no Brasil:

  • Alecrim do campo;
  • Arranha gato;
  • Arnica;
  • Algodão de seda;
  • Assa-peixe;
  • Babaçu;
  • Bacuri;
  • Cafezinho;
  • Cajussara;
  • Cambará;
  • Carqueja;
  • Canela de perdiz;
  • Camboatá;
  • Ciganinha;
  • Cipó de São João;
  • Espinho-de-agulha;
  • Fedegoso;
  • Fedegoso-branco;
  • Guanxuma;
  • Lobeira;
  • Lacre;
  • Leiteiro;
  • Limãozinho;
  • Mata-pasto;
  • Malícia ou Dormideira;
  • Pata-de-vaca;
  • Tarumã;
  • Taboca;
  • Tucum.

Outros cuidados devem ser levados em conta antes de qualquer decisão, como as condições do solo, por exemplo.

Usar herbicidas conforme as condições do pasto

Após fazer todo o levantamento que falamos no tópico anterior é possível pensar nos ingredientes ativos que o herbicida precisa ter para que ele seja eficiente na sua plantação, assim como a quantidade correta para a aplicação.

Não esqueça que para aplicar o herbicida é preciso estar atento a outros fatores do ambiente, como a temperatura e umidade relativa do ar, a velocidade dos ventos e a regulagem ideal do pulverizador.

Evitar a roçagem

Algumas pessoas tratam a roçagem como solução para as plantas daninhas, mas não é assim que funciona na prática. Como esse método é considerado de baixa eficácia, os pecuaristas acabam por ter um custo desnecessário com a roçagem, além de fortalecerem as plantas daninhas contra futuros cortes e influenciarem no brotamento de novas plantas daninhas.

Comprar somente sementes de qualidade

A compra de sementes de qualidade influencia diretamente na probabilidade de uma plantação sofrer com plantas daninhas. A própria legislação brasileira que regula as sementes se encarrega de manter o controle de qualidade para que o comprador não tenha problemas de plantas daninhas. Mas, após o plantio, é de responsabilidade do pecuarista manter os cuidados necessários para evitar a introdução de espécies daninhas.

Outros cuidados essenciais

Além desses truques para o controle de plantas daninhas em pastagens existem outros cuidados essenciais para manter a qualidade da sua pastagem para o gado. Sugerimos a leitura do conteúdo sobre os benefícios da produção de leite a pasto e silagem de milho como a melhor opção para seu negócio.

Além disso, conte com a Revista AG para mantê-lo informado sobre diversos assuntos e novidades referentes a pecuária. Até a próxima e bom plantio!

Silagem de milho é realmente uma boa opção para o seu negócio?

Exemplo de como fica a silagem de milho pronta.
Fonte: MikPoint

A importância da alimentação na pecuária está diretamente ligada com a qualidade e a quantidade dos produtos derivados do gado e no custo de produção destes produtos. A silagem já é conhecida pelos pecuaristas como a melhor opção por custo-benefício para a alimentação dos animais. Mas, é vantajoso para você conhecer as demais possibilidades, como a silagem de milho, que vamos explicar hoje. Confira!

A silagem de milho é uma boa opção?

O milho é a planta mais utilizada na ensilagem, justamente por ser mais adequada para o processo de produção da silagem — seguido pelo sorgo — pois a produção de matéria seca é maior que as demais opções, assim como a capacidade de fermentação e o notável resultado final que a silagem de milho proporciona na nutrição dos animais e na redução de custos com alimentação.

Essa preferência pela utilização do milho acontece por causa da composição bromatológica da planta, que cumpre todos os critérios necessários para que se consiga uma silagem de qualidade para os animais. Esses critérios, são:

  • valor entre 30% e 35% para o teor da matéria seca (MS);
  • valor mínimo de 3% de carboidrato solúvel em matéria original;
  • ótimo resultado com fermentação microbiana;
  • praticidade e alto volume de produção;
  • o consumo costuma ser espontâneo pelos animais;
  • entre outros.

