A Granja do Ano – 36 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Destaques 2020 ARROZ - IRGA

Oito décadas de apoio ao orizicultor

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) presta um apoio imensurável da disponibilização de técnicas na tecnologia aos produtores gaúchos

Quais os principais resultados aos produtores gaúchos de arroz dos trabalhos do Irga nos anos recentes?

O Irga, que completou 80 anos em junho de 2020, atua em várias frentes. No caso específico do produtor, lançamos, em 2018, a cultivar Irga 431 CL e temos trabalhado na sua divulgação. Recentemente, realizamos uma videoconferência para produtores de sementes destacando os bons resultados da 431 na safra 2019/2020. Outra cultivar desenvolvida pelo Irga, a 424 RI, continua sendo a mais utilizada pelos nossos produtores. Nessa última safra, a 424 foi utilizada em quase 50% da área total semeada, ficando em primeiro lugar entre todas as cultivares. A 431 foi a terceira mais procurada. Cabe lembrar que a produtividade desta safra também foi recorde. Mas gostaria de destacar a atuação dos nossos extensionistas, que não interromperam o atendimento mesmo durante a pandemia. Estávamos em período de colheita, nosso produtor não podia parar, e tampouco as equipes do Irga no interior, que estão sempre orientando e acompanhando os trabalhos nas lavouras.

Quais são as orientações do Irga aos orizicultores que planejam diversificar a atividade com outras culturas ou com pecuária?

O Irga, historicamente, estimula a rotação de culturas entre os produtores. Recentemente, aderimos ao programa Pró-Milho/RS, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, por acreditar no potencial dessa cultura. Outro exemplo é o nosso programa Soja 6.000, lançado em 2015 e que já obteve ótimos resultados. Sobre a integração lavoura-pecuária, lembramos que esse tema é constante em Dias de Campo, Roteiros Técnicos e outros eventos que o Irga promove e participa.

E como tem sido o processo de diversificação das áreas de arroz no Rio Grande do Sul? E quais as perspectivas para médio e longo prazos?

A área de arroz tem diminuído no estado nos últimos anos, principalmente pelo custo alto e pelo preço da saca pouco atrativo. Cabe lembrar que 2020 está sendo uma exceção. Mas nosso produtor, por isso, tem buscado outras alternativas. É o caso da soja, que vem crescendo gradativamente nas áreas de arroz irrigado.

O que o Irga espera para a safra de arroz gaúcha 2020/2021 quanto à área, à produção e à produtividade? E, sobretudo, em rentabilidade para o orizicultor?

Como nos últimos anos, tudo indica que teremos uma redução da área semeada. Mesmo assim, como aconteceu na safra 2019/2020, esperamos uma ótima produtividade. Em 2020, atingimos a maior produtividade de todos os tempos, com 8,4 mil quilos por hectare em média no estado. Mas a produção se manteve na média, perto de 7,8 milhões de toneladas.

E como foi a rentabilidade do orizicultor gaúcho na recente safra? E por que tal desempenho?

Os custos de produção ainda estão altos, conforme o Irga divulgou em maio. O custo da saca em casca de 50 quilos ficou em R$ 64,70 na safra 2019/2020. Já o custo por hectare ficou em R$ 10.078,00. O ponto positivo é que o preço da saca de arroz atingiu, neste ano, o seu maior valor desde 2005, passando dos R$ 70,00 nos últimos dias (agosto). As exportações também estão aquecidas, graças à qualidade do nosso produto e à valorização do dólar, principalmente.