IGC mantém previsão para a produção mundial de grãos em 2021/22 em 2,287 bi de t

O Conselho Internacional de Grãos (IGC), com sede em Londres, manteve, em relatório divulgado hoje, sua estimativa para a produção mundial de grãos na próxima safra, 2021/22, em 2,287 bilhões de toneladas. O volume é 2,7% superior ao total de 2020/21 e representa um novo recorde histórico.

Segundo os novos números da entidade, o consumo global chegará a 2,285 bilhões de toneladas, 1 milhão a menos que o projetado em março e com aumento de 2,2% ante 2020/21. Os estoques de passagem foram mantidos em 609 milhões de toneladas, mesmo patamar do ciclo atual.

O quadro da entidade agora indica que o comércio de grãos movimentará 409 milhões de toneladas em 2021/22, menos que o projetado em março (410 milhões) e que o calculado para 2020/21 (416 milhões).

Para o milho, o IGC ajustou sua projeção para a produção global em 2021/22 para 1,192 bilhão de toneladas, ante 1,140 bilhão em 2020/21, ajustou para baixo o cenário para o consumo (1,199 bilhão de toneladas, ante 1,166 bilhão em 2020/21), baixou a previsão para os estoques (264 milhões de toneladas, ante 271 milhões em 2020/21), e reduziu o cálculo para o comércio (184 milhões de toneladas, ante 185 milhões em 2020/21).

No quadro do trigo, a entidade manteve a projeção para a produção (790 milhões de toneladas, ante 774 milhões em 2020/21), aumentou a conta para o consumo (782 milhões de toneladas, ante 763 milhões em 2020/21) e para o comércio (185 milhões de toneladas, ante 189 milhões em 2020/21), e reduziu os estoques (298 milhões de toneladas, ante 289 milhões em 2020/21).

No cenário traçado para a soja, o IGC manteve a previsão para a produção mundial em 383 milhões de toneladas, acima das 362 milhões em 2020/21 — graças sobretudo ao Brasil —, corrigiu para cima a estimativa para o consumo (379 milhões de toneladas, ante 367 milhões em 2020/21) e manteve os números para estoques (50 milhões de toneladas, ante 47 milhões em 2020/21) e comércio (173 milhões de toneladas, ante 171 milhões em 2020/21).

No caso do arroz, finalmente, a produção global em 2020/21 foi ajustada para 509 milhões de toneladas, ante 504 milhões em 2020/21, o consumo foi reduzido para 506 milhões de toneladas, ante 504 milhões em 2020/21, o estoque foi reduzido para 176 milhões de toneladas, ante 173 milhões em 2020/21, e o comércio foi mantido em 46 milhões de toneladas, mesmo nível de 2020/21.

O Brasil é o maior exportador de soja do mundo e um dos maiores no caso do milho. No mercado de trigo, é um grande importador e no de arroz o comércio exterior ainda é menos relevante, embora os embarques estejam em alta desde o ano passado.

Data: 30/04/2021
Fonte: Valor Econômico

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