Exportações: nichos, um promissor mundo a ser conquistado

A agricultura brasileira é a terceira maior exportadora com seus volumosos embarques do complexo soja, carnes e outros produtos, mas tem potencial de ganhar novos e muitos mercados em produtos considerados nichos: feijões e pulses, cafés especiais, frutas nativas, soja convencional e muito, muito mais.

As possibilidades de atender nichos de mercados estão na reportagem de capa da edição de junho d’A Granja. Como é o caso do produtor Régis Wilson Nunes Ferreira, que produz em lavoiras mineiras e baianas feijões diferenciados para atender diversos mercados, seja na Europa ou no mundo árabe. “O mercado lá fora é mais estável, não quer dizer que é mais alto (em valor)”, revela ela uma vantagem importante das exportações. “Tendo produto para ofertar, o mercado é grande. O mercado é sempre comprador”, avalia. “Sai do ‘arroz com feijão’. Você passa a ter um horizonte bem maior para trabalhar”.

Outro exemplo são os cafés especiais. No ano passado a cafeicultura brasileira produziu 9 milhões de sacas deste perfil de produto, das quais 85% a 90% foi exportado, sendo que o crescimento anual das vendas externas é de aproximadamente 15%. Já a remuneração recebida começa em ao menos 50% a mais por saca.

Nesse caso dos cafés diferenciados, o País está aproveitando o momento, mas em outros, como é o caso dos chamados “produtos saudáveis”, ainda precisa fazer muito para aproveitar o momento promissor. “O Brasil ainda está pouco preparado para atender as novas tendências de alimentos mais saudáveis. Isto porque grande parte da nossa pauta produtiva – e de exportação – ainda está baseada em produtos ‘tradicionais’, como soja para ração, açúcar e suco de laranja concentrado. Produtos frescos precisam de logística mais sofisticada, o que é um ponto falho no Brasil.

Além disso, é importante investir no melhoramento genético e outras ações de pesquisa para desenvolver variedades mais saudáveis e sustentáveis”, adverte Laura Barcellos Antoniazzi, sócia da Agroicone, empresa de consultoria e pesquisa em agronegócio.

Data: 05/06/2019
Fonte: A Granja

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