Por todas essas vantagens que a silagem de milho apresenta, realmente é uma boa opção para o seu negócio. Principalmente para períodos de escassez, é possível suprir as deficiências na alimentação dos animais com a silagem de milho, que também ajuda a melhorar o valor nutricional da dieta deles.

A outra vantagem é a redução de gastos, já que você vai investir menos em concentrados e terá a produção de alimento, até mesmo nos períodos impróprios para a pastagem.

Quais as etapas para fazer a silagem de milho?

Uma boa e eficiente produção de silagem de milho precisa passar por três etapas indispensáveis no processo completo:

  • colheita: nesta etapa é preciso ter certos cuidados, pois a sementes que são usadas para a forragem precisam ser manuseadas adequadamente para que a qualidade nutritiva e o volume da produção sejam efetivos;
  • compactação: nesta fase se remove o espaço entre as partículas da silagem através da retirada do oxigênio. A compactação se torna eficiente a partir do teor de MS da planta e, como vimos no início, o milho é a opção com melhor valor de matéria seca.
  • armazenamento: a umidade do ar e o oxigênio são responsáveis por acelerar a decomposição da silagem, por isso é extremamente importante que a compactação e o armazenamento sejam bem-feitos. Assim, a silagem é mantida bem guardada e com durabilidade muito maior.

Todas as etapas para a produção de silagem do milho precisam ser realizadas com cuidados e responsabilidade porque elas se complementam, ou seja, os resultados eficientes de uma silagem de qualidade dependem da otimização de todo o processo.

Para proporcionar a alimentação adequada para os seus animais, aproveite e leia o conteúdo: Suplemento mineral para bovinos: o que é e quais benefícios? Boa produção e até a próxima dica, aqui, no blog da Revista AG!

Rastreabilidade Bovina: o que é e como utilizar

Animal com identificação de rastreabilidade bovina.
Fonte: Pixabay

Criadores de grandes rebanhos de gado precisam ter um cuidado muito maior na identificação de cada animal. Para facilitar esse processo foi criado o sistema de rastreabilidade bovina, que permite o cadastro de várias informações importantes desde o nascimento do animal até o seu abate.

Saiba mais sobre esse método e como utilizá-lo para melhorar a qualidade e a credibilidade da sua criação de gado!

O que é rastreabilidade bovina

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) determinou a rastreabilidade bovina como o melhor método para que os pecuaristas, fazendeiros e criadores consigam mapear a vida de cada boi para ter um controle preciso e a maior credibilidade do produto.

Além de melhorar a qualidade do produto, o que é bom tanto para a segurança de quem vende quanto para a saúde de quem compra, a rastreabilidade também apresenta outras vantagens para os pecuaristas e fornecedores:

  • Tanto para o comércio nacional quanto o internacional, a rastreabilidade bovina é importante para que os criadores de gado mostrem que estão atuando dentro das normas, sem irregularidades no processo e na criação.
  • Com o sistema de rastreabilidade é possível fazer o registro de informações que melhora o controle sanitário, como todas as vacinas do animal e as mudanças no local de manejo.
  • Esse método dá mais garantias ao pecuarista, pois o sistema digital é mais seguro quanto ao armazenamento de dados e evita a perda irrecuperável de informações importantes.
  • A rastreabilidade também ajuda os pecuaristas a economizarem com gastos de materiais de identificação e serviços de exportação de dados sobre o rebanho, que são métodos de custo maior.
  • Por fim, todos os trabalhadores envolvidos (os donos do gado, os fornecedores, os compradores, etc) se beneficiam com esse método, já que qualquer uma dessas pessoas pode ter acesso aos dados de distribuição dos produtos e derivados.

