O Segredo de Quem Faz

Cultivando DESENVOLVIMENTO

A trajetória da pesquisadora Gisela Introvini lembra muito o caminho percorrido por tantos produtores que migraram em direção ao Norte do País, especialmente a partir dos anos 1970. Natural de Ponta Grossa, no Paraná, a engenheira-agrônoma desembarcou em Balsas, no Maranhão, com um propósito paralelo ao das famílias que foram desbravar novas terras e investir na até então promissora cultura da soja. Sua primeira missão, como uma especialista em sementes, foi ajudar na construção de um sistema de produção adequado às condições locais. Superados alguns obstáculos iniciais, Gisela não apenas colaborou para o avanço da agricultura na região do Matopiba, como continuou aceitando desafios. Atualmente, ela é superintendente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen), na qual atua em projetos de desenvolvimento econômico e social. Como integrante do Comitê Executivo da Associação Internacional de Soja Responsável (RTRS), também trabalha para estimular a certificação por meio da adoção de práticas sustentáveis entre os produtores.

Denise Saueressig
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A Granja – Como teve início a sua trajetória no agro?

Gisela Introvini – Acredito que começou quando fui estudar no colégio agrícola, em Ponta Grossa. Esse colégio preparava mulheres para a economia doméstica, mas eu não queria isso. Queria estudar algo que estivesse relacionado à natureza, porque, desde criança, gostava de observar as plantas. Eles abriram uma oportunidade de meninas fazerem o curso de técnica em agropecuária, e eu fui a primeira mulher a se formar nesse curso no estado do Paraná. Meus pais eram pequenos agricultores, muito humildes. Eu não tinha condições financeiras para estudar Agronomia em uma universidade, porque morava em Ponta Grossa, mas o curso só existia em Curitiba. Assim, fui trabalhar como técnica ag...

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