Fitossanidade

MANCHAS FOLIARES, ameaças permanentes ao algodão

A mancha de ramulária, que ocorre em todo o Cerrado, é a doença mais danosa ao algodoeiro, mas a mancha-alvo e o mofo branco também preocupam. Além de uma doença nova, comumente na soja, no Vale do Araguaia, Mato Grosso

Alderi Emídio de Araújo, fitopatologista, pesquisador e chefe-geral da Embrapa Algodão, coordenador da Rede Ramulária; e José Otávio Machado Menten, presidente do Conselho Científico Agro Sustentável e professor sênior da Esalq/USP

A cultura do algodoeiro vem sendo afetada por um expressivo número de doenças desde que migrou para o Cerrado, tornando a região a maior produtora do Brasil e o País, o quarto maior produtor e o segundo maior exportador mundial da fibra. Embora os patógenos habitantes do solo representem uma ameaça permanente, são as manchas foliares que têm ocasionado os maiores prejuízos.

Nos primeiros anos, predominava a ramulose, causada por Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides, como a doença com mais danos à cultura. Entretanto, as cultivares resistentes e a emergência da mancha de ramulária de forma mais precoce conduziram os produtores a aplicar fungicidas nas primeiras fases de desenvolvimento para deter o avanço da doença. A combinação de cultivares mais resistentes e a aplicação precoce de fungicidas fez a ramulose praticamente desaparecer do cenário da cotonicultura brasileira. Outras manchas foliares chegaram a causar preocupação aos produtores ao longo dos anos, tais como as manchas de alternária e estenfílio (Alternaria alternata e Stenphylium solani), e a mancha de mirotécio (Mirothecium roridum), que emergiram em um dado momento, porém logo se tornaram inexpressivas. A mancha angular, causada por Xanthomonas citri subsp. Malvacearum, por muito tempo representou uma ameaça. Mas o lançamento de cultivares com resistência à bactéria tornou a doen...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista A Granja, clique Aqui e Assine Agora!