Plantio Direto

Sucessos e insucessos do uso combinado de CAMA DE AVIÁRIO E CALCÁRIO

Engenheiros-agrônomos e doutores Jonatas Thiago Piva, professor do curso de Agronomia UTFPR/Campus Santa Helena, e Luís César Cassol, professor do curso de Agronomia UTFPR/Campus Pato Branco

Em condição natural, os solos brasileiros são, em geral, ácidos, pobres em bases trocáveis e deficientes na maioria dos elementos essenciais, por conta da elevada taxa de intemperização. Nessas condições, os usos de calcário (para corrigir problemas de acidez e fornecer bases) e de adubos (para repor os nutrientes) são práticas fundamentais para o sucesso da agricultura brasileira. Além dessas, o manejo do solo com sistemas conservacionistas é fundamental para a preservação da qualidade estrutural e para a adição de matéria orgânica. Atualmente, o sistema plantio direto (SPD) ocupa, aproximadamente, 33 milhões de hectares no Brasil. Somente no Paraná, dos cerca de 5,5 milhões de hectares cultivados com soja, milho e feijão, mais de 90% se encontram alicerçados no SPD. Esse sistema é caracterizado pelo mínimo revolvimento do solo (somente na linha de semeadura), pela rotação de culturas e pela manutenção dos resíduos culturais sobre a superfície do solo, protegendo-o contra os agentes erosivos, desde que associado com outras práticas conservacionistas. Há mais de 20 anos, em uma série de estudos, foi demonstrado que a aplicação de calcário em superfície (sem incorporação) no SPD aumenta o pH, os teores de cálcio e de magnésio e a saturação por bases, além de reduzir a acidez potencial na camada superficial do solo e também em subsuperfície, podendo alterar pH e teor de alumínio além dos 60 centímetros de profundidade, apesar da baixa solubilidade do calcário.

Calagem e adubo orgânico

Porém ainda é pouco estudado o efeito da interação da calagem com o uso de adubo orgânico. Principalmente a cama de aviário, que pode a...

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