Economia

Prioridades em investimentos em tempos de VACAS GORDAS

Aquisição de terra, arrendamento, tecnologias digitais, correção profunda de solos e muito mais. Em tempos de bons retornos financeiros da lavoura, é importante saber onde (não) aplicar os recursos que sobram no negócio agrícola

Engenheiro-agrônomo Antônio Carlos Ortiz, mestre em Economia Agrícola, sênior Associate ao Centrec Consulting Group, Centro de Treinamento e Consultoria ao Agronegócio, Illinois/EUA, [email protected]

A geração operacional de caixa nas duas próximas safras tende a ser recorde. A confluência de demanda firme – segurando preços de soja e milho – e o empurrão dado pela desvalorização do real tornaram a relação de troca entre grãos e insumos das safras 2020/21 e 2021/22 excepcionalmente favoráveis aos produtores. Caberá a estes usarem sabiamente toda essa sobra de resultados. Trata-se de priorizar o uso, o investimento desse caixa, de acordo com o impacto positivo no negócio, conforme o retorno sobre esse capital empatado, desde que não piore o seu risco. O retorno é o resultado dividido pelo capital empatado no investimento feito com o caixa. Com o tempo, retorno importa. A desatenção aos investimentos priorizados por retorno, quando repetida por muitos anos, pode levar um produtor a ter desempenho abaixo da média. Isso vai levando a um desvio crescente com o tempo, e a um ciclo vicioso: baixo retorno, baixo desempenho, baixo retorno sucessivo.

Por outro lado, a priorização de investimentos que gerem maior retorno – dentro de um risco aceitável – vai compondo o nível de retorno geral do negócio, que, por sua vez, vai se acumulando geometricamente num ciclo virtuoso de ganhos de eficiência, escala e qualidade operacional. Há sempre uma tentação enorme no investimento em novas terras. Portanto, ganhos de escala na agricultura são muito importantes. É preciso ponderar que o retorno proporcionado pel...

Para ler a matéria completa faça Login
Caso não seja assinante da Revista A Granja, clique Aqui e Assine Agora!