A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Destaque 2017 Caminhões MAN

Destaque

Nascidos para as demandas do agro

Man Latin America tem diversos modelos de caminhões apropriados para servir com eficiência os segmentos canavieiro e de grãos

Nome da empresa: Man Latin America

Sede administrativa: São Paulo/SP

Fábrica no Brasil: Resende/RJ

Volume de produção em 2016: caminhões: 14.923; ônibus: 4.437; total de 19.360

Vendas de caminhões em 2016: caminhões: 13.690; ônibus: 1.798; total de 15.488

Vendas de caminhões em 2017 (previsão): veículos pesados: aumento de 6,4%

Exportações em 2017 (previsão): veículos pesados: aumento de 14,7%

A Granja do Ano — Quais os principais destaques dos caminhões Man e as principais características desses produtos para as demandas do agronegócio?

Carlos Eduardo Rocca — Os destaques são o 26.280 e o 31.280. Eu me refiro a veículos 6x4 e fora de estrada, que têm como características atender boa parte do agronegócio, o setor de cana, de usinas. Temos uma grande linha de produtos, o 26.280 e o 31.280/330cv, versão com a opção por uma potência maior, e que se destacam em algumas aplicações como comboio e transbordo de cana. São veículos consagrados e, como destaque, são os únicos veículos do mercado que dispensam a utilização do Arla, o agente redutor que possibilita as normas de emissão para atender o Conama P7. Esses são os únicos veículos dentro de um segmento que dispensam o uso do Arla. Então, são veículos já consagrados e que ainda trazem benefícios ao operador. São veículos que rodam em um ambiente um tanto diferenciado da colheita, portanto, tem que ter uma logística para abastecimento como a armazenagem desse produto, que se degrada. Nós usamos como um diferencial da marca. E no caso de veículos para outras culturas, temos a linha de cavalos mecânicos. E eu cito dois veículos: o 28.440, que é o caminhão 6x2, e o 29.480, versão 6x4. Para o agronegócio, que é uma locomotiva da nossa economia, temos esses veículos chamados de transbordo, como os cavalos mecânicos para a transferência da carga.

E que relevância o agronegócio representa para os negócios da empresa no Brasil? E o que a empresa projeta para este segmento nos próximos anos?

Destaque

Carlos Eduardo Rocca é gerente de Vendas Especiais de Caminhões da Man Latin America

O agronegócio, há alguns anos, vem se mostrando o principal vetor da economia. Com safras batendo recordes ano a ano. O que temos visto é que embora, o agronegócio venha mantendo esse ritmo de crescimento, as vendas de caminhões de três anos para cá não mantiveram um crescimento proporcional. Pelo contrário, a indústria caiu. Embora o segmento de extrapesados, que é acima de 45 toneladas, por força do agronegócio, caiu menos que a indústria como um todo, que caiu algo em torno de 20% de janeiro a junho, em comparação ao ano passado, que já foi um ano de queda. Do ano passado para cá, a empresa está investindo fortemente em alguns desenvolvimentos para incrementar essa nossa linha de veículos extrapesados. Colocamos bastante foco no desenvolvimento, não de um novo produto, uma nova família – pois isso demanda tempo e muito dinheiro para desenvolver um novo produto –, mas a nossa área, que é de veículos vocacionados, e vemos como um diferencial. Pegamos veículos existentes, bases, tanto os veículos atuais, cavalos mecânicos, como veículos rígidos 6x4, da família Constellation, e buscamos adaptar da melhor forma para dar mais produtividade para o produtor. Como, por exemplo, desenvolver uma transmissão automática em um veículo 26.280 e 31.280. São soluções para propiciar uma melhor rentabilidade e produtividade para este segmento. Estamos certos de que esta demanda do agronegócio tende a ser cada vez maior. Porém, como eu disse, o próprio agricultor não está conseguindo repassar muito o incremento da cadeia, o aumento dos preços dos insumos de 2015 e 2016, com o dólar alto, e está tendo que vender hoje com o dólar menor. Então, ele não está tendo muita margem. Esperamos uma certa estabilidade no câmbio para que ele possa se planejar melhor e fazer com que as compras de caminhões sejam maiores no ano de 2018. E estamos nos preparando com novas soluções para atender melhor esse mercado, na linha de cavalos mecânicos, embora o 29.480 seja o nosso maior cavalo mecânico, que tem o um CMT (Capacidade Máxima de Tração) de 80 toneladas, tem uma limitação frente a alguns concorrentes, que trabalham com soluções como redução no cubo e outras.