2020/2021: Safra para entrar na história

Às vésperas do início de uma nova safra, a reportagem de capa da revista A Granja de agosto aborda as expectativas entre produtores e especialistas para o ciclo 2020/2021. O sentimento é de otimismo devido ao cenário de demanda aquecida e de preços favorecidos pela alta do dólar. Fatores do mercado e do clima obviamente merecem muita atenção nos próximos meses, mas por enquanto, as projeções indicam que os produtores brasileiros serão responsáveis por novos recordes, desempenho que deverá ser creditado, sobretudo, ao maior investimento nas lavouras.

O personagem da nossa capa, o produtor Frederico Stellato Farias, de Campo Mourão/PR, revela que, em julho, a aquisição de insumos para o plantio da safra de verão estava praticamente concluída. Ele conta que iniciou as compras em março e conseguiu escapar da alta mais acentuada do dólar, que no mês passado passava dos R$ 5. “Em reais, o custo da lavoura teve um acréscimo em torno de 6%, especialmente pelo aumento nos fertilizantes. Porém, quando analisamos a relação de troca, percebemos redução pelos altos preços da soja. Na safra passada, meu custo era de 30 sacas por hectare e, agora, calculo em 27 sacas por hectare”, detalha.

O momento aquecido do mercado também favorece as vendas antecipadas da colheita. Até julho, Farias havia comercializado cerca de 30% da safra futura com média de R$ 92 a saca. Nessa mesma época em anos anteriores, a comercialização prévia ficou entre 10% e 15% do total a ser colhido. “Hoje temos um valor muito positivo devido ao câmbio, mas não sabemos como serão os próximos meses. Por isso, prefiro ir acompanhando o mercado e fechando contratos em momentos de picos”, afirma.

Data: 05/08/2020
Fonte: A Granja

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