A Granja do Ano – 34 anos da melhor prestação de informações e serviços ao profissional do campo.

Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Destaque 2017 Pesquisa Agropecuária IRGA

Destaque

Arroz gaúcho tem um sinônimo

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), com 77 anos de existência, tem como foco a maior renda do produtor, a melhor eficiência das indústrias e o aumento das exportações e do consumo

Nome da empresa: Instituto Rio Grandense do Arroz

Sede: Porto Alegre/RS

Número de pesquisadores: 25

Unidades de pesquisa: Estação Experimental de Arroz de Cachoeirinha/RS

Orçamento 2016: R$ 54,5 milhões

Orçamento 2017 (previsão): R$ 92,5 milhões

Cultivares lançadas em 2016: soja BSIrga 1642 IPro

A Granja do Ano — Qual importância histórica do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) para o desenvolvimento da orizicultura gaúcha?

Guinter Frantz — O Irga surgiu em 1940 com o objetivo principal de incentivar, coordenar e superintender a defesa da produção, da indústria e do comércio de arroz produzido no estado. Nesses 77 anos, o instituto sempre buscou promover o desenvolvimento sustentável do setor orizícola do Rio Grande do Sul por meio da geração e da difusão de conhecimentos, de informações e de tecnologias, bem como propor políticas de interesse setorial e do consumidor. Cabe lembrar que o Irga é o único organismo público na área da agricultura que desenvolve pesquisas e ainda presta serviço de extensão rural. Mas o trabalho do Irga vai além. Entre os principais serviços prestados estão os seguintes: análise de solo, água e sementes; produção e distribuição de sementes básicas; divulgação diária da previsão do tempo para todo o Rio Grande do Sul; planejamento de lavouras; projeto de sistematização do solo; promoção de palestras, cursos e seminários; incentivo ao consumo do arroz; publicação da revista Lavoura Arrozeira; licenciamento de cultivares de arroz e soja; divulgação dos números das safras e da taxa CDO; promoção de dias de campo; e manutenção de biblioteca com amplo material de pesquisa.

Hoje, quais são as prioridades da instituição na pesquisa, os principais focos?

O foco atualmente está na cadeia orizícola, buscando maior renda para o produtor, melhor eficiência para as indústrias, aumentando as exportações e o consumo do arroz. Com isso, procuramos desenvolver novas cultivares, buscando uma qualidade que atenda o consumidor. Sempre com o intuito de melhorar a rentabilidade do produtor. Com esses objetivos, estamos com três projetos que nos norteiam: Projeto de aumento de rentabilidade, Projeto 10+; Projeto “Soja 6.000”; além do programa de incentivo ao consumo de arroz, o “Provarroz”.

Como tem sido desenvolver trabalhos em uma instituição pública de pesquisa em tempos de recursos escassos em todos os governos?

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Guinter Frantz é presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga)

Estamos vivendo uma nova realidade e temos que nos adequar a ela. Só que essa realidade não é um fenômeno estadual, é nacional. Mas o Irga tem autonomia financeira e não está deixando de investir em pesquisa. Em 2016, lançamos uma nova cultivar de soja (BSIrga 1642 IPro), junto com a Bayer, e em 2017 vamos lançar uma nova cultivar de arroz durante a Expointer. Prova de que a crise não está afetando o nosso trabalho.

E qual é a participação e os objetivos do Irga no processo de diversificação do produtor de arroz com soja e integração lavoura-pecuária?

Em julho de 2017 realizamos o 3º Encontro de Produção de Soja em Terras Baixas do Sul do Brasil, onde mostramos que nossos objetivos com esse projeto estão sendo plenamente alcançados. Hoje temos 62 áreas de lavoura de soja em áreas de arroz. Algumas com média de produtividade de 79,5 sacas por hectare. Mas podemos crescer mais. Ainda temos 150 mil hectares no RS com ótimo potencial produtivo para a soja. Estamos trabalhando para chegar até esses produtores. Já sobre a integração lavoura-pecuária, esse assunto está sempre na pauta dos encontros que promovemos, como dias de campo e roteiros técnicos.

O que o produtor de arroz gaúcho pode esperar do Irga no decorrer dos próximos anos?

Nossa visão é tornar o arroz irrigado do Rio Grande do Sul líder em produtividade e qualidade mundial até 2020. Estamos trabalhando para isso.

Quais as suas perspectivas e projeções para o arroz no ano agrícola 2017/2018, em produção, produtividade e rentabilidade do produtor?

A produção e a produtividade devem ter uma leve redução, ficando em torno de 8 mil toneladas por hectare. O que nos preocupa são os custos muito elevados, deixando o produtor sem renda, aumentando o seu endividamento.