Suplemento mineral para bovinos: o que é e quais os benefícios?

Suplemento mineral para bovinos.

O suplemento mineral para bovinos é muito importante para quem trabalha com criação de rebanho para corte. Este produto, além de ser um elemento contribuinte para o desenvolvimento ideal do gado, ajuda a garantir maiores índices de produção para o negócio.

Mas, mesmo sendo um complemento para o rebanho, muitas pessoas ainda não sabem o que é este produto e quais são os seus benefícios. Para explicar mais sobre o assunto, trouxemos diversas informações para sanar qualquer dúvida a respeito!

O que é o suplemento mineral de bovinos?

Mesmo que o ambiente e o capim estejam em perfeitas condições para a pastagem, eles não conseguem fornecer todos os tipos de nutrientes possíveis para que o animal esteja ideal para o corte. Por causa disso, surgiram diversos tipos de suplementação para melhorar a produtividade e a rentabilidade ao trabalhar com este negócio.

No caso do suplemento mineral, o complemento recupera o equilíbrio de nutrientes não adquiridos nas pastagens, incluindo o fósforo em sua composição, por exemplo, já que este mineral possui uma grande importância para o desenvolvimento e o crescimento do animal.

Eles servem, basicamente, para melhorar a carne, a gordura, o leite e até mesmo o crescimento ósseo do rebanho, além de melhorar o sistema imunológico dos animais, os deixando mais resistentes para o corte.

O pecuarista que deseja implementar a suplementação mineral na alimentação do seu rebanho pode produzir o complemento em sua propriedade ou comprá-lo em comércios apropriados. Contudo, ao optar pela produção própria, é necessário ter equipamentos e mão de obra qualificada para que não haja riscos de contaminação do produto e nem perda de material durante a sua confecção.

Tipos de suplementos minerais para bovinos

Existem diversos tipos de suplementos minerais para bovinos, entre eles:

Sal mineral proteinado

Este suplemento mineral é enriquecido com fontes de proteína, potássio, cálcio e ferro, e pode ser oferecido durante o ano todo para o rebanho. Na sua composição também encontramos ureia, deixando o suplemento mais vantajoso do ponto de vista econômico.

Sal mineral com ureia

Quando falamos sobre este suplemento, podemos dizer que serve para manter os animais em condições ideais de peso durante o período de seca. Mas cuidado, este produto não pode ser oferecido ao rebanho quando estão muito magros ou em jejum, já que a sua utilização inadequada pode causar a intoxicação no animal.

Sal mineral proteico energético

Com fontes de proteína e energia, o complemento de sal mineral proteico energético é utilizado apenas em épocas de seca, para atingir a exigência mineral da produção de gados de corte com regime em pastagem.

Além da suplementação mineral para complementar a dieta dos seus animais, é indispensável que seja realizada uma boa formulação de ração para bovinos de corte. Para ajudar você, converse com um técnico que possa indicar as estratégias ideais para o seu rebanho, com base no objetivo e nas metas do seu negócio!

A importância e os benefícios da produção de leite a pasto

aparelho ordenhando vaca
Fonte: Pixabay

Muitas propriedades pecuárias estão buscando alcançar a sustentabilidade em seus sistemas, já que é uma maneira de agregar valor aos seus produtos comercializados. A produção de leite a pasto pode ser uma maneira de produzir com menores custos.

Para se entender melhor sobre o processo, fizemos este conteúdo contando um pouco sobre a importância e os benefícios da produção de leite a pasto. Dessa maneira, você poderá decidir se é interessante para seu trabalho ou não!

A produção de leite a pasto

O Brasil possui um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, com 216 milhões de cabeças
e dentro desse número, pouco mais de 20% destinados são à produção de leite.

A maior parte do leite produzido na América Latina é proveniente de pequenas e médias propriedades que atingem, em média, 20 milhões de litros de leite por ano. Uma das maneiras mais comuns de criação desses animais está baseada, principalmente, no sistema de pastagens.

A pastagem é muito vantajosa em comparação aos sistemas de confinamento, já que há exigências menores com relação ao investimento e custo operacional.