Como utilizar o sistema de rastreabilidade bovina

A rastreabilidade bovina, atualmente, é feita através de um chip de identificação eletrônica. Esse chip precisa ser aplicado no animal e dois métodos podem ser utilizados para isso:

  • Chip “brinco”: é colocado na orelha do animal. Essa é a opção mais utilizada, tanto que você já deve ter visto bois com um objeto de plástico, semelhante a um brinco, preso em uma das orelhas.
  • Chip no rúmen: o rúmen é um dos compartimentos que formam o estômago dos animais ruminantes. Existe um tipo de chip que pode ser colocado neste local, porém o seu custo é mais elevado do que o anterior.

Com a identificação de todo o gado, o criador faz os registros, a gestão e o monitoramento dos dados através da plataforma do Sistema de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (SISBOV), tudo dentro das normas prescritas no sistema.

Se você gostou das informações que nós, da Revista AG, trouxemos neste conteúdo, então continue aumentando o seu conhecimento com os posts do nosso blog. Por hoje, deixamos a dica de leitura: Como funciona a criação de gado nelore. Até mais!

Suplemento mineral para bovinos: o que é e quais os benefícios?

Suplemento mineral para bovinos.

O suplemento mineral para bovinos é muito importante para quem trabalha com criação de rebanho para corte. Este produto, além de ser um elemento contribuinte para o desenvolvimento ideal do gado, ajuda a garantir maiores índices de produção para o negócio.

Mas, mesmo sendo um complemento para o rebanho, muitas pessoas ainda não sabem o que é este produto e quais são os seus benefícios. Para explicar mais sobre o assunto, trouxemos diversas informações para sanar qualquer dúvida a respeito!

O que é o suplemento mineral de bovinos?

Mesmo que o ambiente e o capim estejam em perfeitas condições para a pastagem, eles não conseguem fornecer todos os tipos de nutrientes possíveis para que o animal esteja ideal para o corte. Por causa disso, surgiram diversos tipos de suplementação para melhorar a produtividade e a rentabilidade ao trabalhar com este negócio.

No caso do suplemento mineral, o complemento recupera o equilíbrio de nutrientes não adquiridos nas pastagens, incluindo o fósforo em sua composição, por exemplo, já que este mineral possui uma grande importância para o desenvolvimento e o crescimento do animal.

Eles servem, basicamente, para melhorar a carne, a gordura, o leite e até mesmo o crescimento ósseo do rebanho, além de melhorar o sistema imunológico dos animais, os deixando mais resistentes para o corte.

O pecuarista que deseja implementar a suplementação mineral na alimentação do seu rebanho pode produzir o complemento em sua propriedade ou comprá-lo em comércios apropriados. Contudo, ao optar pela produção própria, é necessário ter equipamentos e mão de obra qualificada para que não haja riscos de contaminação do produto e nem perda de material durante a sua confecção.

Tipos de suplementos minerais para bovinos

Existem diversos tipos de suplementos minerais para bovinos, entre eles:

Sal mineral proteinado

Este suplemento mineral é enriquecido com fontes de proteína, potássio, cálcio e ferro, e pode ser oferecido durante o ano todo para o rebanho. Na sua composição também encontramos ureia, deixando o suplemento mais vantajoso do ponto de vista econômico.

Sal mineral com ureia

Quando falamos sobre este suplemento, podemos dizer que serve para manter os animais em condições ideais de peso durante o período de seca. Mas cuidado, este produto não pode ser oferecido ao rebanho quando estão muito magros ou em jejum, já que a sua utilização inadequada pode causar a intoxicação no animal.

Sal mineral proteico energético

Com fontes de proteína e energia, o complemento de sal mineral proteico energético é utilizado apenas em épocas de seca, para atingir a exigência mineral da produção de gados de corte com regime em pastagem.

Além da suplementação mineral para complementar a dieta dos seus animais, é indispensável que seja realizada uma boa formulação de ração para bovinos de corte. Para ajudar você, converse com um técnico que possa indicar as estratégias ideais para o seu rebanho, com base no objetivo e nas metas do seu negócio!

