O Segredo de Quem Faz

Disposição e audácia para INOVAR

Denise Saueressig
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O pioneirismo e a força de vontade para investir em novidades capazes de ampliar a eficiência e a sustentabilidade nas lavouras acompanham a trajetória do produtor José Mário Ataguile, de Joviânia, no Sul de Goiás. Aos 74 anos, ele é um entusiasmado por inovações e realizado em poder compartilhar o trabalho com a família, especialmente com o filho Rodrigo Brunozi Ataguile. O engenheiro-agrônomo que acompanha o pai desde a infância, agora, também vê o filho mais velho, de 16 anos, dar os primeiros passos na agricultura. Nesta entrevista, pai e filho fizeram questão de falar juntos sobre o caminho percorrido até aqui e os diferenciais que tornaram a família referência na região.

A Granja – Qual é a trajetória da família na agricultura?

José Mário Ataguile – Sou de família italiana, com tradição na agricultura. Vim de Barretos, no estado de São Paulo, para Goiás em 1975. A luta foi difícil, mas gostamos de trabalhar para buscar o sucesso. Meus avós chegaram da Itália com 15 anos. Eram agricultores de enxada. Meu pai também era agricultor, e eu, naturalmente, cresci com o desejo de trabalhar na terra. Sempre batalhei por uma agricultura mais evoluída. Na região de Barretos, a agricultura estava mais avançada, a família produzia soja, milho e amendoim. Cheguei ao Centro-Oeste com muita coragem, porque a realidade por aqui era bem diferente. Os meios de comunicação eram precários, não havia asfalto, não havia energia elétrica. Na minha fazenda, consegui instalar um sistema monofásico em 1978, mas que servia basicamente para a manutenção das máquinas. Meu sonho era evoluir, crescer. Era um menino novo, mas muito audacioso.

A Granja – Como foi a evolução da produção em Goiás?

José Mário – Sabíamos que as terras do Cerrado eram boas, e, ao ...

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