Segurança Alimentar

Agronegócio brasileiro, alimentação e O FUTURO DA HUMANIDADE

Aumento de produtividade, pesquisa e cada vez mais emprego de tecnologias a campo são a resposta da agropecuária brasileira para atender à (crescente) demanda global por comida

Christian Lohbauer, presidente-executivo da CropLife Brasil

Passamos a cozinhar antes de nos tornarmos humanos. E nos tornamos humanos justamente porque passamos a cozinhar. Essa é a síntese da original teoria sobre a evolução humana proposta por Richard Wrangham, primatologista e antropólogo inglês, professor da Universidade de Harvard, nos EUA. Em seu livro Pegando fogo: por que cozinhar nos tornou humanos, ele afirma que um antepassado imediato do Homo sapiens, o Homo erectus, dominou o fogo e o cozimento há cerca de 1,8 milhão de anos. A energia extra obtida com o alimento cozido deu vantagens biológicas aos primeiros cozinheiros e permitiu mudanças na anatomia e fisiologia deles, além de modificar o meio ambiente e a sociedade. Os ancestrais do ser humano foram capazes de evoluir porque as comidas cozidas eram mais nutritivas e saudáveis e exigiam menos tempo para mastigar. E eram, sobretudo, mais seguras.

Segurança alimentar e segurança do alimento são dois temas fundamentais nos dias atuais. Isso porque milhões de pessoas ainda passam fome diariamente e o mundo atravessa uma pandemia causada por um organismo invisível. A segurança alimentar se trata, por definição, do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais. A segurança do alimento, por sua vez, é o termo usado para se referir à prática de medidas que permitam o controle da entrada no alimento de qualquer agente que promova risco à saúde ou integridade física do consumidor.

Geografia da fome

Hoje, no planeta, de acordo com a ONU, em torno de ...

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