A importância e os benefícios da produção de leite a pasto

aparelho ordenhando vaca
Fonte: Pixabay

Muitas propriedades pecuárias estão buscando alcançar a sustentabilidade em seus sistemas, já que é uma maneira de agregar valor aos seus produtos comercializados. A produção de leite a pasto pode ser uma maneira de produzir com menores custos.

Para se entender melhor sobre o processo, fizemos este conteúdo contando um pouco sobre a importância e os benefícios da produção de leite a pasto. Dessa maneira, você poderá decidir se é interessante para seu trabalho ou não!

A produção de leite a pasto

O Brasil possui um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, com 216 milhões de cabeças
e dentro desse número, pouco mais de 20% destinados são à produção de leite.

A maior parte do leite produzido na América Latina é proveniente de pequenas e médias propriedades que atingem, em média, 20 milhões de litros de leite por ano. Uma das maneiras mais comuns de criação desses animais está baseada, principalmente, no sistema de pastagens.

A pastagem é muito vantajosa em comparação aos sistemas de confinamento, já que há exigências menores com relação ao investimento e custo operacional.

As condições ambientais brasileiras favorecem a produção de leite a pasto o ano inteiro, já que o solo é ideal ao cultivo de plantas forrageiras. A média produtiva em produção extensiva registra 12 kg de leite/vaca/dia sem o uso de rações concentradas.

Mas, antes de iniciar a produção de leite a pasto, alguns fatores são importantes para obtenção da máxima eficiência:

  • Locação e adequação de água de bebida;
  • Divisão das pastagens em piquetes;
  • Manejo do pastejo;
  • Estratégias de reserva de alimentos para o período seco;
  • Controle zoossanitário do rebanho;
  • Registros e controles da atividade;
  • Controle do esterco;
  • Sombreamento das pastagens;
  • Melhoramento genético do rebanho.

ILPF e a produção de leite a pasto

Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF)

Se o produtor quiser ir um pouco além, pode investir na integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) para melhorar os ganhos de forma estratégica, promovendo uma utilização máxima de recursos.

Aprimoramento genético dos animais

O sombreamento proporcionado pela floresta contribui para o conforto técnico dos animais, que vão produzir mais leite, e as lavouras oferecem a oportunidade de um ganho extra com a produção agrícola ou ainda pode ser utilizada na suplementação alimentar do rebanho.

Agora que você já sabe a importância e os benefícios da produção de leite a pasto, fica mais fácil de implementar essa rotina no seu rebanho. Para melhorar a alimentação das suas vacas, confira nosso conteúdo sobre silagem e fique por dentro das novidades!

O que faz um zootecnista e qual a sua importância?

O que faz um Zootecnista?
Fonte: Pixabay

Sendo um profissional muito requisitado na produção agropecuária, o Bacharel em Zootecnia ou zootecnista, como é conhecido, é muito importante para todas as atividades que circundam o manejo e o bem-estar dos animais. Mas você sabe o que faz e qual a importância de um profissional dessa área?

Se você tem interesse em saber qual a função do zootecnista e como ele pode auxiliar a sua rotina agropecuária, fique tranquilo! Abaixo, vamos entender um pouco mais sobre a missão desse profissional! Vamos conferir?

O que faz um zootecnista

Como já dissemos, o Bacharel em Zootecnia é responsável por trabalhar em diversos segmentos relativos à produção agropecuária, desde fazendas e granjas, estabelecimentos agroindustriais, como insumos para animais, produtos biológicos e farmacêuticos, e até mesmo com trabalhos de produtos bioquímicos voltados ao consumo animal.

Dessa maneira, o agronegócio, que funciona como um dos pilares da economia nacional, consegue atingir o seu potencial máximo graças à ajuda desse profissional. Ou seja, o profissional zootecnista é aquele que pode dar melhores condições para a produção dos animais e tudo que está relacionado a ele, lidando principalmente com questões de melhorias constantes na produção para que o produto final seja de qualidade para o consumidor.

