Genética

Como será o MILHO DO FUTURO

O cereal foi submetido a uma série de evoluções genéticas até hoje. E muito mais está a caminho – e em laboratório. A Embrapa Milho e Sorgo descreve o que o milho promete e, sobretudo, o que se espera desse grão tão importante para a humaninade

Paulo Evaristo de Oliveira Guimarães, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo

Para se ter uma melhor visão sobre o futuro genético do milho, é preciso discorrer sobre o milho no passado e no presente. No passado, a cultura de milho no Brasil, até o final dos anos 1970, era baseada em cultivares tropicais, de ciclo tardio e porte alto. O germoplasma existente naquela época apresentava pouca frequência de materiais para características como baixa altura de planta e espiga, resistência ao acamamento e quebramento, ciclo mais precoce, aptidão para cultivo em maiores densidades e para colheita mecanizada. Pelo ciclo muito tardio, não havia o plantio de milho na segunda safra, e eram maiores os riscos de frustração de primeiras safras nos constantes períodos de seca que ocorrem na época do florescimento, chamados de veranicos. A grande área de solos ácidos do Brasil Central, que, no presente, responde por boa parte da safra brasileira do cereal, naquela época, praticamente não era cultivada com milho, tanto por causa da baixa utilização de sistemas adequados de correção de solo, como calagem e adubação, quanto pela inexistência de genótipos de milho adaptados a esses ambientes. Predominava a utilização de variedades e híbridos, que apresentavam potencial bem menor de produção. Os poucos programas de melhoramento da época possuíam uma capacidade de teste bem menor, com plantio e colheita manual de parcelas experimentais, desenvolvimento anual de reduzido número de híbridos duplos, com menor potencial produtivo que híbridos simples e triplos, e redes de ensaios compostas de poucos locais.

Milho no presente

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista A Granja, clique Aqui e Assine Agora!