Segunda Safra

GRÃO-DE-BICO: diversificação e oportunidade

A leguminosa rústica é uma interessante opção para a segunda safra, visto que demanda menos água e é tolerante à seca. Na agricultura brasileira, são cultivados menos de 3 mil hectares do grão que tem potencial para exportação, sobretudo aos indianos

Warley Marcos Nascimento, pesquisador da Embrapa Hortaliças, [email protected]

O grão-de-bico (Cicer arietinum L.) é uma das mais importantes leguminosas cultivadas, a segunda mais consumida no mundo, após a soja. É uma espécie que pode ser cultivada sob grande variedade de climas, desde o subtropical até o árido e o semiárido das regiões mediterrâneas. Em condições de Brasil, é uma cultura com um grande potencial de crescimento, não só como uma interessante alternativa de cultivo, em maior diversificação de culturas, mas também por ser uma espécie mais rústica, com menor requerimento de insumos, além de ser um ótimo fixador de nitrogênio, exigindo menor adubação de nitrogênio. Por apresentar uma certa tolerância à seca e por demandar um volume menor de água durante o cultivo, o grão-de-bico pode ser candidato a uma opção de leguminosa para plantio na segunda safra de verão. Apresenta ainda uma menor incidência (e, consequentemente, um menor custo de produção e um menor prejuízo) de pragas e doenças, quando comparada à soja ou ao feijão. O consumo de grão-de-bico no País é baixo, uma vez que a principal leguminosa consumida pelos brasileiros é o feijão, embora o mercado interno tenda a se expandir a partir do aumento da produção e do interesse de empresas processadoras. Soma-se a isso a constante associação desse alimento com uma série de atributos de elevada qualidade alimentar, que incluem a presença balanceada de proteínas, fibras, vitaminas e elementos nutracêuticos. Quando comparada com a produção de outras pulses, como os feijões, por exempl...

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