As condições ambientais brasileiras favorecem a produção de leite a pasto o ano inteiro, já que o solo é ideal ao cultivo de plantas forrageiras. A média produtiva em produção extensiva registra 12 kg de leite/vaca/dia sem o uso de rações concentradas.

Mas, antes de iniciar a produção de leite a pasto, alguns fatores são importantes para obtenção da máxima eficiência:

  • Locação e adequação de água de bebida;
  • Divisão das pastagens em piquetes;
  • Manejo do pastejo;
  • Estratégias de reserva de alimentos para o período seco;
  • Controle zoossanitário do rebanho;
  • Registros e controles da atividade;
  • Controle do esterco;
  • Sombreamento das pastagens;
  • Melhoramento genético do rebanho.

ILPF e a produção de leite a pasto

Integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF)

Se o produtor quiser ir um pouco além, pode investir na integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) para melhorar os ganhos de forma estratégica, promovendo uma utilização máxima de recursos.

Aprimoramento genético dos animais

O sombreamento proporcionado pela floresta contribui para o conforto técnico dos animais, que vão produzir mais leite, e as lavouras oferecem a oportunidade de um ganho extra com a produção agrícola ou ainda pode ser utilizada na suplementação alimentar do rebanho.

Agora que você já sabe a importância e os benefícios da produção de leite a pasto, fica mais fácil de implementar essa rotina no seu rebanho. Para melhorar a alimentação das suas vacas, confira nosso conteúdo sobre silagem e fique por dentro das novidades!

O que faz um zootecnista e qual a sua importância?

O que faz um Zootecnista?
Fonte: Pixabay

Sendo um profissional muito requisitado na produção agropecuária, o Bacharel em Zootecnia ou zootecnista, como é conhecido, é muito importante para todas as atividades que circundam o manejo e o bem-estar dos animais. Mas você sabe o que faz e qual a importância de um profissional dessa área?

Se você tem interesse em saber qual a função do zootecnista e como ele pode auxiliar a sua rotina agropecuária, fique tranquilo! Abaixo, vamos entender um pouco mais sobre a missão desse profissional! Vamos conferir?

O que faz um zootecnista

Como já dissemos, o Bacharel em Zootecnia é responsável por trabalhar em diversos segmentos relativos à produção agropecuária, desde fazendas e granjas, estabelecimentos agroindustriais, como insumos para animais, produtos biológicos e farmacêuticos, e até mesmo com trabalhos de produtos bioquímicos voltados ao consumo animal.

Dessa maneira, o agronegócio, que funciona como um dos pilares da economia nacional, consegue atingir o seu potencial máximo graças à ajuda desse profissional. Ou seja, o profissional zootecnista é aquele que pode dar melhores condições para a produção dos animais e tudo que está relacionado a ele, lidando principalmente com questões de melhorias constantes na produção para que o produto final seja de qualidade para o consumidor.

É esse profissional também que está envolvido com a nutrição e a sanidade do ambiente onde o gado se encontra. Sua função principal é controlar diariamente os aspectos de confinamento, sendo o responsável integral por toda a administração do empreendimento pecuário. Confira outras áreas de atuação do zootecnista:

  • orientação nutricional de animais;
  • desenvolvimento de rações;
  • aperfeiçoamento de métodos de abate;
  • otimização de desenvolvimento de produtos de origem animal;
  • manejo e planejamento de pastagem;
  • pesquisa, preservação e cuidados de espécies da flora e dos animais;
  • gerenciamento de fazendas.

Diferença entre médico-veterinário e zootecnista

De maneira geral, é um pouco difícil delimitar quais as aplicações de um zootecnista e um médico-veterinário na íntegra, já que ambos podem se especializar em produção animal. Contudo, as perspectivas de cada um são distintas quando falamos em responsabilidade. Entenda um pouco melhor:

  • zootecnista: focado em produção animal, esse profissional estuda, analisa e aplica melhores condições ambientais para que o gado consiga atingir o seu potencial genético ao máximo, de forma rentável e sustentável, lidando, geralmente, com o bem-estar, alimentação, manejo do animal e índices zootécnicos.
  • médico-veterinário: já o veterinário está mais relacionado com questões patológicas e sanitárias dos rebanhos. É ele também o único que pode fazer cirurgias, tratar e prevenir futuras doenças nos animais, já que este profissional está relacionado diretamente à saúde do rebanho.

