EUA devem aumentar exportações de milho para América Latina em 2021, afirma USDA

O milho produzido nos Estados Unidos deve reconquistar participação de mercado na América Latina em 2021, com a menor concorrência de outros países exportadores, disse o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A agência citou também que o produto norte-americano tem condições preferenciais de acesso a alguns mercados da região, como Colômbia, Peru e México.

“O milho dos EUA deve ficar competitivo por causa da ampla oferta disponível e da concorrência reduzida de outros exportadores, como Argentina, Brasil e Ucrânia”, disse o USDA em relatório.

Em relatório separado, o USDA havia dito na sexta-feira (9) que produtores dos EUA devem colher cerca de 374 milhões de toneladas de milho na safra 2020/21. As exportações totais do país foram projetadas em 59 milhões de toneladas, quase 14 milhões de toneladas a mais do que o volume estimado para 2019/20.

Segundo o USDA, o crescimento das exportações de Argentina, Brasil e Ucrânia deve ser limitado pela menor oferta disponível, no caso de Argentina e Ucrânia, e pelos altos preços domésticos, no caso do Brasil. “Para o Brasil, a forte demanda chinesa por carne tem estimulado a expansão da produção de carne bovina, suína e de frango. Isso deve impulsionar a demanda por milho no mercado doméstico e moderar o volume disponível para exportação.”

Vendas para o México

Exportadores dos EUA relataram vendas de 110 mil toneladas de milho para o México, informou nesta terça-feira o USDA. O carregamento tem entrega prevista para a temporada 2020/21. O ano comercial 2020/21 do milho começou em 1º de setembro.

Os exportadores dos EUA são obrigados a relatar qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity feita em um único dia ou vendas de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino até o dia seguinte.

Data: 14/10/2020
Fonte: Estadão Conteúdo

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