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Destaques - Defensivos Biológicos

Referência em soluções biológicas

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Koppert do Brasil é uma das líderes em um segmento que cresce de 10% a 15% ao ano e acaba de lançar produto para o vetor greening

A Granja do Ano — Quais são os principais lançamentos recentes de produtos da Koppert, suas principais características e os efeitos para o agricultor?

Gustavo Hermann — Em maio de 2018, tivemos, após sete anos de pesquisas e desenvolvimento, o lançamento oficial do Challenger, o primeiro bioinseticida para controle do psilídeo Diaphorina citri, vetor de transmissão do greening, a principal doença que afeta a citricultura mundial. O produto é resultado de uma parceria da empresa com a Esalq/USP e a Fundecitrus.

Qual é a sua avaliação do atual momento do tratamento fitossanitário biológico na agricultura brasileira, sobretudo em comparação a agriculturas de outros países?

Assim como a agricultura nacional, também o segmento de biotecnologia desenvolvido no Brasil é líder mundial em inovação tecnológica. No segmento de controle biológico de pragas vegetais (agrícolas e florestais), somos referência internacional, principalmente para manejo em grandes áreas plantadas. É importante que o País avance em questões como redução de impostos para produtos biológicos e no tempo para aprovação e liberação da comercialização dos mesmos.

E que perspectivas você vê para esse mercado na agricultura brasileira, que se caracteriza por ser em parte tropical e também praticada em grandes extensões?

O segmento do controle biológico cresce a uma taxa de 10% a 15% no mundo, enquanto, no Brasil, a média chega a 20%, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio). A unidade brasileira da Koppert tem crescido acima disso nos últimos anos, atingindo 30%. Esses dados dão o tom do futuro do crescimento no País, uma vez que é crescente o número de adesões dos produtores rurais a essa forma de manejo. As perspectivas são as melhores possíveis, principalmente em função da imensa área agrícola nacional. Só nesta safra (2017/18), o controle biológico já atingiu 1,5 milhão de hectares em todo o País.

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Gustavo Hermann é diretor comercial da Koppert do Brasil

O que pode ser feito para a expansão dessa modalidade de tratamento fitossanitário, seja pela pesquisa ou mesmo por iniciativa do produtor?

Temos, na Koppert, um departamento de pesquisa e desenvolvimento próprio, que reúne profissionais altamente qualificados e que atuam para desenvolver soluções biológicas para atender às necessidades do produtor rural, trabalhando para auxiliá-lo na prevenção de problemas com pragas vegetais. Parcerias com universidades, centros de pesquisa e outros atores com foco no mundo agro são fundamentais também. Em relação ao homem do campo, temos atuado para convencê-lo do êxito, confiabilidade e eficiência dos produtos para controle biológico, pois existe ainda certa resistência em função da questão cultural e do histórico de uso familiar, geração após geração, do controle químico. Temos demonstrado o melhor custo-benefício dos produtos biológicos, principalmente quando consorciados com conceito de Manejo Integrado de Pragas (MIP).