Agora que já conhece um pouco mais sobre a importância e o que faz um zootecnista, você pode conferir nosso conteúdo falando sobre como realizar uma boa formulação de ração para bovinos de corte clicando aqui. Dessa maneira, seu entendimento sobre o rebanho e seus cuidados estará mais avançado! Vemos você lá!

Melhoramento genético em gado de corte: o que é e qual sua importância?

Fonte: Pixabay

Muitos pecuaristas primam pela qualidade do seu produto. Não é à toa que essa é uma grande decisão já que eles visam garantir um gado de corte ideal para seus fornecedores e fregueses.

Uma maneira de garantir nível elevado de qualidade do produto é através do melhoramento genético em gados de corte. Que tal aprender um pouco mais sobre esse assunto? Para isso, criamos esse conteúdo contando o que é melhoramento genético e qual sua importância!

História do melhoramento genético

Se você está achando que o melhoramento genético é uma novidade no meio agrícola está muito enganado. Essa técnica de aperfeiçoamento do gado começou em há dois mil anos, na região da Península Ibérica.

Por lá, os agricultores da época abatiam os bovinos que consideravam não ter um bom desempenho leiteiro e depois escolhiam os melhores para cruzar com aqueles que tinham características específicas, garantindo animais ideais para consumo nos rebanhos seguintes.

Por outro lado, essa técnica só chegou ao território brasileiro junto com os colonizadores. Os povos da nossa região não utilizavam a criação de animais para uso doméstico e, com o desenvolvimento econômico do café e do açúcar, o gado passou a ter grande importância nas questões de transporte de mercadoria.

Importância do melhoramento genético

Como dissemos acima, esse tipo de melhoramento genético acontece a partir dos fatores para seleção e cruzamento dos animais. Essas ferramentas são fundamentais para o aperfeiçoamento das raças puras.

Contudo, existem características quantitativas e genéticas que também influenciam na melhoria dos gados. Com o avanço da tecnologia, é possível definir um grupo de indivíduos de acordo com os aspectos necessários para a criação de animais especiais, pensando principalmente nos gados de corte.

Fecundação in vitro

Para acelerar o processo da seleção, a fecundação in vitro permite evitar descarte precoce de fêmeas privilegiadas para que elas produzam bovinos especiais. Esse processo acontece de uma maneira bem simples, basta fazer uma aspiração folicular, maturar as ovocitárias, fecundar e cultivar os embriões para a transferência no final.

Inseminação artificial

Assim como a fecundação in vitro, a inseminação artificial é uma ferramenta que está sendo muito usada para o melhoramento genético. O processo é feito em laboratório, contudo, a análise e o processamento garantem eficiência produtiva dos rebanhos, desde a colheita do sêmen até a sua introdução na vagina da fêmea.

Agora que você conhece um pouco mais sobre o melhoramento genético em gados de corte, sabe sua importância e o que é, está na hora de primar pela qualidade da alimentação do seu gado, não é mesmo? Para isso, que tal conferir nosso conteúdo sobre silagem para fortalecer uma boa alimentação para o seu gado!

Como realizar uma boa formulação de ração para bovinos de corte

Fonte: Revista AG

Uma ração balanceada é capaz de trazer diversos benefícios para um animal quando dispõe nutrientes em uma proporção recomendada e alinhada com o nível de produção diária. Em suma, a formulação de uma ração requer inúmeras exigências diretamente ligadas ao animal, assim como as características nutricionais presentes nos alimentos, tão quanto o custo benefício esperado.

O processo matemático envolvendo o balanceamento de uma ração é relativamente simples. Mesmo assim, vale destacar que os requisitos e as exigências nutricionais devem ser implementados de acordo com as necessidades de cada gado, juntamente com a supervisão de uma veterinário. Entenda um pouco mais abaixo.

