Clima

Como usar a PREVISÃO DO TEMPO a favor da lavoura

O produtor deve se informar sobre a meteorologia de médio prazo para poder implementar ações imediatas. E já há serviços meteorológicos especializados para cada região, propriedade e até talhão

Meteorologista e doutor Douglas Lindemann, Universidade Federal de Pelotas/RS, e engenheiro-agrônomo e mestre Igor Lindemann, Universidade Federal de Pelotas/RS

Quando foi informada a previsão, e posterior confirmação, no segundo semestre de 2020, do resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, caracterizando a atuação da La Niña, muitos produtores da Região Sul ficaram apreensivos, pois já é de conhecimento geral que, em períodos de atuação da La Niña, ocorre uma redução nas precipitações sobre essa região. Em contrapartida, normalmente, as precipitações ficam acima da média nas regiões Norte e Nordeste. E o padrão mencionado anteriormente foi verificado durante novembro de 2020, com chuvas acima da média nas regiões Norte e Nordeste, enquanto nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste houve chuvas abaixo da média, o que colaborou para o atraso na semeadura da soja no Sul. Porém, em dezembro, grande parte do Brasil registrou chuvas abaixo da média, exceto algumas partes das regiões Norte e Sul. E, na primeira quinzena de janeiro, as chuvas têm se distribuído de forma regular em todo o País, principalmente em regiões produtoras de grãos (Sul, Centro-Oeste e Matopiba). Isso favoreceu o desenvolvimento das culturas que estão iniciando seus estádios reprodutivos na Região Sul e a semeadura de algodão e milho safrinhas na Região Centro-Oeste.

Atenção ao próximo trimestre

Apesar desta aparente atenuação dos impactos da La Niña nos volumes de chuva durante dezembro e janeiro – o que contribuiu para o bom desenvolvimento das culturas –, as previsões climáticas de diferentes modelos internacionais indicam um período de...

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