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Templo da inovação do arroz

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O Instituto Rio Grandense do Arroz trabalha na geração e na difusão das tecnologias do cereal. E a novidade em 2018 é o lançamento da cultivar Irga 431 CL

A Granja do Ano — Quais as principais ações do Irga nos últimos 12 meses e os seus efeitos para o orizicultor gaúcho o senhor gostaria de destacar?

Guinter Frantz — O Irga é uma instituição com a finalidade principal de geração e difusão de tecnologias para a lavoura arrozeira do Rio Grande do Sul. No Departamento Técnico estão as Divisões de Pesquisa (Dipe) e Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater), que realizam essas atividades, muitas delas em conjunto, reunindo pesquisadores, extensionistas e agricultores. Sendo esta uma particularidade do Irga, atuar tanto na geração como na difusão das tecnologias, o que favorece a retroalimentação do sistema constantemente. Na safra 2017/18, a Dipe conduziu 99 projetos de pesquisa, instalados na Estação Experimental do Arroz em Cachoeirinha, e nas seis Estações Regionais, localizadas nas regiões arrozeiras do RS. Destacam-se trabalhos na área de manejo do solo, da água e da cultura, com 59 projetos; em melhoramento e desenvolvimento de cultivares, com 27; e nas áreas de sementes e pós-colheita, com 13. Para a próxima safra, o Irga deverá disponibilizar uma nova cultivar – Irga 431 CL, cujo lançamento será realizado durante a Expointer 2018. Na área de capacitação, foram realizados três cursos de Manejo Integrado da cultura do Arroz Irrigado, atendendo mais de 191 técnicos das instituições públicas e privadas.

O que a instituição planeja, tem como objetivos e prioridades para o final de 2018 e o ano de 2019?

As metas e diretrizes estipuladas para a rotação com arroz irrigado por favorecer o controle das plantas daninhas como arroz-vermelho, arroz- -preto, capim-arroz etc. Sua liquidez e alto valor de mercado fazem dessa oleaginosa uma excelente fonte de renda para o produtor de arroz. A soja é uma cultura exigente em drenagem, o que dificulta o sucesso no processo de rotação de culturas em solos arrozeiros, que, de maneira geral, são solos com drenagem limitada e sujeitos a períodos de excesso hídrico. O Irga tem dedicado um grande esforço em pesquisa visando aumentar a produtividade média e a estabilidade produtiva da soja nesse ambiente. As principais linhas de pesquisa desenvolvidas atualmente envolvem ações para determinar a melhor época de semeadura e grupos de maturação mais adequados para as condições dos solos arrozeiros; ações para favorecer o melhor estabelecimento da cultura, como qualidade fisiológica de sementes, arranjo de plantas, identificação de cultivares com maior tolerância ao excesso hídrico do solo; práticas conservacionistas, como a determinação do volume adequado de palha no solo, níveis de adubação e manejo; ações de redução dos problemas relacionados à compactação do solo; e irrigação e drenagem. Além dessas ações de pesquisa, o Irga possui um programa de transferência de tecnologia que visa ampliar a área de soja em rotação com arroz irrigado.

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Guinter Frantz é presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga)