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PRODUTORES DE LEITE RECLAMAM DE PREÇOS E PEDEM APOIO

As associações de produtores de leite de Córdoba e Santa Fé reclamam que os valores pagos ao produtor não cobrem os custos nas propriedades. Em agosto, o valor médio do litro era de 18,33 pesos, ou R$ 1,35.

Os representantes dos produtores argumentam ainda que a demanda por produtos processados permanece sustentada e, os preços, firmes. “Diante disso, convocamos publicamente as câmaras industriais para considerar os preços pagos pela matéria-prima mais importante de seus produtos. É necessário que considerem nossa reivindicação, e dizemos ao Estado que deve ser um ator ativo e presente nesta situação. Não queremos que a crise continue a expulsar produtores da atividade”, diz um comunicado conjunto.


AUMENTO DAS EXPORTAÇÕES

A agroindústria representou 73,1% do total exportado pelo país no primeiro semestre do ano, segundo informações do Ministério da Agricultura. Esse valor é 8,6 pontos percentuais acima do registrado em 2019 (64,5%). Entre os principais destaques, estão a soja e o milho em grãos.


REJEIÇÃO ÀS NOVAS MEDIDAS ECONÔMICAS

O presidente do Banco Central da República Argentina (BCRA), Miguel Pesce, anunciou uma série de medidas cambiais tomadas em consonância com o Ministério da Economia e a Comissão Nacional de Valores Mobiliários que incluem limites à compra de dólares por empresas para quitar dívidas. O presidente da Sociedade Rural Argentina (SRA), Daniel Pelegrina, considera que as restrições cambiais distanciam ainda mais os investimentos e a geração de empregos, tão necessárias ao país. Segundo o dirigente, os efeitos colaterais terão impacto negativo nas empresas agroindustriais e acabarão sendo transferidos para os produtores. “A Argentina precisa de investimentos internos e externos. Essa é, sem dúvida, a forma de criar emprego e desenvolvimento, e todas essas medidas e sinais vão na direção oposta e só geram maior incerteza”, disse.


TRIGO

O trigo no norte da área agrícola tem recebido poucas chuvas em praticamente todo o ciclo, o que impacta as expectativas de produtividade e o número de hectares que deverão ser abandonados. O Ministério da Agricultura estimou, em seu relatório de setembro, que a área de trigo na safra 2020/21 do país deve ocupar 6,7 milhões de hectares, recuando 2,9% em relação à temporada anterior.

CARNE

O cálculo em agosto indicou que o consumo de carne bovina no mercado interno ficou em 50,3 quilos per capita ao ano, uma queda de 2,7% em relação a 2019. A redução é consequência da pandemia do coronavírus, embora também esteja em linha com a tendência decrescente dos últimos anos devido à desvalorização do poder de compra da população que sofre com a inflação.

SOJA

Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima que o plantio de soja pode ser ampliado em 100 mil hectares na próxima safra, chegando a 17,2 milhões de hectares. Os preços pagos pela oleaginosa favorecem a relação insumo-produto. Ao mesmo tempo, o cenário até agora indica que pode haver limitação na janela de semeadura ideal devido à probabilidade de La Niña.

MILHO

Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, até 23 de setembro, estavam plantados 11% da lavoura de milho destinado a grãos no ciclo 2020/2021. As chuvas na parte oriental da área agrícola durante o mês passado impulsionaram o trabalho nas províncias de Santa Fé, Entre Ríos e Buenos Aires. A estimativa é de que o cereal ocupe 6,3 milhões de hectares nesta safra, 200 mil hectares a menos do que em 2019/2020.