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Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Destaque 2017 Produtor de Algodão GRUPO HORITA

Destaque

Excelência na produção de pluma

O Grupo Horita vai colher a sua melhor e mais rentável safra de algodão desde que aderiu à cultura, em 1999, e planeja ampliar a área para 2017/18

Nome da empresa: Grupo Horita

Sede: São Desidério/BA

Área de algodão safra 2016/17: 35,1 mil hectares

Área de algodão safra 2017/18 (previsão): 38,6 mil hectares

Área total de agricultura na safra 2016/17: 98 mil hectares

Área total da agricultura na safra 2017/18 (previsão): 98 mil hectares

Produção de algodão safra 2016/17 (previsão): 180 mil toneladas

Produtividade de algodão 2016/17 (previsão): 5.128 quilos por hectare

A Granja do Ano — Qual o planejamento e as metas do Grupo Horita para o algodão na safra 2017/18? Vai aumentar a área ou não? Por quê?

Walter Horita — Nesta safra 2017/18, teremos um aumento de 10% da área. De 35,1 mil hectares, passaremos para 38,6 mil hectares. O que determina esse aumento é basicamente a rotação de culturas, que atende tanto à estratégia agronômica quanto à mercadológica. O algodão tem grande importância em nosso negócio, pelo seu alto valor agregado. E, se a conjuntura favorece, ele ganha mais espaço na nossa matriz produtiva. Comparando com a soja, o faturamento do algodão chega a ser até três vezes maior. A melhoria no ambiente econômico está produzindo um efeito animador: a perspectiva de manutenção ou até valorização para esse ano é boa. Trata-se do segundo ano consecutivo em que a produção mundial é menor que o consumo. Os estoques da China estão sendo gradativamente liberados, o que se traduz, em um segundo momento, em tendência de alta. É uma cultura cara, mas que remunera bem. Já colhemos mais da metade da safra 2016/17, com produtividade superior à que esperávamos. O que percebo é que, com o lançamento de variedades mais adaptadas para o Oeste da Bahia, deveremos alcançar, em breve, patamares mais elevados de produtividade, como aconteceu com a soja e o milho nos últimos anos. Minha expectativa é evoluir de 300 arrobas por hectare, para 330 arrobas por hectare, em média, a partir desta safra. O advento da lagarta helicoverpa, em 2013, mudou tudo: as variedades de algodão que plantávamos, os defensivos e a tecnologia. E tivemos de – sem qualquer referência anterior – encontrar o caminho para, pelo menos, conviver com essa praga. A pesquisa em algodão andou a largos passos nas últimas safras, em busca de solução para os danos da helicoverpa. Hoje, já temos variedades para escolher, todas com alto potencial produtivo e qualidade de pluma, para plantar no ano que vem. Acho que estamos no caminho.

Quais suas considerações em relação a produção, produtividade e rentabilidade do algodão na safra 2016/17?

Destaque

Walter Horita é sócioproprietário do Grupo Horita

Após a pior safra de nossa história, registrada em 2016, estamos colhendo a melhor safra de algodão da Horita, desde que introduzimos a cultura em nossa matriz produtiva, em 1999. A produtividade e a qualidade estão além do esperado. Alta produtividade somada a preços remuneradores são a melhor receita para o ajuste no fluxo de caixa do agricultor após uma grande perda.

De que maneira o Grupo Horita define os investimentos, seja para a aquisição de máquinas e equipamentos, infraestrutura nas fazendas, ampliação de área e assim por diante?

Todos os investimentos são definidos após discussão sobre a necessidade deles ou a eventual oportunidade de negócio. Para a compra de terras, é preciso que convirjam fatores como oportunidade e boas perspectivas de mercado e de rentabilidade das commodities que cultivamos. Decidimos por adquirir máquinas se precisamos aumentar a frota – por exemplo, quando ampliamos a área de produção – ou renová-la, quando o custo de manutenção começa a ficar elevado.

O Grupo Horita cultiva também soja e milho. Como se dá safra após safra a definição da área para as três culturas?

Essa definição resulta de uma análise de mercado, da rentabilidade de cada cultura, e também leva em consideração o aspecto técnico da rotação de culturas. Plantamos algodão em uma área em que foi colhido algodão por, no máximo, duas safras. A partir daí, alternamos com soja e milho. Trata-se de uma técnica para evitar a exaustão do solo e otimizar o uso dos insumos, além de quebrar o ciclo de pragas e doenças, pela alternância de culturas.