Safra de Verão

Como administrar as VONTADES DAS NUVENS?

Sim, as previsões de tempo e de clima e também o monitoramento agrometeorológico são subsídios fundamentais para mitigar os efeitos da falta ou do excesso de chuvas

Dr. Paulo Cesar Sentelhas, professor titular da Esalq/USP, agrometeorologia, pesquisador do CNPq – Nível 1ª, editor-chefe da Scientia Agrícola, CTO da Agrymet – Sistema Agrymax, integrante efetivo do CESB

Todos os anos, antes do início de uma nova safra, os agricultores, os consultores e as empresas agrícolas especulam sobre como serão as condições meteorológicas ao longo do ciclo das lavouras, já que isso é um fator fundamental para o sucesso ou o fracasso destas. Apesar disso, há sempre uma grande incerteza em relação ao que está por vir. Mesmo com todos os avanços científicos e tecnológicos ao longo das últimas décadas, com a melhoria dos sensores e da densidade de estações meteorológicos de superfície, o aumento do número de satélites meteorológicos em órbita e das informações fornecidas por eles, e a geração de modelos meteorológicos/climáticos cada vez mais complexos e fornecidos por grandes centros internacionais e nacionais de meteorologia, as previsões de tempo e clima ainda não atendem plenamente às necessidades do setor agrícola, o qual demanda informações com melhor resolução, maior tempo de projeção e alto grau de assertividade.

Sendo assim, a agricultura segue sendo uma atividade econômica em que seu grau de risco é mensurado, basicamente, pelas informações meteorológicas do passado, o que caracteriza a variabilidade climática da região. As projeções futuras, com base nas previsões de tempo (dias a meses) e clima (meses), auxilia algumas tomadas de decisão, porém ainda trazem muitas incertezas. Um exemplo recente disso foi a estiagem severa que assolou grande parte da Região Sul do Brasil na safra 2019/20, a qual não foi efetivamente prevista em tempo hábil para ...

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