A Granja do Ano – 36 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Destaques 2020 COOPERATIVISMO - Coamo

Cooperativismo para todas as gerações

A Coamo, que vai faturar 17,5 bilhões em 2020, mudou sua estrutura administrativa para atender melhor os seus 29 mil associados

O que o senhor gostaria de destacar de evoluções e conquistas da Coamo no último ano?

Na Coamo, sempre vamos modernizando. E, como sempre falo, temos que melhorar, cada vez mais, a administração, porque não fizemos uma Coamo para um geração ou duas, mas para a vida toda. Então a evolução que tivemos do ano passado para cá foi mudar o sistema de gestão da cooperativa. Foi criado um Conselho de Administração de produtores e uma Diretoria Executiva contratada, formada por ex-superintendentes que viraram diretores-executivos, com um presidente-executivo e cinco diretores. Na assembleia, em fevereiro, tornei-me presidente do Conselho de Administração com expediente para coordenar a nova equipe, a nova diretoria, representando o conselho no dia a dia e a cooperativa como um todo, em órgãos governamentais, na Ocepar, na OCB. Divido com eles conforme a área e a atuação. E essa estrutura está indo muito bem. Porque, hoje, temos um problema sério, todas as cooperativas, até o sistema cooperativo do Brasil, e tem uma diretoria de produtores, porque quem tem uma competência grande sabe administrar uma empresa e não vai deixar o seu negócio para tocar o dos outros. E quem aceita o negócio assim, às vezes, pode ser que não seja um líder, pode não ter a competência que precisa. Então por isso que se faz um conselho de produtores que estabelece a política de administração e cobra de uma diretoria executiva. Porque, se tiver algum diretor que não responde por algum motivo, é fácil de trocar, pois ele é contratado. Mas se te um diretor-executivo eleito que não deu certo, fica uma complicação bastante grande. Por isso o sucesso.

E quais são os objetivos para o restante de 2020 e para 2021?

Em 2020, temos dois eventos importantes. Um é a pandemia do coronavírus, que foi um desastre. Perdemos dois executivos e fizemos um controle muito grande de isolamento, em três turnos de trabalho, pessoas de risco mandamos para a casa, em home office. Esse é o lado ruim. O lado bom é que estamos tendo o melhor ano da Coamo em 50 anos, que serão completados em 28 de novembro. É o melhor ano em faturamento, uma grande safra. Se não perdermos o trigo e a aveia, que faltam ser colhidos. O que foi para trás, soja e milho de segunda safra, teve grandes volumes. E vamos ter um faturamento e um resultado que nunca tivemos. Um ano bom. O cooperado vai ter uma boa sobra, os preços estão como nunca. Não é preço de produto, que não subiu; o que subiu foi o dólar, com cotação perto de R$ 6,00 deu um preço. Quem podia pensar na soja a R$ 110,00, R$ 112,00. O cooperado já vendeu para o ano que vem 35% da soja, sem plantar. E já vendeu a segunda safra de milho do ano que vem. O momento do agronegócio é muito bom. E a previsão para o ano que vem também.

Quais têm sido as prioridades em plantio dos associados da Coamo?

O cooperado parou de plantar milho na safra. Para se ter uma ideia, na segunda safra, que vai ser colhida agora, vai dar 43 milhões de sacas. A safra de verão, que era a grande, não chegou a 4 milhões de sacas. E era mais de 40 milhões anteriormente. O cooperado passou para a soja, e milho mais para silagem para confinamento de gado e um pouco para gasto. Ele faz a rotação de culturas com a segunda safra. Diminuiu muito o trigo, mas estamos querendo voltar, porque o Brasil consome 12 milhões de toneladas e produz 5 milhões, talvez 6 milhões nesta safra. E temos expectativas de bons preços. O resultado econômico para os cooperados é muito bom, estão todos bem capitalizados, a inadimplência é 0,10%, 0,15%. Tanto na Coamo como na CrediCoamo, a cooperativa de crédito exclusiva para os cooperados da Coamo.