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Radiografia das principais atividades agrícolas, relação de instituições e empresas do agronegócio brasileiro.

Destaque 2017 Produtor de Soja SLC AGRÍCOLA

Destaque

Obsessão pela rentabilidade

O Grupo SLC Agrícola vai aumentar a produção de soja em 2017/18, acima dos 230 mil hectares da safra anterior, sempre com rigor absoluto no controle de custos

Nome da empresa: SLC Agrícola

Sede: Porto Alegre/RS

Fazendas com soja: as 14 unidades em operação plantam soja

Área de soja 2016/17: 230 mil hectares

Produção e produtividade 2016/17: 754,9 mil toneladas e 3.282 kg/ha

Faturamento da SLC Agrícola em 2016: R$ 1,7 bilhão

A Granja do Ano — O que a SLC Agrícola definiu para a soja na safra 2017/18? Vai aumentar ou diminuir a área?

Aurélio Pavinato — Deveremos ter um leve crescimento em nossa área de soja na próxima safra. No momento, nossa empresa está focando em melhoria da operação existente e não tanto em expansão para novas áreas. Dentro do nosso mix de produtos, teremos mais expansão em algodão e milho, mas isso por serem culturas de segunda safra, e nesse sentido o objetivo é intensificarmos a nossa capacidade de segunda safra, diluindo nossos custos fixos e tornando a operação ainda mais competitiva.

E quanto à rentabilidade da cultura, quais são as perspectivas e projeções da empresa?

Para áreas já maduras/existentes, os preços atuais, apesar de relativamente baixos, oferecem uma boa rentabilidade. No entanto os preços não incentivam expansão na área de soja. As projeções atuais dos principais órgãos e consultorias não apontam para crescimento significativo na área de soja no Brasil para a safra 2017/18. Os preços internacionais terão que subir para estimular a expansão na área de soja, dado que a demanda cresce a cada ano, e então entraremos novamente em ciclos de expansão de área.

Além de soja, a SLC Agrícola produz grandes áreas de milho e algodão. Como ocorre a definição da área das culturas a cada safra?

O nosso planejamento agrícola considera uma série de variáveis para a montagem da estratégia de plantio. Entre as principais estão os fatores agronômicos, como necessidade de rotação de culturas, manejo do solo, capacidade de realização de uma segunda safra e dimensionamento de máquinas. Além desses fatores, naturalmente que olhamos para a otimização da rentabilidade da operação e a relação preço/custo de cada um dos nossos produtos em cada fazenda e em cada safra.

Como a empresa trabalha para fazer a contensão dos custos de produção da oleaginosa sem comprometer sua produtividade?

Destaque

Aurélio Pavinato é diretor-presidente da SLC Agrícola

Somos obcecados com controles de custos. Trabalhamos com orçamento base-zero e temos uma equipe dedicada a controlar no detalhe todos os custos das fazendas. Para dar um exemplo, temos uma call mensal como todas as 14 fazendas onde analisamos “com lupa” cada item do custeio e comparamos o orçado com o realizado e montamos planos de ação nos casos de não conformidade. Parte da remuneração variável dos gerentes de fazendas é baseada em controle de custos, porque isso é fator chave de sucesso no nosso negócio. Na comparação com dados do setor, temos uma estrutura de custos bastante competitiva.

Quais são suas projeções para o futuro da soja em nível global nos próximos anos?

Não há dúvida de que a soja é a proteína vegetal mais competitiva que temos à disposição. Há massivos investimentos em biotecnologia e melhoria de germoplasma que continuarão a elevar o potencial produtivo dessa cultura, e a demanda não deverá arrefecer tão cedo. A soja é utilizada para produzir proteína animal, e a demanda por proteína animal se sustenta pelo crescimento populacional e aumento da renda. Esse é um caminho irreversível e a soja continuará a ter um papel-chave em suprir essa demanda. Visualizamos um crescimento de demanda anual próximo de 3% para os próximos 10 anos.