É esse profissional também que está envolvido com a nutrição e a sanidade do ambiente onde o gado se encontra. Sua função principal é controlar diariamente os aspectos de confinamento, sendo o responsável integral por toda a administração do empreendimento pecuário. Confira outras áreas de atuação do zootecnista:

  • orientação nutricional de animais;
  • desenvolvimento de rações;
  • aperfeiçoamento de métodos de abate;
  • otimização de desenvolvimento de produtos de origem animal;
  • manejo e planejamento de pastagem;
  • pesquisa, preservação e cuidados de espécies da flora e dos animais;
  • gerenciamento de fazendas.

Diferença entre médico-veterinário e zootecnista

De maneira geral, é um pouco difícil delimitar quais as aplicações de um zootecnista e um médico-veterinário na íntegra, já que ambos podem se especializar em produção animal. Contudo, as perspectivas de cada um são distintas quando falamos em responsabilidade. Entenda um pouco melhor:

  • zootecnista: focado em produção animal, esse profissional estuda, analisa e aplica melhores condições ambientais para que o gado consiga atingir o seu potencial genético ao máximo, de forma rentável e sustentável, lidando, geralmente, com o bem-estar, alimentação, manejo do animal e índices zootécnicos.
  • médico-veterinário: já o veterinário está mais relacionado com questões patológicas e sanitárias dos rebanhos. É ele também o único que pode fazer cirurgias, tratar e prevenir futuras doenças nos animais, já que este profissional está relacionado diretamente à saúde do rebanho.

Agora que já conhece um pouco mais sobre a importância e o que faz um zootecnista, você pode conferir nosso conteúdo falando sobre como realizar uma boa formulação de ração para bovinos de corte clicando aqui. Dessa maneira, seu entendimento sobre o rebanho e seus cuidados estará mais avançado! Vemos você lá!

Melhoramento genético em gado de corte: o que é e qual sua importância?

Fonte: Pixabay

Muitos pecuaristas primam pela qualidade do seu produto. Não é à toa que essa é uma grande decisão já que eles visam garantir um gado de corte ideal para seus fornecedores e fregueses.

Uma maneira de garantir nível elevado de qualidade do produto é através do melhoramento genético em gados de corte. Que tal aprender um pouco mais sobre esse assunto? Para isso, criamos esse conteúdo contando o que é melhoramento genético e qual sua importância!

História do melhoramento genético

Se você está achando que o melhoramento genético é uma novidade no meio agrícola está muito enganado. Essa técnica de aperfeiçoamento do gado começou em há dois mil anos, na região da Península Ibérica.

Por lá, os agricultores da época abatiam os bovinos que consideravam não ter um bom desempenho leiteiro e depois escolhiam os melhores para cruzar com aqueles que tinham características específicas, garantindo animais ideais para consumo nos rebanhos seguintes.

Por outro lado, essa técnica só chegou ao território brasileiro junto com os colonizadores. Os povos da nossa região não utilizavam a criação de animais para uso doméstico e, com o desenvolvimento econômico do café e do açúcar, o gado passou a ter grande importância nas questões de transporte de mercadoria.

Importância do melhoramento genético

Como dissemos acima, esse tipo de melhoramento genético acontece a partir dos fatores para seleção e cruzamento dos animais. Essas ferramentas são fundamentais para o aperfeiçoamento das raças puras.

Contudo, existem características quantitativas e genéticas que também influenciam na melhoria dos gados. Com o avanço da tecnologia, é possível definir um grupo de indivíduos de acordo com os aspectos necessários para a criação de animais especiais, pensando principalmente nos gados de corte.

