A Granja do Ano – 36 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Destaques 2020 IRRIGAÇÃO - Valley

Tecnologia para o bom uso da água

Soluções oferecidas pela Valley permitem o controle remoto dos equipamentos e contribuem para a maior precisão da agricultura irrigada

Quais são as novidades mais recentes apresentadas aos produtores brasileiros pela Valley?

O grupo Valmont no Brasil – que agrega as empresas Valley, Irriger e Solbras – busca sempre o equilíbrio entre as demandas do mercado e os anseios dos produtores. Mais do que nunca, a automação e a tecnologia são marcas do setor agrícola, e a irrigação não é exceção. Um dos últimos lançamentos da Valley, realizado neste ano, é uma plataforma integrada de gerenciamento remoto de culturas: o Valley 365. Trata-se de uma solução desenhada para possibilitar a gestão de todas as tecnologias oferecidas pela empresa em uma só plataforma. Em breve, equipamentos como scanners, câmeras térmicas, sensores e outros dispositivos de irrigação de precisão serão agregados ao Valley 365, permitindo que o pivô central seja capaz de diagnosticar e relatar de forma completa as condições da lavoura. Isso sem falar das tecnologias de telemetria, ou seja, de controle remoto do sistema de irrigação, que a Valley já oferece. Outra grande novidade é o desenvolvimento de um pivô movido 100% a energia solar, anunciado um mês após a aquisição da Solbras – Energia Solar do Brasil pela Valmont. O objetivo dessa novidade é ampliar as áreas irrigadas, representando uma solução para os produtores atuantes em regiões de difícil acesso à energia elétrica e/ou onde a logística de combustível, como o diesel, é dispendiosa. Desenvolvido no Brasil, o equipamento possibilita a democratização do acesso à irrigação, tornando-a acessível a cada vez mais produtores rurais.

Quais são as principais soluções da Valley para auxiliar os produtores na maior precisão da irrigação?

Como já vimos, o processo de irrigação está cada vez mais caracterizado pela tecnologia e pela automação dos equipamentos. Nesse contexto, a Valley oferece soluções de telemetria, o controle remoto dos pivôs centrais. Ao permitir que o produtor acione, desative ou ajuste as funcionalidades do pivô a partir de qualquer lugar, em qualquer momento, por meio de notebook, smartphone ou tablet, esses produtos contribuem para um uso mais preciso dos recursos hídricos e até mesmo de energia. Isso acontece porque a irrigação passa a ser realizada apenas quando necessário, evitando desperdícios. Além disso, outras soluções oferecidas pela empresa, como o Irriger Connect, fornecem ao produtor a capacidade de mapear as demandas de irrigação de cada parte da lavoura, mensurando e analisando as culturas embaixo do pivô para fazer um retrato completo do desenvolvimento das plantas.

Como avalia o cenário da agricultura irrigada no Brasil?

O Levantamento da Agricultura Irrigada por Pivôs Centrais, publicado em 2019 pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Embrapa, revelou que o pivô é a forma de irrigação que mais cresce no nosso País. Em 2017, alcançamos 1,47 milhão de hectares irrigados por pivôs, o triplo da área calculada no ano 2000. Desde 1985, o crescimento foi de 47 vezes. Só em sete anos, entre 2010 e 2017, a área ocupada por pivôs centrais cresceu 625 mil hectares. O crescimento do setor é muito expressivo. Mesmo assim, ainda temos muito espaço para crescer. De acordo com a ANA, o Brasil somava 6,95 milhões de hectares irrigados em 2015 – mas, segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), o potencial nacional pode chegar aos 11,5 milhões até 2024, o que representaria um salto de 65%. Para exemplificar, mesmo com esse crescimento relevante, ainda estaríamos muito distantes de países como China e Índia, com 69 milhões e 62 milhões de hectares, respectivamente, ou até mesmo dos Estados Unidos, com 27 milhões de hectares irrigados. Entendemos que a irrigação trabalha diretamente para o crescimento da produção de alimentos, evitando a necessidade de aberturas de novas áreas.