Exigências nutricionais

Primeiramente, para iniciar o processo de balanceamento de uma ração, é necessário saber qual o tipo de animar a ser alimentado e qual o nível de produção almejada. Por exemplo, os bovinos de corte a serem alimentados em sistema de confinamento retratam apenas duas funções, de acordo com as exigências nutricionais:

  • mantença do peso vivo,
  • ganho de peso.

Contudo, quando falamos sobre a manutenção, os requisitos são iguais para todos os tipos de animais, mudando apenas em questões de peso vivo e tamanho, já as determinações para ganho irá depender da taxa, que é o ganho de peso diário desejado pelo produtor.

Para orientar melhor o produtor nas questões nutricionais, existem tabelas de requisitos produzida pela National Research Council(NRC) apresentada pelos Estados Unidos da América. São tabelas nas quais:

1 – o título estabelece as categorias animais relevantes, por exemplo: “Exigências nutricionais para o crescimento e engorda de bezerros e novilhos”.

2 – os subtítulos enumeram os critérios que definem o animal: peso vivo, ganho diário e consumo: assim como os nutrientes e características dos alimentos: % de volumoso, proteína total, etc).

Fonte: Revista AG

Balanceamento de rações

Basicamente, existem quatro métodos para formular uma boa ração. Podemos citar: usar qualquer procedimento matemático; quadrado de Pearson; soluções de álgebras e programação linear. As adaptações feitas à dieta são importantíssimas e só devem ser feitas por um profissional com experiência. A dica é consultar o seu veterinário e ele saberá informar qual a melhor medida para aplicar em seu rebanho.

Por exemplo, os manuais devem citar um teor mínimo de proteína num valor de 11,5% para um ganho de peso de 1 kg ao dia. No entanto, o profissional responsável pelas questões nutricionais do animal pode ou não seguir o valor dos manuais rigidamente, porque pode ocorrer variações conforme o especialista for acompanhando o processo.

Viu como é fácil e muito importante uma ração balanceada para os seus animais, assim como a qualidade na produção? Acompanhe nosso conteúdo sobre O que é silagem? para entender melhor sobre a alimentação dos bovinos. Deixe um comentário nos contando o que você achou do texto e caso tiver alguma dúvida. Porque, nós, da Revista AG vamos responder com maior prazer. Até breve.

Entenda a importância do planejamento sanitário do gado de corte

Fonte: A Granja

É comum ter certa preparação na produção de gado, passando pela estação de monta até o remate dos animais. Esse sistema precisa de um planejamento sanitário, pois ele garante maior garantia econômica ao produtor por conta da diminuição dos riscos de perda na produtividade. Além disso, o método proporciona um produto mais seguro ao consumidor.

Dessa forma, o sucesso na criação de gado de corte vem dos investimentos aplicados ao sistema de produção. Ele está relacionado ao avanço genético e nutritivo em relação ao cuidado dos animais para prevenir doenças nos animais durante o processo. Quer saber mais sobre a importância do planejamento sanitário? Continue lendo esse texto!

Cuidados necessários no manejo sanitário

A pecuária de corte tem evoluído muito ao longo dos anos, e o produtor busca aliar a competência à lucratividade. O cenário do agronegócio não permite a produção sem êxito, e o produtor percebeu que não é mais possível criar o seu gado através das práticas tradicionais de produção, com a presença de pastagens degradadas, mesmo que elas ainda pertençam ao cenário produtivo brasileiro.

Produtores atentos às novas realidades de mercado visam aperfeiçoar a produtividade da sua pecuária justamente para melhorar o desempenho, além, é claro, para estar dentro do padrão mínimo exigido para as condições desses criadouros.

Mas não adianta aderir às mais novas de tecnologias nos rebanhos se as rotinas de manejo sanitário ainda são negligenciadas por muitas fazendas. Por esse motivo, abaixo, vamos informar alguns aspectos do insumo pecuário que podem ser avaliados negativamente:

  • Utilização incorreta de medicamentos e vacinas: alguns produtores economizam na compra de medicamentos, negligenciando também a aplicação desses produtos, às vezes sem a orientação técnica de um veterinário;
  • Erros vacinais: animais apresentando abcessos, machucados e demais consequências.
Fonte: A Granja

Por que o manejo sanitário é tão importante?