Fecundação in vitro

Para acelerar o processo da seleção, a fecundação in vitro permite evitar descarte precoce de fêmeas privilegiadas para que elas produzam bovinos especiais. Esse processo acontece de uma maneira bem simples, basta fazer uma aspiração folicular, maturar as ovocitárias, fecundar e cultivar os embriões para a transferência no final.

Inseminação artificial

Assim como a fecundação in vitro, a inseminação artificial é uma ferramenta que está sendo muito usada para o melhoramento genético. O processo é feito em laboratório, contudo, a análise e o processamento garantem eficiência produtiva dos rebanhos, desde a colheita do sêmen até a sua introdução na vagina da fêmea.

Agora que você conhece um pouco mais sobre o melhoramento genético em gados de corte, sabe sua importância e o que é, está na hora de primar pela qualidade da alimentação do seu gado, não é mesmo? Para isso, que tal conferir nosso conteúdo sobre silagem para fortalecer uma boa alimentação para o seu gado!

Como realizar uma boa formulação de ração para bovinos de corte

Fonte: Revista AG

Uma ração balanceada é capaz de trazer diversos benefícios para um animal quando dispõe nutrientes em uma proporção recomendada e alinhada com o nível de produção diária. Em suma, a formulação de uma ração requer inúmeras exigências diretamente ligadas ao animal, assim como as características nutricionais presentes nos alimentos, tão quanto o custo benefício esperado.

O processo matemático envolvendo o balanceamento de uma ração é relativamente simples. Mesmo assim, vale destacar que os requisitos e as exigências nutricionais devem ser implementados de acordo com as necessidades de cada gado, juntamente com a supervisão de uma veterinário. Entenda um pouco mais abaixo.

Exigências nutricionais

Primeiramente, para iniciar o processo de balanceamento de uma ração, é necessário saber qual o tipo de animar a ser alimentado e qual o nível de produção almejada. Por exemplo, os bovinos de corte a serem alimentados em sistema de confinamento retratam apenas duas funções, de acordo com as exigências nutricionais:

  • mantença do peso vivo,
  • ganho de peso.

Contudo, quando falamos sobre a manutenção, os requisitos são iguais para todos os tipos de animais, mudando apenas em questões de peso vivo e tamanho, já as determinações para ganho irá depender da taxa, que é o ganho de peso diário desejado pelo produtor.

Para orientar melhor o produtor nas questões nutricionais, existem tabelas de requisitos produzida pela National Research Council(NRC) apresentada pelos Estados Unidos da América. São tabelas nas quais:

1 – o título estabelece as categorias animais relevantes, por exemplo: “Exigências nutricionais para o crescimento e engorda de bezerros e novilhos”.

2 – os subtítulos enumeram os critérios que definem o animal: peso vivo, ganho diário e consumo: assim como os nutrientes e características dos alimentos: % de volumoso, proteína total, etc).

Fonte: Revista AG

Balanceamento de rações

Basicamente, existem quatro métodos para formular uma boa ração. Podemos citar: usar qualquer procedimento matemático; quadrado de Pearson; soluções de álgebras e programação linear. As adaptações feitas à dieta são importantíssimas e só devem ser feitas por um profissional com experiência. A dica é consultar o seu veterinário e ele saberá informar qual a melhor medida para aplicar em seu rebanho.

Por exemplo, os manuais devem citar um teor mínimo de proteína num valor de 11,5% para um ganho de peso de 1 kg ao dia. No entanto, o profissional responsável pelas questões nutricionais do animal pode ou não seguir o valor dos manuais rigidamente, porque pode ocorrer variações conforme o especialista for acompanhando o processo.

Viu como é fácil e muito importante uma ração balanceada para os seus animais, assim como a qualidade na produção? Acompanhe nosso conteúdo sobre O que é silagem? para entender melhor sobre a alimentação dos bovinos. Deixe um comentário nos contando o que você achou do texto e caso tiver alguma dúvida. Porque, nós, da Revista AG vamos responder com maior prazer. Até breve.