Fitossanidade

A morte PREMATURA do milho

O problema do cereal, em que as plantas murcham e secam antes do normal, tem relação ao seu genótipo, a fungos de colmo e a condições ambientais, como estresse hídrico e adubação

Giovani Canzi, coordenador de Agroservice KWS Sementes, e Saulo Tocchetto, consultor de Agroservice KWS Sementes

Tem ocorrido, ano a ano, o aumento da produtividade de milho, proporcionada por novos híbridos, tecnologias, manejo disponível etc. Em contrapartida, doenças e pragas não controladas de forma eficiente podem ocasionar perdas em produtividade. O clima, por ser um fator abiótico, permite pouca influência, mas é possível ajustar épocas de plantio e posicionamento dos híbridos, gerando melhores resultados. E, em determinados anos, ocorre, próximo à maturação fisiológica, a chamada “morte prematura”, em que uma porcentagem de plantas começa a murchar e secar bem antes que as demais, fazendo com que os grãos e as espigas não “encham” adequadamente, perdendo peso e produtividade por área.

Nos períodos após o florescimento (estádios R2 a R5), naturalmente há uma grande translocação de fotoassimilados das folhas e do colmo (carboidratos armazenados) para o enchimento dos grãos. Se a fertilidade natural do solo, a adubação disponibilizada pelo agricultor e as condições climáticas forem desfavoráveis, poderá ocorrer uma “exaustão do colmo”, potencializando, muitas vezes, quebramento elevado e/ ou morte prematura de plantas.

Causas

Diversas são as possibilidades de ocorrência do problema, como a presença de fungos nos colmos da planta – que podem impedir a translocação de água e nutrientes – ou genótipos suscetíveis, adubações não balanceadas e populações muito elevadas (competição intraespecífica). E situações como o ataque de insetos e/ou nematoides, causando lesões nas raízes ou nos colmos; altas doses de nitrogênio e baixa de potássio; perda d...

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