O Segredo de Quem Faz

LIDERANÇA além da porteira

Denise Saueressig [email protected]

Não é por acaso que Sônia Bonato é conhecida e reconhecida pela maioria das mulheres ligadas ao agronegócio no Brasil. Enérgica e participativa, nos últimos anos, ela dedicou boa parte do seu tempo à sua qualificação profissional e a iniciativas de fortalecimento da presença feminina no setor. Tanto que foi convidada para ser a embaixadora do 5º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA), que, neste ano, acontece de forma virtual, entre os dias 26 e 29 de outubro. Sônia divide o trabalho na Fazenda Palmeiras com o marido, Nílton César Bonato. Na propriedade, em Ipameri/GO, eles criam gado de corte e produzem soja e silagem de milho. Nesta entrevista, ela conta um pouco da sua trajetória e da ligação com o campo. Emotiva ao lembrar a infância humilde e os afetos construídos ao longo do tempo, a produtora muda o tom quando fala de preconceito e das dificuldades que as mulheres ainda enfrentam em um meio predominantemente masculino.

A Granja – O que você acredita que mudou desde o início do seu engajamento nos movimentos de mulheres do agro?

Sônia Bonato – Comecei a participar mais ativamente em 2006. Fui para Goiânia, a convite da Faeg (Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás), representar o Sindicato de Ipameri como mulher. Lá, conheci mulheres do estado todo. Ficamos amigas e voltamos para os nossos sindicatos com a cabeça cheia de ideias. Aliás, sempre digo: pensem bem antes de me convidar para algo novo, porque eu não sou enfeite, não sou bibelô. Quando voltei ao sindicato, percebi a resistência de muitos homens. Ainda existe preconceito e um temor de que as mulheres tomem a frente das decisões nos sindicatos. Infelizmente, ainda enfrentamos isso, mas é um sentimento que não deve existir, porque temos que ser parceiros, só temos o direito de fazer o que eles fazem. A federa...

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