A sanidade do rebanho é um dos fatores mais importantes nos processos de produção, visto que seu manejo evita a disseminação de enfermidades, evitando prejuízos. Os aspectos sanitários que compõem um rebanho são a vacinação, restrição de parasitos, higiene das instalações, além das ações preventivas e curativas dos animais.

Qualquer manejo sanitário necessita da implementação de um calendário zooprofilático em conjunto com o proprietário e o médico-veterinário da fazenda. A sua elaboração é imprescindível para a gestão do local. Isso evita perdas e desperdícios no ato de comprar medicamentos e vacinas, pois garante a saúde de seu rebanho durante todos os ciclos de produção.

Um bom manejo sanitário tem finalidade de proporcionar aos animais ótimas condições de saúde. Os componentes que atuam nisso visam eliminar, evitar ou reduzir ao máximo a incidência de doenças nos animais, para que o produtor obtenha maior benefício do material genético, decorrente do aumento da produtividade do rebanho.

Agora que você já sabe tudo sobre a importância do manejo sanitário, deixe um comentário nos contando o que você achou do texto! Além do manejo sanitário, é necessário ficar atento ao tipo de ração fornecida aos bovinos. Para conhecer mais sobre esse assunto, confira este conteúdo sobre silagem. Até a próxima!

Como funciona a criação de gado nelore?

Fonte: Crédito Nelore Irca

Por ser um dos países que mais consomem carne no mundo, o Brasil, acabou se tornando um grande produtor de gado. Com mais de 218 milhões de cabeças, os rebanhos dentro do nosso território contam com diversas raças, no entanto, a maioria entre elas são os zebuínos nelore.

Mesmo com aparência rústica, os nelore se adaptam em qualquer ambiente e são muito lembrados por terem diversos tipos de carcaça. Mas como funciona a criação de gado nelore? Para esclarecer algumas dúvidas, abaixo separamos sobre os tempos ideais para cada fase e qual a melhor maneira de confinar o gado. Confira!

Tempo de engorda do gado nelore

Por ser uma das raças de bovinos mais encontradas no Brasil, é muito comum que seus criadores tenham questionamentos a respeito de sua criação. Uma das vantagens desse gado é que o seu tempo de engorda é mais rápido do que outras raças que existem no mercado.

A média de tempo para chegar a fase completa de engorda é de dezoito meses. Contudo, esse tempo pode variar de acordo com tipo de criação que a raça recebe. Ou seja, se for criada no pasto, pode ser que o animal demore um pouco mais para chegar no final, do que no confinamento a base de rações, onde os nutrientes dos alimentos são selecionados para acelerar esse processo.

Outro fator que contribui para o período de engorda do gado é a castração. Se o macho for castrado, as condições físicas do bovino acaba acelerando ainda mais, facilitando esse processo.

Tempo para corte do gado nelore

Outro fator que os criadores de gado nelore levam em conta na hora de criar os seus rebanhos é o tempo para corte dos bovinos. Assim como o período de engorda, o tempo ideal para corte pode variar de acordo com a alimentação, o tipo de tratamento e se o animal é castrado ou não.

Por causa disso, é muito comum que os nelore seja criados em confinamento, castrados e a base de ração selecionada. Desse jeito, o gado atinge seu engorde ideal até os dezoito meses, garantindo que o tempo para o corte seja a partir desse tempo.

Fonte: Crédito Nelore Irca

Confinamento do gado nelore

Já que é um recurso muito usado entre as criações de gado nelore, o confinamento perfeito para o rebanho deve garantir as melhores condições para o gado, isso implica diretamente em produtos de melhor qualidade para o mercado de carnes.

Por causa disso, o curral e os equipamentos devem ser adequados para manejar os bovinos. Além de oferecer uma boa alimentação, o produtor deve ter uma boa logística, como por exemplo, uma divisão adequada das categorias dos bovinos.

