Soja

Possibilidades do CONTROLE BIOLÓGICO CONSERVATIVO

O método privilegia o enfrentamento de pragas de uma maneira que os predadores e os parasitoides do ambiente sejam preservados, com aplicações de macro e micro-organismos gerados em biofábricas, como os parasitoides de ovos de lagartas e de percevejos, que causam doenças nas pragas

Marcelo Klein e Giovani Faé, da Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo; Aloísio Alcantara Vilarinho, pesquisador em Genética e Melhoramento de Culturas Anuais da Embrapa Trigo

As condições climáticas brasileiras são favoráveis para a agricultura. A região Centro-Norte, com grande potencial de produção, conta com temperatura ideal e chuvas entre os meses de outubro e abril relativamente bem distribuídas. Por essas condições e com o desenvolvimento de técnicas de irrigação, o Brasil passou a produzir até três safras por ano. No entanto, esse cenário também favorece o desenvolvimento de várias gerações de organismos que se alimentam da nossa produção agrícola no campo, as chamadas pragas agrícolas (Figura 1).

Os insetos e as doenças se multiplicam na lavoura devido à presença de alimentos no campo durante o ano todo, situação conhecida como “ponte verde”. Com os sistemas de produção e cultivo adotados no Brasil, o manejo da lavoura tornou-se de alto risco, resultando em desequilíbrio agroecossistêmico devido, principalmente, a alguns de seus aspectos: * Mesmos cultivos nas mesmas áreas, ano após ano – o monocultivo; * Mesmas variedades usadas em grandes áreas, ano após ano; * Cultivo de espécies geneticamente modificadas sem áreas de refúgio ou manejo da resistência; * Uso inadequado de inseticidas (calendarização das aplicações); * Exploração intensiva de culturas hospedeiras suscetíveis (ponte verde). As práticas inadequadas de manejo podem causar prejuízos à produção agrícola, chegando a 42% no mi...

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