Argentina exporta mais grãos

A receita dos embarques argentinos de grãos e derivados somou US$ 2,77 bilhões em março, segundo dados da Câmara da Indústria Oleaginosa da República Argentina (Ciara) e do Centro de Exportadores de Cereais (CEC), entidades que representam 40% das exportações totais do país. Foi o melhor resultado mensal em 18 anos. Em relação a fevereiro, houve aumento de 53,2%.

No primeiro trimestre, informaram as entidades, a receita chegou a US$ 6,72 bilhões. “Mais uma vez, o aumento foi sustentado pela demanda por alimentos em todo o mundo diante do ‘novo normal’ e da busca dos países por recompor estoques internos”, disseram Ciara e CEC.

Os preços internacionais da soja em grão e seus derivados (farelo e óleo) e a necessidade dos produtores argentinos de diminuir seus estoques antes de a colheita desta safra 2020/21 ganhar ritmo também foram indicados pelas entidades como fatores que colaboraram para o incremento da receita das exportações.

A liquidação da moeda na Argentina está fundamentalmente relacionada à compra de grãos que posteriormente serão exportados ou processados. A maior parte da receita nesse setor é produzida bem antes da exportação, com antecipação de cerca de 30 dias no caso das exportações de grãos e de até 90 dias no dos embarques de óleo e farelo.

O setor é a principal fonte de entrada de dólares no país. A Argentina é o maior país exportador mundial de farelo de soja e o terceiro da oleaginosa em grão.

Por causa da estiagem que prejudica algumas importantes regiões produtoras do país, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires reduziu sua projeção para a colheita de soja no país nesta safra 2020/21 de 46 milhões para 44 milhões de toneladas. A Bolsa de Comércio de Rosario ajustou sua estimativa de 49 milhões para 45 milhões de toneladas.

Data: 07/04/2021
Fonte: Valor Econômico

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