Agora que você já sabe como funciona a criação do gado nelore, você já pode garantir uma boa qualidade para com o rebanho! Para ajudar você nessa questão, confira nosso conteúdo sobre o que é silagem. Caso tenha ficado alguma dúvida, comente abaixo! Até mais!

O que é silagem?

Fonte: Cristina Bitro (Embrapa)

Muito usado por agropecuaristas para nutrir seus bovinos de cortes e leiteiros, a silagem é um alimento volumoso utilizado como suplemento à pastagem ou, em alguns casos, também é possível que os animais apenas consumam esse tipo de forragem quando estão em confinamento.

De forma compacta e rico em nutrientes, existem diversos tipos de silagem no mercado desde milho, sorgo e capim-elefante. Contudo, uma das dicas para que o produto não estrague é o seu armazenamento correto, dependendo bastante dos tipos de grãos que são feitos.

Se você quer saber sobre quais os tipos de silagem e seus processos, abaixo, separamos algumas informações sobre como a silagem pode mudar positivamente a criação dos seus bovinos. Saiba mais!

Tipos de silagem

Uma dúvida muito comum entre os criadores de bovinos é saber qual o tipo de silagem ideal para oferecer ao rebanho. A principal dica é escolher a silagem de melhor qualidade, já que isso irá se refletir diretamente na qualidade do corte e do leite produzido pelos animais.

Contudo, quando falamos sobre a quantidade de silagem, o importante é pensar em quantos animais vão consumir a forragem e quanto é possível armazenar na sua propriedade, para que o produto não decomponha mais rápido. Os tipos que existem são:

Tipo trincheira

Com formato de trapézio e com uma estrutura construída a partir de uma escavação no solo, esse molde de fornecimento de silagem para os bovinos podem conter diversos tipos de componentes e sementes.

Perfeito para o agricultor que tem grande quantidade de animais, a trincheira precisa ser coberta por lona quando não estiver sendo usada para que o material não estrague com facilidade.

Tipo bolsa

Grãos úmidos e reidratados são usados nesse tipo de silagem. A forragem é ensilada em bolsas plásticas e compactadas por máquinas, o que deixa o custo da silagem mais caro que os outros do mercado. Também chamado de bag ou linguiça, a tipo bolsa não pode ser reaproveitado já que a vida útil do produto é de vinte e quatro meses.

De fardo

Picado, cortado e pré-secado, o produto que será posto nessa silagem é colocado em embalagens plásticas depois de produzido. Esse processo deixa um pouco mais caro, mas, em compensação, essa silagem pode ser encontrado em diversas dimensões o que facilita o armazenamento.

Processos de silagem

Mas como saber se a silagem é o produto de qualidade para os bovinos? Uma das dicas é entender o processo de criação, já que isso influencia diretamente nas propriedades nutricionais do produto. São pelo menos três etapas essenciais nesse processo. Confira um pouco mais sobre elas abaixo:

  • colheita: nesta fase, a semente usada para a criação da forragem deve ser tratada adequadamente para atingir alta produtividade e trabalho efetivo relacionado a nutrição do grão;
  • compactação: a compactação é feita para retirar o oxigênio e remover o espaço entre as partículas. Uma boa compactação depende do teor de MS da planta (ideal de 33%), já que o ar e a umidade pode causar danos na silagem;
  • armazenamento: essencial depois de aberto, um bom armazenamento é aquele onde a silagem é mantida bem fechada já que, como dissemos acima, a umidade e o ar podem acelerar o processo de decomposição do produto.
Fonte: Marina Torres (Embrapa)

Agora que você já sobre silagem, quais são seus tipos e entende um pouco mais sobre o processo de sua criação, pode escolher a forragem com mais qualidade para com os seus bovinos!

Para completar as suas pesquisas sobre o assunto, conheça a Revista AG, onde você pode ter acesso a outros conteúdos importantes para o seu dia a dia. Ficou com alguma dúvida? Comente abaixo para ajudarmos você! Até mais!