Milho

SAFRINHA no Centro-Oeste: cuidados começam já na soja

A área de milho de segunda safra na região tem relação direta com a época de colheita antecessora soja, além do tipo de solo, ciclo do híbrido e a capacidade de trabalho das máquinas

Gessí Ceccon, analista do Grupo da Pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste, [email protected]

A sucessão soja-milho safrinha faz parte do agronegócio brasileiro nos estados de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, em que o milho segunda safra é semeado de janeiro a março, imediatamente após a colheita da soja. Em 2020, a soja foi semeada em 16,7 milhões de hectares e o milho safrinha em 8,7 milhões, de acordo com dados do IBGE. Essa diferença de área entre as duas culturas está em função da época da colheita da soja, quando não é mais favorável ao plantio do milho, indicado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A área de milho safrinha na região tem relação direta com a data da colheita da soja, o tipo de solo, o ciclo do híbrido e a capacidade de máquinas que o agricultor dispõe. A coincidência das várias atividades, como dessecação da lavoura e colheita da soja, e inoculação das sementes e o plantio do milho propriamente dito, fazem com que o agricultor maximize o tempo, e ele o faz acoplando equipamentos e/ou aplicando fertilizantes após o plantio. A adubação tradicional com NPK no plantio ainda é realizada, mas parte dos agricultores distribui nitrogênio, potássio, enxofre e boro a lanço, antes ou depois da semeadura do milho. E por vezes omitindo a aplicação de fosfato, a depender da análise do solo e da expectativa de clima e de mercado. O espaçamento de 45 cm a 50 cm entre linhas de plantio do milho é predominantemente o mesmo da soja, devido a melhor cobertura inicial do solo, maior produtividade da cultura e para evitar retrabalho com alterações em plantadeiras.

Atenção à velocidade de plantio

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