Reportagem de Capa

Expectativa de novos RECORDES para o milho

Depois de um 2020 marcado por produção e cotações inéditas, o milho segue em direção a um novo ciclo de marcas históricas. É a época de projetar a segunda safra, que representa a maior parte da colheita no País. A demanda pelo cereal segue aquecida, a sinalização de preços é favorável, e a esperança é de que o clima seja amigável com as lavouras. Os custos – acompanhando o dólar nas alturas – aumentaram, mas o otimismo dos produtores que investem na cultura está inabalável

Denise Saueressig
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A demanda firme pelo milho indica que 2021 será mais uma temporada de recordes para os produtores brasileiros. O cereal é o principal cultivo da segunda safra e, pelo menos neste início de ano, o cenário projetado é de incremento da produção e de preços firmes. A estimativa é de que a segunda safra tenha aumento de 6,43% na área plantada, para 14,1 milhão de hectares, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado divulgado em janeiro. A alta esperada para a produtividade é de 7,44%, para 5.949 quilos por hectare, enquanto a produção é calculada em pouco mais de 84 milhões de toneladas, uma elevação de 14,36% sobre o ano passado. A produção brasileira total, de acordo com a consultoria, é estimada em 113,463 milhões de toneladas, contra 106,833 milhões do período anterior. “Ainda que existam dúvidas sobre o comportamento do clima, as expectativas são muito positivas para o preço. Neste momento (20 de janeiro), observamos valores recordes de quase R$ 90,00 a saca em Campinas/SP, e o milho se torna naturalmente a principal opção do produtor nesta época”, resume o analista da Safras Fernando Henrique Iglesias.

Em 2020, os preços já foram surpreendentes, mas, com o menor volume esperado para a atual safra de verão e a consequente dificuldade no abastecimento, a perspectiva é de novas marcas históricas. Para o Centro- Sul ...

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