Espaço do Leitor

ÉPOCA PARA PLANTAS DE COBERTURA

Quais são as opções mais interessantes de plantas de cobertura de acordo com a época do ano? Obrigado pela ajuda.

Humberto Santana Chapecó/SC

R - Caro Rafael, o pesquisador Leandro do Prado Wildner, do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri/Cepaf), explica que existem plantas de cobertura mais indicadas para cultivo no verão e outras para o inverno. “No entanto, usamos essa denominação apenas para identificar as espécies, uma vez que a época de plantio ocorre a partir do momento em que o solo não se encontra cultivado com uma cultura comercial. Em função do tamanho dessa janela e da próxima cultura é que o agricultor vai escolher a planta de cobertura”, ressalta. As plantas de cobertura de verão podem ser semeadas de meados de setembro até dezembro (onde não há risco de geada, o período pode se estender até o fim do verão). Elas são cultivadas, preferencialmente, entre a colheita da cultura de verão (primeira safra) e a semeadura da cultura de inverno. As espécies de verão mais comuns são as mucunas, as crotalárias, feijão-de-porco, guandu anão, caupi ou feijão miúdo, teosinto, milheto, capim sudão, sorgo e trigo mourisco. São chamadas de plantas de cobertura de inverno as semeadas desde o fim do verão (início de março) até o início do inverno (junho). As principais são aveia preta, aveia branca, centeio, azevém, tremoço branco, tremoço azul, ervilha forrageira, ervilhaca comum, ervilhaca peluda, gorga e nabo forrageiro.


VAZIO SANITÁRIO NO ALGODÃO

Quais são os períodos em que é necessário cumprir o vazio sanitário em lavouras de algodão na Bahia? Agradeço a informação.

Nélio Nunes Lauro de Freitas/BA

R – Prezado Nélio, o vazio sanitário teve início em 20 de setembro e se estende até 20 de novembro na região Oeste da Bahia. No Sudoeste do estado, o calendário teve início em 1º de setembro e vai até 30 de outubro, segundo a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Este é o momento em que restos de plantas vivas em áreas recém colhidas devem estar eliminados e, assim, evitar que se multipliquem e possam promover a proliferação de pragas e doenças como o bicudo do algodoeiro, principal inimigo do cotonicultor.

CORREÇÃO: No artigo “Declínio das populações de minhocas no PD”, veiculado na seção Plantio Direto de julho/2020, na página 48 não foi grafada corretamente a porcentagem 19% (O = 19%), em relação aos solos pobres da região Oeste do estado do Paraná.